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JUVENTUDE DENUNCIA: VEJA MENTE!  

A União da Juventude Socialista do Ceará realiza, amanhã (26), um ato em desagravo ao Ministro dos Esportes Orlando Silva e contra o caráter imparcial e golpista da revista Veja. O protesto acontece a partir das 9 horas, na Praça da Imprensa, e é uma resposta da juventude às denuncias veiculadas pela revista na semana passada. Os militantes prometem atear fogo em exemplares da revista.

Segundo o presidente estadual da UJS, Flavio Vinicius “a verdadeira intenção da revista VEJA com essas falsas acusações era desgastar o ministro para beneficiar a FIFA e a CBF, descontentes com Orlando Silva que, em nome da soberania nacional, defendeu o respeito a nossa legislação na discussão sobre a Lei Geral da Copa”. Por isso promete levar a juventude às ruas “para denunciar essa farsa criada pela revista”, afirma Flavio.

A polêmica das denuncias envolvendo o Ministro dos Esportes Orlando Silva, mobilizou na última semana toda a militância do PCdoB em defesa do Ministro. O Partido promoveu várias ações nas redes sociais, emplacando as hastags #SouOrlandoSouBrasil, #OrlandoFactsByVeja e #SouPCdoBSouBrasil no primeiro lugar dos Trend Topics do Twitter. Segundo os organizadores foram enviadas mais de 11 milhões de mensagens de apoio através do twitter.

Os jovens da UJS questionam ainda a inexistência de provas que justificassem tamanha repercussão dada pela mídia às declarações do PM João Dias. “Já se passaram 12 dias que a Veja colocou na capa da revista a informação que Orlando Silva teria recebido dinheiro na garagem do ministério (dos Esportes) e até agora nenhuma prova, porque na verdade essas provas não existem”, questiona Flavio.

União da Juventude Socialista do Ceará

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A Frente pela Liberdade de Expressão e o papel da UJS  

A luta pela democratização da comunicação deve ganhar mais força e um novo capítulo a partir deste mês de abril. Está marcado para a próxima terça-feira, dia 19, o ato de Lançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão, evento que já ganhou bastante atenção dos movimentos sociais e que deve ser utilizado como ferramenta para reposicionar a atuação das forças populares e democráticas frente à causa.

A formação de uma ampla bancada no Congresso Nacional para provocar discussões da comunicação sob diretriz democratizante é um avanço no acúmulo de forças sociais e no grau de compreensão que os partidos de esquerda adquiriram sobre o tema. Cada vez mais, a pauta sai das páginas de resoluções congressuais e programas partidários para ganhar prioridade na ação política cotidiana.

A criação da Frente é a iniciativa de maior impacto desde a realização da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em 2009. Isso porque nasce com o objetivo de reunir as representações populares presentes no Congresso para medir forças com a bancada financiada e orientada pelas empresas de comunicação. A partir dela, a luta de classes na questão fica mais evidente devido à composição do time que se construiu para pautar os anseios populares, que vai do PSOL ao PCdoB, reunindo PT, PDT e outros.

Outro ponto a se destacar é o tiro desferido no pé da direita e de seus quadros midiáticos com a escolha do nome. Ao definir o título “Liberdade de Expressão” para a Frente que deverá reivindicar um novo marco regulatório para o setor, que exigirá o fim da propriedade cruzada nos meios de comunicação, entre outras pautas, o segmento popular se apropria de um termo utilizado pelos conservadores toda vez que as exigências democráticas entram em discussão. A diferença é que como forma de defesa eles bradam: “Isso é um atentado à liberdade de expressão”.

Conscientes da dimensão do fato, o Barão de Itararé e outras entidades que promovem a luta pela Reforma da Mídia fazem todo o esforço para mobilizar sua rede de militantes e dar ao ato um caráter de massa. Tanto como forma de acrescentar o importante lastro social à iniciativa institucional como também de retomar a efervescência vivida até a Confecom, que em menor proporção tem sido mantida com etapas estaduais e nacional dos Encontros de Blogueiros Progressistas. E é aí que entra a UJS.

Com todo seu potencial de mobilização, podemos dar outras importantes contribuições ao país. Agora, nessa trincheira. O próprio interesse dos militantes em debater o assunto nos credencia a isso. Nos últimos dois Congressos da UNE, no XV Congresso da UJS e na nossa última plenária nacional, dentre vários outros momentos, percebe-se um grande desejo da militância em responder os anseios da juventude contemporânea por meio dessa luta. Precisamos nos organizar para isso.

O momento histórico é o mais propício já vivido no país para dar voz a quem não tem, ações estratégicas, como o ato da próxima terça, estão sendo tomadas. Só cabe a nós nos apresentarmos e definirmos nossa posição em campo, porque o time já saiu da defesa e começa a contra-atacar.

Fonte UJS Brasil

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