Blog UJS Ceará

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Cineastas da favela criticam Cidade de Deus e Tropa  

Os diretores dos cinco episódios do filme 5x Favela, Agora por Nós Mesmos criticaram, em debate durante o festival de cinema de Paulínia, produções que tratam de favelas, como Cidade de Deus e Tropa de Elite.

Comandado por Cacá Diegues, 5x Favela, Agora por Nós Mesmos custou R$ 4 milhões e traz cinco curtas-metragens escritos, dirigidos e interpretados por moradores de comunidades carentes do Rio de Janeiro. Retoma uma ideia original de 1962, em que cinco cineastas de classe média do Rio, entre eles Diegues, mostraram a vida dos moradores de favelas no clássico Cinco Vezes Favela.

Os diretores dos curtas disseram que não se vêem representados nos filmes de Fernando Meirelles e José Padilha. Por isso, produziram episódios em que moradores de comunidades cariocas são apresentados em uma perspectiva positiva.

"Cidade de Deus é um filme que o cara de fora [da favela] viu os traficantes e fez um filme sobre isso. Tropa de Elite foi um cara de fora [da favela] que viu a polícia e fez um filme sobre isso. Agora [5x Favela, Agora por Nós Mesmos] é um filme com a nossa visão", disse Luciano Vidigal, de 32 anos, cineasta morador do morro do Vidigal, diretor do episódio Concerto para Violino, o mais violento, trágico e pretensioso do filme, em que policiais e traficantes se unem para recuperar armas roubadas por bandidos.

Mais jovem dos diretores de 5x Favela, a estudante Manaíra Carneiro, 22 anos, diferencia o longa de Cidade de Deus e de Tropa de Elite. "A temática de 5x Favela não é a favela. É um filme que se passa na favela, mas acima de tudo um filme sobre solidariedade, esperança e ética, sobre pessoas que vivem em situações limite. Cidade de Deus é um filme de época, maniqueísta", afirmou.

Manaíra é codiretora de Fonte de Renda, o primeiro episódio, sobre um rapaz da favela que se vê forçado a vender drogas para os "playboys" da faculdade de direito em que estuda, para poder comprar livros. O jovem reluta muito em entrar para o crime e sai dele assim que consegue um emprego. E tem um final feliz, não é punido por se envolver com o tráfico, como provavelmente ocorreria se a história tivesse saído da cabeça de alguém de fora da favela.

O final feliz, à exceção de Concerto para Violino, marca todos os episódios. Segundo os diretores, isso foi proposital. Os cinco curtas foram escolhidos entre dezenas de argumentos desenvolvidos pelos jovens das comunidades em oficinas preparatórias para o filme.

"No processo de escolha dos argumentos, foi nítida essa necessidade de fazer um retrato positivo da favela", contou Cacau Amaral, 37, morador de Duque de Caxias, na periferia do Grande Rio, um dos diretores do programa Espelho, de Lázaro Ramos, no Canal Brasil.

Amaral, assina, em parceria com Rodrigo Felha, o episódio Arroz com Feijão, um dos mais divertidos, apesar da situação trágica. No curta, dois meninos lavam carro e catam cocô de cavalo para conseguir dinheiro e comprar uma galinha para que a mãe de um deles sirva um jantar digno para o pai, no dia do aniversário dele. Em uma das cenas mais "ideológicas" de todo o filme, os dois garotos são roubados por alunos do colégio mais elitista do Rio de Janeiro.

"Essa ideia da positividade foi de todo mundo. Tem desgraça na favela, mas decidimos mostrar a desgraça com humor. Pobre ri pra caramba, não só chora", disse Manaíra.

5x Favela, Agora por Nós Mesmos estreia nos cinemas de São Paulo e Rio em 27 de agosto.

Fonte: http://www.vermelho.org.br

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Pesquisa O Povo/Datafolha aponta intenção de votos no Ceará  

O Jornal O Povo divulga nesta segunda-feira (19/07) a primeira pesquisa após a oficialização das candidaturas ao Governo do Ceará. Os números mostram o governador Cid Gomes (PSB) liderando a disputa com 47% das intenções de voto, seguido pelo ex-governador Lúcio Alcântara (PR), que atinge 26% das preferências. O candidato tucano Marcos Cals, apoiado pelo cacique tucano Tasso Jereissati, surge apenas em terceiro na intenção de votos com minguados 7%.

Gonzaga do PSTU tem 2% e Soraya Tupinambá, do PSOL, atinge 1%. Marcelo Silva (PV) e Nati (PCB) foram citados mas não atingiram 1% das menções. Os que votariam em branco ou anulariam o voto ao governo, caso a eleição fosse hoje, totalizam 4%. 13% dos entrevistados não souberam escolher nenhum dos nomes apresentados.

De acordo com a pesquisa O Povo/Datafolha, o Cid Gomes teria condições de vencer a disputa ainda no primeiro turno, pois aparece com índice maior que a soma dos demais adversários. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa ouviu 912 eleitores, com 16 anos ou mais, de 40 municípios do Ceará, entre os dias 14 e 15 de julho, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE/CE) com o número 35709/2010 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19264/2010.

De Fortaleza,
Carolina Campos (com informações do jornal O Povo)

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Desempenho de cotistas fica acima da média  

Estudos realizados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que o desempenho médio dos alunos que entraram na faculdade graças ao sistema de cotas é superior ao resultado alcançado pelos demais estudantes.

Estudos realizados pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e pela Universidade de Campinas (Unicamp) mostraram que o desempenho médio dos alunos que entraram na faculdade graças ao sistema de cotas é superior ao resultado alcançado pelos demais estudantes.

O primeiro levantamento sobre o tema, feito na Uerj em 2003, indicou que 49% dos cotistas foram aprovados em todas as disciplinas no primeiro semestre do ano, contra 47% dos estudantes que ingressaram pelo sistema regular.

No início de 2010, a universidade divulgou novo estudo, que constatou que, desde que foram instituídas as cotas, o índice de reprovações e a taxa de evasão totais permaneceram menores entre os beneficiados por políticas afirmativas.

A Unicamp, ao avaliar o desempenho dos alunos no ano de 2005, constatou que a média dos cotistas foi melhor que a dos demais colegas em 31 dos 56 cursos. Entre os cursos que os cotistas se destacaram estava o de Medicina, um dos mais concorridos - a média dos que vieram de escola pública ficou em 7,9; a dos demais foi de 7,6.

A mesma comparação, feita um ano depois, aumentou a vantagem: os egressos de escolas pública tiveram média melhor em 34 cursos. A principal dificuldade do grupo estava em disciplinas que envolvem matemática.

Fonte: O Estado de S.Paulo.

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UJS de Fortaleza debate organização nas eleições  

A direção municipal da UJS/ Fortaleza, realizou um planejamento estratégico para o semestre que se inicia. O encontro aconteceu no último final de semana, em Aquiraz e contou com a presença dos membros da entidade.


O principal assunto foi em torno do tema " Eleições 2010, onde fica a UJS?", sendo definida a participação da juventude socialista da capital nas campanhas eleitorais, centralizando o apoio nas candidaturas federais de Chico Lopes e João Ananias e prioritariamente para deputado estadual, Lula Morais.


Ainda sobre as eleições, a UJS/Fortaleza reforçou a importância de fortalecer os núcleos e continuar a campanha pelo voto consciente, intensificando as plenárias e eventos culturais. Para Sarah Cavalcante, diretora de comunicação da entidade, esse é o momento da juventude fazer diferente e a UJS com projeto ousado, cumprirá o papel de elaborar e executar ações para envolver os jovens da cidade, "a juventude de Fortaleza está empolgada em contribuir com as propostas. Ocupamos as ruas e também um espaço importante nas discussões, com esse planejamento vamos reforçar ainda mais a nossa capacidade de intervenção e de diversas maneiras," destacou.



Diretoria de Comunicação da UJS/ Ceará

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Animação e debate: AnimaMundi 2010 acontece agora em julho  

O 17° Festival Internacional de Animação do Brasil - hoje, um dos três maiores eventos do setor no mundo - começa no dia 16 a 25 de julho no Rio de Janeiro e de 28 de julho a 1° de agosto em São Paulo

O festival completa 18 anos comemorando a expansão do mercado brasileiro de animação. Este ano, foram mais de 300 inscrições de filmes brasileiros.


Para esta edição, os diretores receberam mais de 1500 inscrições e selecionaram 452 filmes de vários países, como França, Alemanha, Austrália, Israel, Polônia, Argentina, Taiwan, Letônia, Coréia do Sul, Finlândia, Rússia, Singapura e China, além da estreante República da Macedônia.

Na última segunda-feira, 12 de julho, na Praça do Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, aconteceu a cerimônia de abertura do evento, ao qual compareceu o secretário do Audiovisual, Newton Cannito, representando o Ministério da Cultura.

Responsável direto por toda esta revolução na área, o Anima Mundi - criado em 1993 pelos animadores Aída Queiroz, Cesar Coelho, Lea Zagury e Marcos Magalhães - deixou de ser apenas uma vitrine de exibição de curtas e longas-metragens para se tornar uma plataforma de difusão, debate e fomento ao setor no país.

Um dos três maiores eventos de animação do mundo e o maior do hemisfério sul, o Anima Mundi já exibiu 5.927 filmes e levou quase um milhão de espectadores às salas de cinema, oficinas, debates e workshops que promoveu. O evento tem apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e patrocínio da Petrobras.

Informações e a programação completa no site: www.animamundi.com.br.
Produções anteriores do AnimaMundi no Porta Curtas: http://www.portacurtas.com.br/index.asp

Ministério da Cultura

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Senado argentino aprova o casamento gay  

Para Denílson Júnior, diretor do LGBT da UNE a conquista deste direito significa um
avanço que deve ser repetido em outros países.


A Argentina se tornou na madrugada desta quinta-feira o primeiro país latino-americano a autorizar o casamento homossexual, após um acalorado debate que durou quase 15 horas no Senado e refletiu a profunda divisão política e social que vive o país. O projeto de lei impulsionado pelo governo de Cristina Fernández Kirchner foi aprovado por 33 senadores, com 27 votos contra e três abstenções, em sessão classificada como "histórica" pela imprensa local.
Durante a votação, milhares de pessoas se manifestaram em frente ao Congresso a favor e contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em mais de seis horas de debate na Câmara Alta, dezenas de senadores expuseram suas opiniões sobre o projeto de lei impulsionado pelo governo para legalizar a união homossexual.

Cartazes gigantescos com palavras de ordem como "Só homem e mulher" ou "Eu quero um papai e uma mamãe" estavam nas mãos de grupos contrários ao casamento homossexual, que carregam imagens religiosas e rezavam com terço na mão para pedir a rejeição da proposta governamental. Ao lado, grupos de defesa dos direitos humanos e coletivos homossexuais reivindicam o casamento entre pessoas do mesmo sexo com palavras como "Tirem a batina" e "Tirem seus rosários de nossos ovários", apoiados por organizações governistas.

A lei "representaria o reconhecimento de todos os direitos que implica o casamento e também o acesso à igualdade perante a lei, que é uma ferramenta indispensável para conseguir a igualdade social", sustentou a titular da Federação de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais da Argentina (FALGBT), María Rachid.

Já Jorge Vertín, um dos manifestantes contra o casamento homossexual, está convencido de que "é um pensamento universal que só um homem e uma mulher podem casar. O casamento entre pessoas do mesmo sexo se trata de uma conduta desviada e que perverte a ordem natural", afirma.
Comentários semelhantes foram ouvidos no Senado argentino, como o da senadora Sonia Escudero que, apesar de governista, rejeita o casamento homossexual por considerar que "a relação homem-mulher é fértil, a relação homossexual é estéril, e como é diferente é preciso dar-lhe uma regulação diferente".

No extremo oposto, Luis Juez, da opositora Frente Cívica, optou por apoiar ao governo porque, embora se apresente como "cristão", entende que "nem na Bíblia há um parágrafo onde Cristo fosse contra os homossexuais" e aposta por centrar o debate na modificação do código civil, "uma instituição laica, em um país laico". O também opositor Arturo Vera, no entanto, diz não aceitar que "a união de heterossexuais e a de homossexuais seja a mesma coisa".Apenas quatro cidades argentinas admitiam a união civil entre pessoas do mesmo sexo. Desde dezembro, pelo menos oito casais homossexuais se casaram no país mediante recursos
judiciais, mas alguns enlaces foram posteriormente cancelados.

A Lei de União Civil da cidade de Buenos Aires, aprovada no final de 2002, foi o primeiro antecedente no país e o primeiro reconhecimento dos casais homossexuais na América Latina.

No mundo
A Argentina não é o único país que aprova a união gay. Outras 9 nações, a maioria européia, já incluíram em suas legislações este direito para a população. São elas: Portugal, Espanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Noruega, Canadá, África do Sul e Islândia. Este último sendo o único país a ter um chefe de Estado, a premiê social-democrata Johanna Sigurdadottir, assumidamente homossexual.

Porém, a homofobia ainda existe e cerca de 80 países consideram o homossexualismo um ato “imoral e criminoso”. As penalidades para o relacionamento de pessoas do mesmo sexo variam entre execução de trabalhos considerados pesados, multas, prisões (que em alguns lugares atingem a perpétua) e em outros mais radicais a pena de morte. É o caso do Irã, Mauritânia, na Arábia Saudita, no Sudão, no Iêmen e em determinadas regiões da Nigéria e da Somália - todos eles países onde a religião predominante é muçulmana.

Na Guiana, país fronteira com o norte do Brasil, o homem homossexual pode receber a pena de prisão perpétua. Já para a união de mulheres não há qualquer sanção.

No Brasil
No Brasil, a homossexualidade é legal desde 1831, ou seja, somos o primeiro país da América do Sul a não condenar legalmente atos homossexuais, seguido por Paraguai (1880) e Argentina (1887), além de possuir proibição constitucional contra a discriminação com base na orientação sexual.

Em algumas cidades do país como o Rio Grande do Sul, os casais do mesmo sexo têm parte dos direitos decorrentes do casamento e em São Paulo a adoção conjunta por casais homossexuais é legal. Conquistas essas alcançadas através de grupos que discutem e defendem os direitos. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) promoveu uma campanha contra a homofobia, chamando a atenção para Projetos de Leis favoráveis à causa que ainda tramitam no Congresso Nacional, como a legalização do casamento homossexual.

Em entrevista para o EstudanteNet, Denílson Júnior, diretor do LGBT da UNE, acredita que o direito conquistado pela Argentina, nosso país vizinho, é uma vitória para todos nós. “Parabenizamos as entidades do movimento LGBT da Argentina. Esperamos que o Brasil avance nessa questão e outros países também que ainda adotam a pena de morte para homossexuais. Gostaríamos que a medida sensibilizasse nossos governantes para que a lei seja aprovada aqui”.

Da Redação e Terra

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ECA faz 20 anos, comemora conquistas e encara desafios  

Uma semana depois de aprovada a PEC da Juventude, o Brasil comemora nesse 13 de julho os 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, documento constitucional que assegura, desde 1990, os direitos dos jovens.

A partir do Estatuto, passou-se a enxergar a juventude como um pilar social importante, cujos problemas deveriam ser resolvidos a partir de políticas públicas de integração que abrangessem serviços básicos. Educação, cultura, saúde, alimentação, convívio familiar e inserção responsável no mercado de trabalho foram os principais focos da regulamentação, que tirou do Estado o papel simplista de repressor e determinou que ele fornecesse condições mínimas e obrigatórias para um desenvolvimento digno de crianças e adolescentes.

Ainda que os avanços conquistados nessas duas décadas tenham sido importantes, eles permanecem aquém do necessário. Mesmo com programas de inclusão ganhando robustez principalmente durante o governo Lula, a realidade nas periferias das grandes cidades e no interior do país ainda mostra que há inúmeros desafios para o pleno funcionamento do Estatuto.

Para fazer um balanço de realizações e determinar novas propostas de políticas públicas, a Câmara dos Deputados promove nos dias 13 e 14 de julho o seminário “Os 20 Anos do ECA e as Políticas Públicas: Conquistas e Desafios”. Durante o evento, serão tratados assuntos como os retrocessos que a diminuição da maioridade penal pode trazer ao ECA e a contradição que é a existência de uma boa legislação ao lado de índices altos de violência contra a criança.

Fonte: http://www.ujs.org.br/site/portal/

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