Blog UJS Ceará

O blog de política da juventude cearense!

Quase metade das federais devem adotar o novo Enem  

14 universidades devem adotar somente o Enem como método de avaliação

Segundo levantamento realizado pela Folha, ao menos 25 das 55 universidades federais deverão usar o novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), previsto para outubro, como forma de seleção de seus alunos. Dessas, 14 tendem a utilizar somente o resultado do exame para selecionar os estudantes.

Essa é uma das quatro alternativas para o novo Enem estabelecidas pelo MEC. As outras são: usar o exame como primeira fase da seleção (escolha feita por três universidades); usar a nota na prova para atribuir um percentual na avaliação final dos candidatos (opção de cinco delas); e usá-lo para preencher vagas remanescentes (escolha da UFSM, no RS).

Outras duas optaram por um misto das alternativas. A Unifesp usará o Enem para todos os cursos, mas alguns poderão fazer segunda fase. E a UFBA fará vestibular para alguns cursos e só Enem para outros. Nas 25 universidades, serão disputadas ao menos 80 mil vagas.

O prazo final para adesão ao novo Enem é 8 de maio. Um encontro do MEC com reitores das federais, em Brasília, discute o sistema unificado de seleção. O evento termina hoje. O novo Enem terá 200 questões, sobre quatro áreas de conhecimento (linguagens e códigos, ciências humanas, ciências da natureza e matemática). A prova será em dois dias.

As decisões de aderir ou não ao novo Enem deverão ser tomadas pelas universidades após o encontro. O levantamento da Folha mostra que a proposta do MEC teve boa aceitação, afirma Reynaldo Fernandes, presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Para Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "Há fatores positivos na proposta apresentada, que precisa ser aprimorada através de consultas públicas. O formato analítico do ENEM valoriza a capacidade crítica do estudante. Ao mesmo tempo, manter o formato de uma única prova anual, concentrada em poucos dias, impõe uma limitação grande à nova avaliação. Para superar a lógica dos cursinhos preparatórios e estabelecer uma dinâmica mais equânime de avaliação, o ENEM deve ser seriado, ou seja, expandido para as três séries obrigatórias do Ensino Médio".

Fonte: Sítio da UNE

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Em estado de greve, professores da rede estadual realizarão nova assembleia nesta quinta  

O Sindicato APEOC está convocando professores do Ceará para uma assembleia nesta quinta-feira, a partir das 9 horas, no ginásio Aécio de Borba, em Fortaleza. Na pauta, concurso público já!, reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (professores e funcionários), reajuste salarial de 19,2%, implantação da progressão horizontal, regularidade do pagamento dos professores temporários, gestão democrática e novas eleições.

No último dia 30, a categoria, em estado de greve, realizou manifestação defronte ao Palácio Iracema para reivindicar implantação e pagamento da progressão horizontal dos professores da Educação Básica do Estado. O governo preferiu transformar a progressão horizontal em abono a ser pago no contracheque de maio.

"Que garantias o governo nos dá de que a referência na carreira será respeitada no novo PCCR (Plano de Cargo, Carreira e Remuneração), conforme a sua proposta?", indaga a cúpula do Sindicato Apeoc. Os docentes não descartam paralisação geral.

Fonte: Blog do Eliomar

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Hino da UJS - download mp3  

Uma semana atrás disponibilizamos aqui no nosso blog o vídeo com o Hino da UJS e a letra da música. Atendendo a pedidos, colocamos agora para download o hino no formato mp3. Coloque como toque celular, distribua para os amigos, adicione ao seu orkut, vamos espalhar esse som!

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Marcha da Maconha lança Carta Aberta à Sociedade Brasileira  

A proibição judicial da Marcha da Maconha em São Paulo, João Pessoa e Salvador, não intimidou a intensa a mobilização via internet para o evento, que acontece em todo o mundo de 2 a 9 de maio. No Brasil estão previstas marchas em 14 estados. Em carta divulgada nesta quinta-feira (30), e assinada por diversas entidades e personalidades, os organizadores da marcha brasileira expõem os motivos de sua luta pela legalização da Cannabis.

Leia a seguir a íntegra da carta.

Carta Aberta à Sociedade Brasileira: Sobre a necessidade de debater a maconha

“…Temos clareza de que as metas de um ‘mundo sem drogas’ se mostraram inatingíveis, com visível agravamento das “conseqüências não desejadas”, tais como aumento da população carcerária por delitos de drogas, aumento da violência associada ao mercado ilegal das drogas, aumento da mortalidade por homicídio e violência entre jovens - com reflexo dramático nos indicadores de mortalidade e de expectativa de vida da população. Agregue-se a isso exclusão social por uso de drogas, a ampliação do mercado ilegal…” (General Jorge Armando Felix, 11 de março de 2009).

Por, Sergio Vidal [1]

A Cannabis aparece nos documentos de referência da ONU produzidos nas Convenções de 1961 e 1971 de maneira contraditória, além de cientificamente incorreta. [...] O Brasil teve papel fundamental na gênese dessa situação, na Convenção de 1924. Faz sentido que o Brasil busque correção de equívoco histórico que já perdura por quase um século”(Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, Março de 2009) [3].

A planta Cannabis sativa é conhecida no Brasil popularmente como maconha, mesmo nome que é dado também ao fumo usado como droga, apenas uma entre as diversas possibilidades de uso da planta. As folhas, caule, sementes e flores foram e ainda são utilizadas em diversos países do mundo, como matéria prima para inúmeros produtos nas mais diversas áreas. Poderíamos expor dados a respeito de como o Brasil tem se furtado a lucrar com a regulamentação da exploração comercial das partes não-psicoativas da planta e seus derivados, sem necessariamente legalizar o uso para fins recreativos e existem diversos estudos, livros, artigos e outros trabalhos científicos e técnicos que podem ser consultados a esse respeito. Porém, dentro de uma discussão sobre leis e políticas públicas sobre drogas que se proponha de fato debater acesso à saúde, segurança e cidadania aos cidadãos, precisamos atentar não apenas para as perdas econômicas da exploração desse nicho de mercado, mas principalmente para os custos que a manutenção de políticas e leis proibicionistas causam para toda a sociedade.

Mesmo que o uso da maconha e de outras plantas psicoativas tenha sido uma presença constante em quase toda a trajetória humana na terra, somente a partir do final do século 19, após a Guerra do Ópio, surgiram os Encontros Internacionais para discutir o tema. Durante os encontros de 1909, 1911, 1912 e 1921, realizados para discutir questões relacionadas à coca e ao ópio, não houve qualquer menção à maconha. Na Reunião de 1924, Brasil, Egito, Grécia e alguns outros países cujos governantes tinham interesses em proibir seu uso iniciaram uma campanha para que ela também fosse considerada perigosa e incluída na lista de proscrições. Sob pressão, uma Comissão especial foi criada para analisar a matéria. Inspirados na criação dessa Comissão, na década de 1930, alguns países, a exemplo do Brasil (1932) e EUA (1937), criaram leis federais banindo seu uso. Desde então, passaram a pressionar para que os Tratados Internacionais incluíssem a Cannabis sativa, o que só foi conseguido na Convenção Única de Entorpecentes, em 1961. De lá pra cá, o consumo não diminuiu, mas a repressão foi intensificada, na mesma medida em que aumentou a violência relacionada à produção e comercialização não-autorizada de maconha, bem como de outros crimes e problemas sociais relacionados, como os citados pelo General Jorge Armando Félix.

É importante ressaltar que a participação da delegação brasileira nesses encontros, ao expor dados sobre os perigos da maconha no país, contrariou os dados clínicos e científicos que existiam no país. Até mesmo um relatório publicado por encomenda do Governo Brasileiro em 1959 sobre a planta foi desconsiderado. Ou seja, a delegação brasileira, queremos crer que por imprudência ou imperícia, levou dados equivocados sobre a planta para um Encontro Internacional. Esses dados foram utilizados para equiparar a maconha à heroína e outros opiáceos, drogas incluídas na Lista IV, justificando uma decisão que influência até hoje as leis de diversos países, incluindo o Brasil.

A história da maconha e da sua proibição no Brasil e no mundo é cheia de capítulos obscuros. Não é possível precisar ao certo como uma planta que foi cultivada em todo o mundo e considerada econômica e socialmente importantíssima passou a ser perseguida política e legalmente. Especificamente no Brasil, é difícil entender como uma planta cultivada oficialmente pela Coroa Portuguesa e disseminada em todo o país e que teve seu uso difundido e tolerado passou a ser estigmatizada e criminalizada. É apenas possível ver nesses processos indícios de racismo, etnocentrismo, xenofobia, autoritarismo e muitos outros ‘ismos’ que sabemos tão perniciosos à construção de um Estado Democrático de Direito.

O proibicionismo, ou seja, as políticas e leis que nas quais é utilizada de forma exagerada e perniciosa a proibição enquanto regra é uma criação recente na história. Acredito realmente que os representantes de cada país, tanto no passado quanto atualmente queiram o melhor para suas nações e para o mundo. Porém as boas intenções iniciais de regular o mercado para que ele não causasse danos aos indivíduos nem à sociedade foram esquecidas em algum momento no passado. As trocamos por uma ilusão coletiva de que a melhor forma de lidar com as drogas e com as pessoas que as consomem é publicar decretos proibindo suas existências e ampliar as maneiras e intensidades de punir aqueles que insistem em não se encaixar nesse mundo utópico. Ao fazer isso, esquecemos também que políticas e leis sobre drogas não podem causar danos mais graves à sociedade ou aos indivíduos do que o uso das drogas em si.

Segundo os dados do Levantamento Domiciliar sobre o uso de Drogas Psicotrópicas de 2005, estima-se que 5.000.000 de pessoas fumaram maconha ao menos uma vez na vida. Isso significa que correram o risco de ser processadas e passar pelos trâmites policiais e jurídicos por terem fumado maconha, uma prática que, até outubro de 2006 era punível com até 2 anos de prisão. Esses dados dão uma aproximação da realidade e nos levam a refletir que todas as pessoas conhecem alguém – um parente, um vizinho, um amigo ou conhecido – que fuma maconha, freqüentemente ou não, ou então que já fumou. Sendo assim, em todas as famílias brasileiras existem pessoas que sofrem direta ou indiretamente as conseqüências negativas das políticas e leis sobre drogas adotadas atualmente. Mesmo que não seja possível mensurar qual seria o impacto da autuação e processo de todos esses cidadãos brasileiros que consomem derivados de Cannabis sativa, é possível imaginar o que tem representado para o país e para essas pessoas a adoção de leis e políticas pouco tolerantes com suas condutas. No mínimo, essas políticas e leis não têm alcançado seus objetivos principais de assegurar acesso à segurança, saúde e cidadania.

Estão previstas para ocorrer nos próximos dias 2, 3 e 9 de maio a Marcha da Maconha em 14 cidades brasileiras e em mais de 250 cidades em todo o mundo, tendo como objetivo promover reflexões em torno dos danos causados pelas atuais políticas e leis sobre a maconha e seus derivados. Essa não é uma manifestação que interessa apenas às pessoas que usam maconha ou outras drogas. Interessa a todos os cidadãos e cidadãs que querem ajudar a construir e a manter a Democracia Brasileira.

Em uma Nação que se pretenda afirmar como Estado Democrático de Direito, qualquer tentativa de desvirtuamento do Artigo 5º da Constituição Brasileira, do Código Civil ou mesmo da Lei 11.343, com a intenção de obscurecer os objetivos da Marcha da Maconha ou incutir-lhe qualquer conotação de apologia ao crime ou incentivo ao uso de drogas é inaceitável. Movimentos sociais não podem ser criminalizados apenas por querer reabrir um debate político-legal ou por manifestar seus posicionamentos, como ocorreu em quase todo o país em 2008 e como estamos vendo ocorrer esse ano em João Pessoa, São Paulo e Salvador.

Ao afirmar na 52ª Sessão da Comissão de Entorpecentes da ONU para o tema das drogas que as metas acordadas nos Tratados Internacionais anteriores se mostraram inatingíveis, o Brasil tomou uma posição de coragem, admitindo o caráter utópico de uma das principais metas que sustentam a manutenção das políticas proibicionistas. Assim como ao reafirmar a necessidade de avançar com firmeza na garantia dos Direitos Humanos dos cidadãos usuários de drogas. Também deu um passo importante quando aprovou na última reunião do CONAD – Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, realizada em março desse ano, que errou na reunião de 1924 e que deve ser enviada uma moção pedindo retração por esses erros e sugerindo a exclusão da Cannabis da Lista IV. Porém, muitos passos ainda precisam ser dados para sairmos do lugar incomodo onde atualmente estamos e começarmos a trilhar caminhos que verdadeiramente respeitem a diversidade, os direitos humanos e assegure o acesso à saúde, segurança e cidadania.

[1] Sergio Vidal é pesquisador, redutor de danos, militante antiproibicionistas, membro do coletivo Marcha da Maconha Salvador e Representante da União Nacional dos Estudantes – UNE – no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas – Conad

[2] Trecho da Intervenção do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional e Presidente do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, General Jorge Armando Felix, no Debate Geral do Segmento de Alto Nível da UNGASS - 11 de março de 2009.

[3]Trecho das ‘Conclusões’ do Parecer da Câmara de Assessoramento Técnico-Científico sobre encaminhamento à ONU de proposição de retirada da Cannabis e substâncias canabinóides da Lista IV, com sua manutenção na Lista I da Convenção Única sobre Estupefacientes de 1961


Assinam em apoio esta Carta:

- Instituições
Abesup – Associação Brasileira de Estudos Sociais sobre o uso de Psicoativos;
Aborda – Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos;
Acard - Associação Capixaba de Redução de Danos
Bem Viver - Consultores Associados;
Coletivo Marcha da Maconha Salvador
Flores de Maio – Movimento Estudantil da Univesidade Federal da Bahia
Giesp – Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre Substâncias Psicoativas;
Movimento Mudança – Movimento Estudantil;
NEIP – Núcleo de Estudos Interdisciplinar sobre Psicoativos;

- Indivíduos
Adriana Barcellos – Representante de São Paulo no Colegiado Aborda e Membro da Diretoria da Rede Paulista de Redutores de Danos;
Edward MacRae – Antropólogo, Prof. da Universidade Federal da Bahia, membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas
Felipe Vago Ferreira – Redutor de Danos;
Helder Uhebe Soares El-Bachá – Psicólogo e Redutor de Danos, CRP-03/04083
João Sampaio Martins – Psicólogo CRP 03/03791, Apoiador Institucional da Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia;
Maurício Fiore – Antropólogo Neip/Cebrap;
Pablo Ornelas Rosa, sociólogo/antropólogo, professor da UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná e pesquisador do Nejuc/UFSC e NEIP.
Ronaldo Pinto Júnior - Diretor de Assistência Estudantil da UNE e membro da Direção Nacional da Juventude do PT;
Semíramis Maria Amorim Vedovatto - Psicóloga crp 08/6207, Especialista em Saúde Mental.

Fonte: Blog Marcha da Maconha

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1° de Maio no Pólo de Lazer da Barra do Ceará  

*Por Ívina Carla

Trabalhadores e estudantes reuniram-se no Pólo de Lazer da Barra do Ceará para comemorar o dia internacional dos trabalhadores e trabalhadoras. O local escolhido é histórico e já foi ponto de várias greves dos ferroviários.

Bandeiras da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), faixas em defesa da redução da jornada de trabalho, contra o aumento abusivo da tarifa de energia, contra a crise e panfletos fizeram parte do cenário na praia da Barra neste 1º de maio. Na avenida que dava acesso ao Pólo, a militância cumpria um importante papel de conversar com as pessoas e convidá-las para participar do ato show.

O ato foi construído pela CTB, sindicatos de Asseio e Conservação, da Saúde, dos Padeiros, Sindiagua, Previdência, Bancários e também pelas entidades UNE, UBES, UBM, UJS e os Partidos Políticos PCdoB e PSB. No intervalo de cada atração musical, os sindicalistas e lideranças subiam ao palco e se manifestavam sobre a importância do 1º de maio.

Parlamentares no ato

O evento contou com a presença do Senador Inácio Arruda, Deputado Federal Chico Lopes, Deputado Estadual Lula Morais e da Vereadora Eliana Gomes que aproveitaram para reencontrar os amigos e reforçar as bandeiras de luta que são de interesse dos trabalhadores.

Para Chico Lopes é importante lutar pela redução da jornada de trabalho, para criar mais empregos e que o trabalhador possa ter uma vida mais digna. “O cidadão precisa de tempo para viver, ter um lazer, estudar e a redução da jornada sem redução salarial pode proporcionar isso,” acrescentou.

Lopes também salientou a importância da população na CPI da COELCE . “Esse aumento é inaceitável e a força popular é necessária para derrubar essa arrogância da COELCE de definir a hora que quer, o que o consumidor deve pagar,” destacou.

Momento de reflexão

A Vereadora Eliana Gomes (PCdoB) ressaltou a importância da comemoração, mas destacou que esse dia é de reflexão. “ Temos um governo popular, mas que é necessário pressão para garantir ações que beneficiem os trabalhadores. Precisamos de união, passamos por um momento em que a COELCE se aproveita da crise para aumentar sua taxa que é desumana para a população,” acrescentou .

Eliana também falou sobre a conquista de barrar a paralisação dos trens. “O METROFOR é importante, mas não podemos por conta desta obra esquecer as pessoas que moram em Pacatuba, Maracanaú, que trabalham em Fortaleza e dependem do serviço,”afirmou.

A crise não é culpa dos trabalhadores

A Presidente da CTB-CE, Marta Brandão destacou que esse 1º de maio acontece em um momento que o mundo ainda sofre com a crise e os principais afetados são os trabalhadores.

“O governo Lula propõe medidas que podem tirar o Brasil mais rápido da crise” mas que para o movimento isso não é bastante, sendo necessário fortalecer a luta para garantir mais direitos,” acrescentou.

Segundo a sindicalista, nesse momento de crise é necessário a união dos trabalhadores para lutar contra o que os patrões querem impor. “Não podemos admitir que o capital estrangeiro continue lucrando e se escondendo por trás da crise, demitindo trabalhadores, fazendo propostas indecorosas para fragmentar a classe.”

Ívina Carla é estudante de Jornalismo da FaC e militante da UJS.

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Brasil - Além do Cidadão Kane  

O polêmico documentário de Simon Hartog, produzido para o canal BBC, de Londres, foi proibido no Brasil desde a sua estréia em 1993, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Hoje encontram-se poucas cópias em circulação no Brasil. O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos como Chico Buarque, Leonel Brizolla, Washington Olivetto, Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros.

Ao longo do filme, são mostrados com uma narração criticamente irônica, em off, fragmentos de uma história de manipulação de resultados (como os cortes efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989); de censura a artistas (como Chico Buarque que por muitos anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora); de criação de mitos culturalmente questionáveis (como é o caso de Xuxa) e de veiculação de notícias frívolas e tolices em programas de auditório. Mostra-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília (incluindo fraudes em várias eleições e assassinatos encomendados por seus maiores figurões).

Só para finalizar, queria dizer que nunca o Império Globo teria o poder que tem sem o apoio pra lá de camarada da ditadura militar. Se a Globo é hoje essa unanimidade de maquiavelismo e de prejuízo à liberdade de informação do povo brasileiro, devemos essa não só ao Roberto Marinho mas, principalmente, ao regime canalha e assassino que a concebeu, regime que entregou em 1985 um país quebrado, arrasado, humilhado, cheio de cadáveres insepultos de estudantes e operários.

Hoje, novamente a Globo encontra um parceiro poderoso na pessoa de Rupert Murdoch, o porta-voz de Bush, que faz da parceria Globo/ Time-Life uma mixaria. Nós, brasileiros, precisamos estar de olho para não ficarmos à mercê por outros 40 anos da lavagem cerebral e manipulação do monopólio do plim-plim. Que a história não se repita jamais. O site da Google mostra que o documentário teve 522.394 visualizações. Esse número é muito superior, por exemplo, à quantidade de expectadores da grande maioria dos filmes brasileiros lançados nos nossos cinemas na década de 2000. Isso indica que, a longo prazo, o objetivo de seus censores acabou sendo frustrado.

Baixe o vídeo clicando neste link: Brasil - Muito Além de Cidadão Kane

Para baixar via torrent clique Brasil - Muito Além de Cidadão Kane

Mas aproveitem logo, os sites nacionais que disponibilizam esse arquivo para download costumam misteriosamente desaparecer da net!

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1º de Maio: contra a exploração capitalista, pelo socialismo  

*Por Wagner Gomes

O Dia Internacional dos Trabalhadores foi instituído por iniciativa da Internacional Socialista (organização fundada e dirigida por Karl Marx e F. Engels) num congresso realizado em Paris no ano de 1889, em homenagem à heróica greve realizada três anos antes, em maio de 1886 na cidade de Chicago (EUA).

O movimento, que mobilizou milhares de pessoas, foi brutalmente reprimido pelo Estado, o que resultou no assassinato de 12 grevistas e em dezenas de feridos, bem como na prisão e posterior condenação à morte dos principais líderes operários, que ficaram conhecidos na história como os “mártires de Chicago”.

A principal reivindicação dos operários estadunidenses era a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias sem redução de salários. Tal bandeira foi transformada no principal tema do 1º de Maio em todo o mundo a partir da data de sua instituição. Ao longo dos anos, as 8 horas diárias de trabalho foram conquistadas na luta e transformadas em direito praticamente em todo o mundo. No Brasil, o limite lega das 8 horas diárias e 48 horas semanais foi estabelecido em 1932 por Getúlio Vargas e depois consolidado como direito em 1943 na CLT.

Luta secular

A Constituição promulgada em 1988 reduziu a jornada semanal para 44 horas, mantendo o limite diário de 8 horas. A demanda por uma jornada menor, respaldada pelo avanço da produtividade do trabalho, tem sido recorrente nas manifestações do 1º de Maio e continua muito atual no Brasil e no mundo.

O desenvolvimento espetacular das forças produtivas, com suas novas e revolucionárias tecnologias, criou condições para um grande avanço nesta direção, pois diminuiu substancialmente o tempo médio necessário à produção das mercadorias destinadas a satisfazer o consumo da sociedade.

O economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea, estima que, nas condições atuais, seria possível praticar uma jornada semanal de apenas 12 horas empregando todo mundo, ou seja, acabando com o desemprego, sem comprometer o nível de produção. Os capitalistas, contudo, são radicalmente contra a redução da jornada sem redução de salários, pois não querem sacrificar um tiquinho sequer dos fabulosos lucros que estão acumulando.

Em nenhum momento da história do capitalismo, a regulação e redução da jornada foram obtidas à base da generosidade, drama de consciência ou boa vontade dos capitalistas. Resulta, invariavelmente, da luta enérgica da classe trabalhadora, é o fruto “de uma guerra civil multi-secular” entre capital e trabalho, para lembrar as palavras do pensador alemão Karl Marx.

Saída para a crise

Este 1º de Maio transcorre sob o signo de uma severa crise do modo de produção capitalista, a mais séria desde a Grande Depressão que atravessou a década iniciada em 1930 e desaguou na 2º Guerra Mundial, a mais global e sincronizada de toda a história do capitalismo. Embora não seja responsável pela crise, a classe trabalhadora é quem mais sofre os seus efeitos sociais, com as demissões em massa, o arrocho dos salários e a precarização dos contratos e das condições de trabalho.

A necessidade da redução da jornada sem redução de salários é patente diante da multiplicação do número de desempregados, que deve chegar a 250 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo (o Brasil já perdeu cerca de 1 milhão de postos de trabalho desde outubro do ano passado). Urge intensificar a luta em torno desta aspiração histórica da classe operária e consolidar a unidade das centrais sindicais para obter sucesso neste sentido.

Mas, será preciso ir além. A crise do capitalismo não encontrará uma solução progressista nos marcos deste odioso sistema de exploração do homem pelo homem. É preciso levantar bem alto neste 1º de Maio a bandeira do socialismo, que ocupa um lugar privilegiado nos princípios e objetivos estratégicos da CTB e é também o ideal maior dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo.

Finalmente, estamos convencidos de que um passo relevante no caminho do socialismo é a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e valorização de trabalho.

*Wagner Gomes é presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB

Fonte: Portal CTB

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