Blog UJS Ceará

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Greve dos ônibus iminente em Fortaleza  

Pela manhã e durante o final da tarde de ontem (04/05), os motoristas e cobradores de ônibus de Fortaleza realizaram uma paralização de advertência nos terminais de Antônio Bezerra, Parangaba, Papicu e Conjunto Ceará.

A paralização havia sido anunciada após assembleia da categoria realizada pelo Sindicato dos Motoristas de Transportes de Passageiros do Ceará (Sintro) no final de semana. Os trabalhadores reinvindicam um reajuste salarial de 12%, mas o sindicato dos donos da empresas de ônibus (Sindiônibus) fincou o pé nos 6%.

O presidente da Etufor, Ademar Gondim, disse hipocritamente à imprensa que não sabia da paralização e tenta jogar a sociedade contra os trabalhadores ao afirmar que, "Essa paralisação extrapola o direito dos outros, pois temos que garantir o direito de ir e vir da população" (O Povo). Ele ainda chegou a dizer que a AMC, a Guarda Municipal e a Polícia militar estarão "atentas", eufemismo para dissimular a ameaça de violência. Ora, devemos acima de tudo preservar o direito constitucional à greve, instrumento legítimo da luta dos trabalhadores organizados contra a opressão dos patrões.

Para ganhar a sociedade para a sua causa (justíssima, diga-se de passagem), seria interessante que os trabalhadores do transporte urbano incluíssem em sua pauta de reinvindicações a luta contra o aumento da passagem, que mobiliza as famílias da cidade e tem um apelo fortíssimo dentro do movimento estudantil. Fica aqui a dica. E que venha a greve!

Por David Aragon, secretário de comunicação da UJS Ceará

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Em estado de greve, professores da rede estadual realizarão nova assembleia nesta quinta  

O Sindicato APEOC está convocando professores do Ceará para uma assembleia nesta quinta-feira, a partir das 9 horas, no ginásio Aécio de Borba, em Fortaleza. Na pauta, concurso público já!, reformulação do Plano de Cargos e Carreiras (professores e funcionários), reajuste salarial de 19,2%, implantação da progressão horizontal, regularidade do pagamento dos professores temporários, gestão democrática e novas eleições.

No último dia 30, a categoria, em estado de greve, realizou manifestação defronte ao Palácio Iracema para reivindicar implantação e pagamento da progressão horizontal dos professores da Educação Básica do Estado. O governo preferiu transformar a progressão horizontal em abono a ser pago no contracheque de maio.

"Que garantias o governo nos dá de que a referência na carreira será respeitada no novo PCCR (Plano de Cargo, Carreira e Remuneração), conforme a sua proposta?", indaga a cúpula do Sindicato Apeoc. Os docentes não descartam paralisação geral.

Fonte: Blog do Eliomar

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1° de Maio no Pólo de Lazer da Barra do Ceará  

*Por Ívina Carla

Trabalhadores e estudantes reuniram-se no Pólo de Lazer da Barra do Ceará para comemorar o dia internacional dos trabalhadores e trabalhadoras. O local escolhido é histórico e já foi ponto de várias greves dos ferroviários.

Bandeiras da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), faixas em defesa da redução da jornada de trabalho, contra o aumento abusivo da tarifa de energia, contra a crise e panfletos fizeram parte do cenário na praia da Barra neste 1º de maio. Na avenida que dava acesso ao Pólo, a militância cumpria um importante papel de conversar com as pessoas e convidá-las para participar do ato show.

O ato foi construído pela CTB, sindicatos de Asseio e Conservação, da Saúde, dos Padeiros, Sindiagua, Previdência, Bancários e também pelas entidades UNE, UBES, UBM, UJS e os Partidos Políticos PCdoB e PSB. No intervalo de cada atração musical, os sindicalistas e lideranças subiam ao palco e se manifestavam sobre a importância do 1º de maio.

Parlamentares no ato

O evento contou com a presença do Senador Inácio Arruda, Deputado Federal Chico Lopes, Deputado Estadual Lula Morais e da Vereadora Eliana Gomes que aproveitaram para reencontrar os amigos e reforçar as bandeiras de luta que são de interesse dos trabalhadores.

Para Chico Lopes é importante lutar pela redução da jornada de trabalho, para criar mais empregos e que o trabalhador possa ter uma vida mais digna. “O cidadão precisa de tempo para viver, ter um lazer, estudar e a redução da jornada sem redução salarial pode proporcionar isso,” acrescentou.

Lopes também salientou a importância da população na CPI da COELCE . “Esse aumento é inaceitável e a força popular é necessária para derrubar essa arrogância da COELCE de definir a hora que quer, o que o consumidor deve pagar,” destacou.

Momento de reflexão

A Vereadora Eliana Gomes (PCdoB) ressaltou a importância da comemoração, mas destacou que esse dia é de reflexão. “ Temos um governo popular, mas que é necessário pressão para garantir ações que beneficiem os trabalhadores. Precisamos de união, passamos por um momento em que a COELCE se aproveita da crise para aumentar sua taxa que é desumana para a população,” acrescentou .

Eliana também falou sobre a conquista de barrar a paralisação dos trens. “O METROFOR é importante, mas não podemos por conta desta obra esquecer as pessoas que moram em Pacatuba, Maracanaú, que trabalham em Fortaleza e dependem do serviço,”afirmou.

A crise não é culpa dos trabalhadores

A Presidente da CTB-CE, Marta Brandão destacou que esse 1º de maio acontece em um momento que o mundo ainda sofre com a crise e os principais afetados são os trabalhadores.

“O governo Lula propõe medidas que podem tirar o Brasil mais rápido da crise” mas que para o movimento isso não é bastante, sendo necessário fortalecer a luta para garantir mais direitos,” acrescentou.

Segundo a sindicalista, nesse momento de crise é necessário a união dos trabalhadores para lutar contra o que os patrões querem impor. “Não podemos admitir que o capital estrangeiro continue lucrando e se escondendo por trás da crise, demitindo trabalhadores, fazendo propostas indecorosas para fragmentar a classe.”

Ívina Carla é estudante de Jornalismo da FaC e militante da UJS.

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1º de Maio: contra a exploração capitalista, pelo socialismo  

*Por Wagner Gomes

O Dia Internacional dos Trabalhadores foi instituído por iniciativa da Internacional Socialista (organização fundada e dirigida por Karl Marx e F. Engels) num congresso realizado em Paris no ano de 1889, em homenagem à heróica greve realizada três anos antes, em maio de 1886 na cidade de Chicago (EUA).

O movimento, que mobilizou milhares de pessoas, foi brutalmente reprimido pelo Estado, o que resultou no assassinato de 12 grevistas e em dezenas de feridos, bem como na prisão e posterior condenação à morte dos principais líderes operários, que ficaram conhecidos na história como os “mártires de Chicago”.

A principal reivindicação dos operários estadunidenses era a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias sem redução de salários. Tal bandeira foi transformada no principal tema do 1º de Maio em todo o mundo a partir da data de sua instituição. Ao longo dos anos, as 8 horas diárias de trabalho foram conquistadas na luta e transformadas em direito praticamente em todo o mundo. No Brasil, o limite lega das 8 horas diárias e 48 horas semanais foi estabelecido em 1932 por Getúlio Vargas e depois consolidado como direito em 1943 na CLT.

Luta secular

A Constituição promulgada em 1988 reduziu a jornada semanal para 44 horas, mantendo o limite diário de 8 horas. A demanda por uma jornada menor, respaldada pelo avanço da produtividade do trabalho, tem sido recorrente nas manifestações do 1º de Maio e continua muito atual no Brasil e no mundo.

O desenvolvimento espetacular das forças produtivas, com suas novas e revolucionárias tecnologias, criou condições para um grande avanço nesta direção, pois diminuiu substancialmente o tempo médio necessário à produção das mercadorias destinadas a satisfazer o consumo da sociedade.

O economista Marcio Pochmann, presidente do Ipea, estima que, nas condições atuais, seria possível praticar uma jornada semanal de apenas 12 horas empregando todo mundo, ou seja, acabando com o desemprego, sem comprometer o nível de produção. Os capitalistas, contudo, são radicalmente contra a redução da jornada sem redução de salários, pois não querem sacrificar um tiquinho sequer dos fabulosos lucros que estão acumulando.

Em nenhum momento da história do capitalismo, a regulação e redução da jornada foram obtidas à base da generosidade, drama de consciência ou boa vontade dos capitalistas. Resulta, invariavelmente, da luta enérgica da classe trabalhadora, é o fruto “de uma guerra civil multi-secular” entre capital e trabalho, para lembrar as palavras do pensador alemão Karl Marx.

Saída para a crise

Este 1º de Maio transcorre sob o signo de uma severa crise do modo de produção capitalista, a mais séria desde a Grande Depressão que atravessou a década iniciada em 1930 e desaguou na 2º Guerra Mundial, a mais global e sincronizada de toda a história do capitalismo. Embora não seja responsável pela crise, a classe trabalhadora é quem mais sofre os seus efeitos sociais, com as demissões em massa, o arrocho dos salários e a precarização dos contratos e das condições de trabalho.

A necessidade da redução da jornada sem redução de salários é patente diante da multiplicação do número de desempregados, que deve chegar a 250 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo (o Brasil já perdeu cerca de 1 milhão de postos de trabalho desde outubro do ano passado). Urge intensificar a luta em torno desta aspiração histórica da classe operária e consolidar a unidade das centrais sindicais para obter sucesso neste sentido.

Mas, será preciso ir além. A crise do capitalismo não encontrará uma solução progressista nos marcos deste odioso sistema de exploração do homem pelo homem. É preciso levantar bem alto neste 1º de Maio a bandeira do socialismo, que ocupa um lugar privilegiado nos princípios e objetivos estratégicos da CTB e é também o ideal maior dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo.

Finalmente, estamos convencidos de que um passo relevante no caminho do socialismo é a luta por um novo projeto nacional de desenvolvimento, com soberania e valorização de trabalho.

*Wagner Gomes é presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB

Fonte: Portal CTB

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