Blog UJS Ceará

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CUCA da UNE realiza seminário no Rio  

De 9 a 12 de outubro, acontece o 10º Seminário Nacional do Circuito Universitário de Cultura da UNE - CUCA.

Previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro, com o tema Juventude, Cultura e Política, o evento vai reunir integrantes do CUCA de todo Brasil, diretores de cultura de entidades estudantis estaduais e de DCEs e representantes de Pontos de Cultura.

O Seminário do CUCA deverá promover a integração e o fortalecimento dos vínculos entre a rede dos estudantes e a rede dos pontos de Cultura, além de estabelecer trocas de saberes e consolidar redes de solidariedade e intercâmbio cultural. O Seminário discutirá de forma aprofundada os temas referentes às relações entre cultura, juventude e política, em sintonia com as resoluções dos Fóruns Nacionais dos Pontos de Cultura.

Com uma programação de três dias, o 10º Seminário Nacional do CUCA realizará sua abertura com um debate sobre seu próprio tema. Essa discussão contará com convidados da UNE, da Secretaria Nacional de Juventude, Ministério da Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, parceiros do evento.

CULTURA

Neste novo e importante momento político que vivemos, o CUCA tem buscado alcançar novas formas de contribuição à sociedade, que vá para muito além dos muros da universidade. Portanto, fortalecer os vínculos com as redes de produtores culturais como as que o Programa Cultura Viva mobiliza tornou-se a meta mais importante da organização nestes últimos anos. Este seminário funcionará como mais um espaço de fomento à essa articulação centrada especialmente em dois elementos: solidariedade e troca de saberes.

Pretendemos articular estas duas redes, a do movimento estudantil e a rede dos pontos de cultura, para que contribuam para o aumento das riquezas das formas do fazer cultural, político e social.

No 10º seminário discutiremos sobre nossa atuação participativa no processo construtivo do movimento social, que consiste no convívio harmonioso entre os pontos de cultura, uma vez que o CUCA da UNE também é ponto de cultura e realizador do encontro entre um e outro. E quem é o outro? Desvendá-lo e redefinir quem somos nós a partir dele, também é uma motivação essencial deste seminário.

A programação de cultura consistirá em uma Conferência Livre de Cultura, etapa que compreende a participação da sociedade no processo de Conferência Nacional, momento auge da formulação do novo sistema nacional de cultura, proposto pelo MinC e submetido à uma ampla discussão social.

COMUNICAÇÃO

Neste momento, assumimos a compreensão de um papel histórico e fundamental na garantia da circulação da produção informativa correspondente ao produto resultante do convívio social, econômico e cultural dos setores resistentes às formas de denominação por vias da comunicação.

A comunicação compreende um eixo importante das discussões do 10º Seminário do CUCA. A exemplo da temática de cultura, a agenda de comunicação do seminário também integrará o calendário de conferência livre da I Conferência Nacional de Comunicação, que acontecerá em dezembro.

Na contramão dos interesses de setores que compõem o oligopólio da comunicação do País, o CUCA neste momento afirma a necessidade de fortalecimento de uma comunicação integrada entre setores que constituem o principal fator de isolamento dos que hoje se arrogam em não participar das discussões da Conferência de Comunicação, por atuarem em favor dos privilégios que estão sob ameaça de uma ampla democratização que a primeira conferência nacional deverá reivindicar.

PLANEJAMENTO

O 10º Seminário reunirá as informações necessárias para identificar o conjunto de ações, projetos e atividades desenvolvidas pelo CUCA da UNE e da rede dos pontos de cultura.

Como parte de seu objetivo, o CUCA segue em desvelar as qualidades das expressões artísticas e culturais de dentro e fora da universidade, o que também envolve sua própria produção, na busca do fortalecimento e do aprofundamento das suas ações como uma rede repleta de pontos de intersecção, nos quais se identifica a função conjugada de cada componente de uma infinita diversidade.

Nesse sentido, o CUCA deverá no seu 10º Seminário Nacional, indicar os rumos do seu trabalho nos próximos três anos, na perspectiva de cada vez mais se entrelaçar com os destinos políticos, sociais, econômicos e culturais de nossa sociedade.

Fonte: Blog do Cuca

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Sem provas, Lina Vieira vira ‘joguete’ entre base e oposição  

A oitiva da ex-superintendente da Receita Federal, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, nesta terça-feira (18), demonstrou ser parte da disputa do poder que vai acontecer nas eleições de 2010. Por diversas vezes, a convidada foi esquecida para dar espaço a debates acirrados entre os senadores da base governista e oposicionistas sobre os dois principais candidatos na disputa – José Serra, do PSDB, e Dilma Roussef, do PT.

Em seu depoimento, Lina Vieira disse que não tem registro e nem lembrança da data e horário do suposto encontro entre ela e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, quando ela teria pedido a Lina que agilizasse o processo do filho do Sarney (José Sarney, presidente do Senado). Disse ainda que não comentou com ninguém, nem em casa e nem no trabalho, fazendo questão de destacar que era a palavra dela contra a da ministra.

Ela decepcionou a oposição que esperava dela provas ou testemunhas do que dizia. Ela também não soube explicar como o assunto chegou ao conhecimento dos jornalistas da Folha de São Paulo, que publicaram matéria sobre o suposto encontro dela com a ministra Dilma.

Segundo ela, os jornalistas já sabiam do assunto quando a procuraram pedindo que confirmasse o encontro e o assunto. Isso só aconteceu depois que ela foi exonerada do cargo, em 17 de julho último. O suposto encontro dela com a ministra Dilma teria ocorrido, segundo ela, no final do ano passado.

Ela disse que nos 10 minutos que durou o encontro, “ouviu, se retirou e não deu retorno”, acrescentando que não tomou nenhuma providência, mesmo porque a Justiça já tinha orientado a Receita para agilizar o processo.

Em seu depoimento inicial, ela dedicou a maior parte do tempo a contar a história de sua trajetória profissional, destacando que não tem mágoa de ter sido exonerada do cargo de Superindentende da Receita Federal.

“Não busquei e nem desejei essa polêmica e nem almejo disputar qualquer cargo eleitoral”, acrescentando que “não vim a essa comissão fazer jogo de A ou B. Não tenho interesse em alimentar polêmica e prejudicar ninguém, mas não abro mão da verdade.”

Lina se recusou a falar sobre a Petrobrás, dizendo que não estava preparada para falar sobre o assunto. Essa foi outra decepção para a oposição que, ao ser vencida na CPI da Petrobrás, conseguiu aprovar requerimento garantindo a ida de Lina Vieira à CCJ.

Bate-boca

A convocação de Lina Vieira à CCJ foi motivo de bate-boca e discussão no início da reunião. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou questão de ordem alegando que a CCJ não era o fórum apropriada para ouvir a ex-superintendente da Receita Federal.

Se ela fosse falar sobre matéria econômico-tributária, o forum apropriada seria a Comissão de Fiscalização e Controle e se era sobre a investigação contra Sarney, seria a Comissão de Ética.

O presidente da Comissão, Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que não considerava como questão de ordem e não aceitava o requerimento. E manteve a convocação de Lina Vieira, que chamou a depor depois de quase duas horas de debate entre os senadores.

Os governistas queriam que o Presidente permitisse que o Plenário da Comissão votasse o recurso de Jucá. Demóstenes manteve sua posição e ainda provocou Jucá dizendo que ele podia recorrer até ao STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) acusou o Presidente de estar usando partidariamente a comissão.

José Agripino (DEM-RN) admitiu que a ida de Lina podia abrir precendente para convocar a ministra Dilma para ser ouvida na Comissão.

Jucá protestou, insistindo que não é competência da CJJ tratar de assuntos pertinentes à Receita Federal e que a Comissão estava extrapolando suas funções. “É importante que fique claro quais as atribuições (da CCJ), para que no futuro não se repita a situação e a Comissão de Constituição e Justiça se torne um tribunal de inquisição e delegacia de polícia”, disse Jucá, para quem a Comissão pode virar um feudo de partido político para retaliar e perseguir.

Ato de força e autoritarismo

Almeida Lima (PMDB-SE) criticou a decisão de Demóstenes, destacando que “depois de atos secretos, vamos ter atos assombrados, que vão pairar sobre nós, no limbo.” O senador Renato Casagrande (PSB-ES) também fez críticas ao Presidente da Comissão, dizendo que a decisão dele não era justa e nem acertada. “Essa decisão pode gerar singularidades e situações em outras comissões que pode prejudicar o Senado”, alertou.

Demóstenes admitiu que se colocasse o recurso de Jucá em votação no plenário seria derrotado e abortaria todas as outras convocações posteriores. A fala foi recebida como um ato de força e autoritarismo de Demóstenes.

Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) alertou Demóstenes de que ele não pode confundir questão jurídica com questão político-partidária e que estava exorbitando de suas funções.

Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu equilibrio do governo e oposição, esclarecendo que “essa reunião é sobretudo do caráter político, uma tentativa de impor ao presidente Lula e à ministra Dilma um desgaste”, relembrando o caso dos cartões corporativos e da Petrobrás.

Fonte: Portal vermelho

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Coneg e Congresso da UBES, as prioridades do semestre  

Por Marcelo Gavião*

Se no primeiro semestre de 2009 grande parte das energias da militância da UJS foi canalizada para construir a vitoriosa campanha ao 51º Congresso da UNE, agora, entre agosto e dezembro, a prioridade deve se voltar para o movimento secundarista.

O Coneg da UBES, a ser realizado no Rio de Janeiro, de 04 a 06 de setembro, é a batalha da vez e deve ser assumida com centralidade pelas direções da UJS e não ficar a cargo apenas da militância secundarista.

O Coneg, pela primeira vez, realizará também um encontro de estudantes latino-americanos, num esforço de integração e unificação de pautas e lutas do movimento estudantil da região. Lá será debatida também a posição da UBES para atuação na Conferência Nacional de Educação, debate que deve enriquecer muito politicamente o Conselho de Entidades.

Para além dos debates, o Coneg convocará o 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, aprovará o regimento que guiará as eleições nas escolas e a Comissão Nacional de Credenciamento e Organização do evento. Ele será um fórum importante na disputa do movimento, pois além de deliberar sobre questões importantes, também cumpre o papel de mobilizar entidades de todo o país e já colocá-las na agenda congressual.

É importante ainda lembrar que as alterações realizadas no sistema eleitoral da UBES - que agora será através de votação em urna - fazem aumentas muito a responsabilidade da UJS em conduzir um processo democrático, politizado, com lisura e, principalmente, que dê certo e seja capaz de consolidar o novo método.

Novo método de eleição exige mais esforço da militância

Essa nova fórmula de eleição tende a ser muito benéfica para a UBES, pois levará o congresso para milhões de estudantes, tornando mais presente a entidade no cotidiano das salas de aula. Por outro lado, caso seja abraçado com o empenho característico da militância da UJS, o novo formato poderá desencadear um processo massivo de filiações à entidade. Na escola, mais do que em qualquer outro lugar, o terreno é propício para divulgar nossas ideias e ganhar novos adeptos da luta pelo socialismo.

Reequilíbrio das atenções

Outro fator que ganha destaque é a orientação de reequilibrar as atenções entre os movimentos universitário e secundarista. Coletivamente analisamos a necessidade de ampliar esforço desprendido pela direção da UJS para o movimento secundarista. O momento, portanto, é esse - elevar a pauta secundarista a nível de prioridade número um das direções da UJS e construir uma grande participação no Coneg e no Congresso da UBES.

Só dessa forma, com empenho das direções da UJS em todos os níveis, conseguiremos estar à altura das exigências da construção da UBES para milhões de estudantes brasileiros e, ao mesmo tempo, ampliar as fileiras da gloriosa União da Juventude Socialista.

Encontro Nacional de Estudantes Secundaristas da UJS

Para discutir a linha de atuação para o Congresso da UBES, lançar nosso movimento e formatar o plano de mobilização, a UJS prepara, para o dia 7 de setembro, o Encontro Nacional de Estudantes Secundaristas.

A ideia, bem sucedida quando aplicada ao movimento universitário no primeiro semestre, é que o Encontro possa renovar as bandeiras políticas para o movimento e antecipar a entrada da militância na campanha.

*Marcelo Gavião é presidente nacional da UJS

Fonte: Site da UJS

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Pedro Simon ataca Lula e esquece da Yeda Crises, ops Crusius  

Pedro Simon diz que Lula fala demais e deveria calar a boca.

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40 horas de trabalho, em nome da civilização  

O projeto que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução dos salários, voltou com força ao debate nacional. Está finalmente tramitando na Câmara, 14 anos depois de apresentado pelo hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). Na última sexta-feira (14), foi a principal bandeira de uma Jornada Nacional de Lutas. Tem o apoio unânime das centrais sindicais e movimentos sociais.

Esta é uma das causas mais enraizadas no movimento operário do Brasil e do mundo. Foi ela que deu origem ao 1º de Maio, nascido em 1890 como uma espécie de dia de greve geral mundial pela jornada de oito horas.

Várias gerações e incontáveis lutas mais tarde, as oito horas são uma conquista e muitos países adotam jornadas ainda menores. No Brasil, a última conquista veio na Constituição de 1988, que reduziu o limite de 48 para 44 horas. Recente estudo do Ipea comprovou que isso reduziu em 10,7% as horas trabalhadas pelos brasileiros.

No entanto, cada um desses passos resulta de uma encarniçada luta de classes. A experiência mundial e brasileira atesta dois fatos. Primeiro, que a redução só se efetiva pela via da fixação em lei; deixado à mercê do mercado, o tempo de trabalho se estende até os limites físicos da resistência do trabalhador. E segundo, que o patronato opõe sempre uma feroz resistência, agitando o espantalho da competitividade, da informalidade, das falências, do fim do mundo.

Foi assim em 1988. E é assim agora. A classe que vive da compra da força de trabalho alheia mobiliza-se: convoca sua imprensa para bombardear a proposta, invoca a crise capitalista mundial, põe de prontidão as entidades patronais, arregimenta suas bancadas na Câmara e Senado: vai à luta para que a jornada não se reduza um minuto sequer.

Agregue-se que o projeto é uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 231/95. Requer portanto dois terços dos votos nas duas Casas do Legislativo. Pode ainda ser conduzido em banho-maria, protelado. É para isso que o patronato se orienta.

Os argumentos dessa gente não têm cabimento. Desde 1988, a produtividade do trabalho avançou enormemente, resultando em maximização de lucros e supressão de empregos. O que os trabalhadores querem é apenas o uso de uma fatia desses ganhos para seu descanso, lazer, estudo e cultura, convívio com a família e os amigos, enfim, para viver melhor, num mundo mais civilizado. Além do que a redução deve gerar 2 milhões de empregos, pelo cálculo do Dieese.

Mas uma causa assim não triunfa só por ser justa. Reclama a mobilização da classe, dos seus partidos e sindicatos, das suas bases – as centrais falam em levar 100 mil trabalhadores a Brasília. Exige a conquista da opinião pública. Requer todo um trabalho de acompanhamento da tramitação, corpo a corpo, convencendo, pressionando e fiscalizando cada parlamentar.

Um primeiro passo foi dado, na Comissão Especial da Câmara que aprovou a PEC 231/95 em junho. Faltam todos os outros. A proximidade das eleições de 2010 favorece a aprovação. O apoio do presidente Lula é um grande tento. A semana de 40 horas pode virar lei já neste ano. Mas não virá de presente. Será obra da unidade e da luta da classe.

Fonte: Portal Vermelho

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40 anos de Woodstock - 3 Dias de Paz & Música  

Entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, há 40 anos atrás, aconteceu um dos maiores festivais de música da história, "Woodstock - Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música". O evento reuniu cerca de 500 mil jovens na cidade de Bethel, interior de Nova York e foi um marco dos protestos no final da década de 60 contra a guerra imperialista do Vietnã e por Direitos Civis nos EUA.

O ápice da Contracultura e do Movimento Hippie contou com grandes perfomances de bandas e artistas da época, Jimi Hendrix, Grateful Dead, Joan Baez, Janis Joplin, Santana, The Who e outros grandes nomes da música (bons tempos aqueles!).

E tudo isso foi eternizado no tempo no filme "Woodstock", dirigido por Michael Wadleigh, ganhador do Oscar de melhor documentário em 1971. Altamente recomendado para conhecer a mágica daqueles 3 dias de Sex, Drugs and Rock n'Roll, compreendidos para além do clichê alienante em que a expressão hoje repousa, respectivamente como a busca pela liberação sexual, a expansão dos níveis de consciência e o engajamento político através da arte.

O festival teve muitas apresentações quase sobrenaturais de tão marcantes, dentre todas o meu momento predileto é quando Joe Cocker canta, de maneira alucinada, sua versão da música dos Beatles, "A Little Help From My Friends".


Que os 40 anos de Woodstock nos faça lembrar que a luta para libertar o homem de toda forma de opressão continua, um mundo de paz e amor é possível, só não podemos deixar o sonho morrer.

De Fortaleza,
David Aragon.

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Palestra Petróleo e Gás na Bacia do Ceará na UFC  

O diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Haroldo Lima, estará em Fortaleza nessa sexta-feira, dia 21 de agosto, para falar sobre “Os Projetos de Desenvolvimento do Brasil – Petróleo e Gás na Bacia do Ceará”, uma articulação do senador Inácio Arruda com o reitor da Universidade Federal do Ceará, Jesualdo Farias, e o diretor do Centro de Tecnologia da UFC, Barros Neto.

Em junho, Haroldo Lima, também a convite do senador Inácio Arruda, esteve no Crato. Na ocasião, ele anunciou o início das pesquisas sobre petróleo e gás na bacia do Araripe.

A palestra acontece a partir das 9h30min, no auditório Cândido Pamplona, no Campus do Pici. Entre os debatedores, além do senador Arruda, o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, Cláudio Ricardo Gomes de Lima, o deputado federal Chico Lopes e o vice-diretor do Centro de Tecnologia da UFC, Célio Loureiro Cavalcante Júnior.

Bacia do Ceará

A Bacia do Ceará está localizada no nordeste brasileiro, abrangendo os estados do Ceará e Piauí. Subdivide-se, de acordo com suas características geológicas, em quatro sub-bacias, de leste para oeste, assim denominadas: Mundaú, Icaraí, Acaraú e Piauí-Camocim.

A exploração de petróleo iniciou no final da década de 60 e, atualmente, a base de dados soma 203 poços e aproximadamente de 63.000 km de linhas sísmicas. Dos 203 poços perfurados, 89 são poços exploratórios.

A Bacia do Ceará possui quatro campos produtores de petróleo: Xaréu (1977), Curimã (1978), Espada (1978) e Atum (1979). Os volumes originais nestes campos foram estimados em 71,8 Mm3 de óleo e 5.808,2 Mm3 de gás .

Além dos quatro campos produtores de petróleo, situados em águas rasas, a Bacia do Ceará conta com 1 poço classificado como descobridor de campo de gás natural (1CES-0066-CE), 1 descobridor de campo de petróleo (1CES-0033A-CE), 26 poços produtores subcomerciais de petróleo, 4 produtores subcomerciais de gás natural, 1 poço com indícios de petróleo e gás natural e 9 poços com indícios de petróleo.

Os poços classificados como produtores subcomerciais de petróleo estão localizados em águas rasas e situados no entorno dos quatro campos produtores de petróleo e, a grande maioria, foi perfurada entre o final da década de 70 e o início da década de 80. Os poços classificados com indícios de petróleo também estão localizados nos arredores dos campos produtores.

Os poços classificados como produtores subcomerciais de gás natural são em número de quatro e estão localizados a oeste dos campos produtores de petróleo: 1CES-0001-CE (1971), 1CES-0048A-CE (1981), 1CES-0002-CE (1972) e 1CES-0097-CE (1985). Trata-se de acumulações de gás natural de pequeno porte que, no momento, não justificam os investimentos necessários para desenvolvê-los. Além disso, todos esses poços se localizam em lâmina d’água inferior a 50 m em área considerada ambientalmente sensível. O IBAMA recomenda a exclusão de blocos exploratórios em lâmina d’água inferior a 60 metros.

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