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A UJS saúda a União dos Jovens Comunistas de Cuba  


A UJS felicita a União dos Jovens Comunistas de Cuba que completa hoje 50 anos de fundação. Leia abaixo carta enviada aos irmãos da UJC de Cuba.

À União da Juventude Comunista de Cuba
A/C.: Jesus Mora - Pepito

Prezados Irmãos,

A União da Juventude Socialista - UJS vem expressar suas sinceras congratulações pelos 50 anos da União da Juventude Comunista de Cuba.

A Revolução Cubana é uma das maiores vitórias históricas da construção de uma sociedade alternativa ao capitalismo predatório. A luta pelo socialismo atual se inspira na vitoriosa experiência da Revolução Cubana. A possibilidade de construir uma sociedade em que os Direitos Sociais são plenamente concretizados, com saúde, educação e trabalho para todos, onde quem vence é o povo e não o lucro privado de alguns, nos inspira cotidianamente a avançar cada vez mais na luta pelo socialismo, e o símbolo desta luta são o nosso Che Guevara e Fidel Castro.

O Brasil historicamente tem sido um parceiro importante para Cuba, situação que se aprofunda nos últimos anos em função da vitória dos governos progressistas Lula/ Dilma em nosso país. Na luta contra o imperialismo norte americano e seu embargo econômico a Cuba, os países latinos e progressistas do mundo inteiro devem se unir na construção de um mundo multipolar. Nesta quadra, Brasil e Cuba são atores decisivos para o desenvolvimento dos países periféricos, com soberania e socialmente equilibrado.

A juventude historicamente tem sido decisiva na construção das mudanças no mundo. Nós, da União da Juventude Socialista, temos a convicção que o aprofundamento das transformações sociais começa pela Juventude, assim o papel que nos é resguardado na história é estratégico. Neste sentido, nos enchemos de felicidade ao constatarmos cotidianamente o papel que a União da Juventude Comunista de Cuba desempenha na política central da ilha, sobretudo na organização dos Estudantes. Essa entidade irmã da UJS, em seus 50 anos de existência, alimenta a nossa força para continuar lutando contra o imperialismo norte americano e pela libertação do nosso povo das amarras impostas pelo sistema capitalista.

Viva a União da Juventude Comunista de Cuba
Viva a Revolução Cubana

Abraços Fraternos,

André Tokarski
Presidente
União da Juventude Socialista

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Com a história nas mãos, a juventude escracha os torturadores  

A verdade que torturadores, assassinos e criminosos políticos da ditadura de 1964 (juntamente com aqueles que os apóiam) querem esquecer, sobre as barbáries cometidas durante o período em que dominaram o país, começa a ganhar as ruas pela ação da juventude, levada pelo movimento Levante Popular da Juventude que, em hora apropriada, realizou ações contra torturadores e assassinos políticos em sete cidades brasileiras. A propriedade da hora é ressaltada pela iminência da nomeação, pelo governo federal, dos membros da Comissão da Verdade, e por ocorrer às vésperas da data escolhida por direitistas e conservadores – civis e militares saudosos da ditadura – se mobilizam para comemorar os 48 anos do golpe militar de 1º de abril de 1964.

O movimento se proclama, em seu manifesto, herdeiro dos lutadores contra a ditadura militar, vítimas da tortura e do assassinato político. Pretende, explicitamente, resgatar e revelar esta parte sombria da história que parece – diz aquele documento – “ser propositadamente esquecida: a ditadura militar”, época em que ”jovens como nós, mulheres, homens, trabalhadores, estudantes, foram proibidos de lutar por uma vida melhor, foram proibidos de sonhar” por uma ditadura “que cruelmente perseguiu, prendeu, torturou e exterminou toda uma geração que ousou se levantar”. Não deixaremos, diz, “que a história seja omitida, apaziguada ou relativizada por quem quer que seja”. Lembrando os que foram assassinados e torturados por ousar pretender “construir uma sociedade mais justa”, asseguram: essa “é também a nossa história”, dizendo: “nós somos seu povo”. E garantem: “Torturadores e apoiadores da ditadura militar: vocês não foram absolvidos!”


As ações ocorreram nos locais de moradia ou trabalho de reconhecidos torturadores que, ocultos pela falta de divulgação das barbaridades que cometeram, tocam a vida organizada e confortável como se nada tivesse acontecido e apesar de todo o mal e sofrimento que causaram. Manifestações barulhentas, com tambores e mobilização de jovens, cartazes e pichações do tipo “aqui mora um torturador” expuseram, em eventos que apelidaram de “escrachos” ou “esculacho”, para vizinhos e pessoas das relações de antigos agentes da ditadura os crimes que cometeram.

São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba foram o cenário das primeiras manifestações. Seu objetivo não era o confronto mas a denúncia e o constrangimento dos torturadores e criminosos da repressão política da ditadura militar, explicou Lira Alli, uma militante do protesto em São Paulo. O movimento se contrapõe ao manifesto dos militares da reserva contra a Comissão da Verdade e quer a mobilização da juventude em defesa dela. Outro porta-voz do movimento em São Paulo, o acadêmico da Faculdade de Direito da USP Caio Santiago, concorda que o objetivo é pressionar pela Comissão da Verdade, e também expor publicamente os responsáveis por crimes cometidos contra os lutadores pela democracia e pelo progresso social que resistiram à ditadura. “A gente veio para dialogar com quem trabalha com o acusado de tortura”, disse ele, e expor, constranger e denunciar o torturador perante as pessoas que convivem com ele.

A juventude toma a história nas mãos e exige a investigação dos porões da ditadura. Este não será um 31 de março abertura fácil para os órfãos da ditadura de 1964. Fiel aos compromissos, sonhos e projetos de seus pais, tios, irmãos, dirigentes políticos, amigos, que ousaram enfrentar a tirania e pagaram um alto preço de sangue para resistir contra o arbítrio, eles empunham suas bandeiras históricas e tomam as ruas para limpar a nódoa que mancha a história do país e criar as condições para que, com a exposição da verdade, e com base nela, os brasileiros possam se reconciliar com sua história.

Para isso, convocam “a juventude e toda a sociedade” para esta tarefa e “em defesa da Comissão Nacional da Verdade” e proclamam: “Até que todos os torturadores sejam julgados, não esqueceremos, nem descansaremos”.

Fonte: www.vermelho.org.br

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Inácio Arruda saúda aprovação do Estatuto da Juventude  

Depois de três horas de discussão e polêmica em torno da confecção da carteira estudantil, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (15/02), o parecer favorável sobre o Estatuto da Juventude (PLC 98/11).


Ao defender a aprovação do Estatuto, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou que “a solução para os problemas vividos pela juventude não está apenas na edição de um diploma legal, mas ela também passa por esse marco jurídico, que favorecerá a criação de políticas públicas sociais destinadas aos jovens brasileiros”.

O parlamentar destacou a necessidade de ações governamentais específicas que atendam as demandas, “na área educacional, sobretudo, que possibilitarão, por exemplo, a inserção, de forma digna, do jovem no mundo do trabalho”.

O projeto dispõe sobre os direitos dos jovens, os princípios e diretrizes das políticas públicas de juventude, o estabelecimento do Sistema Nacional de Juventude e dá outras providências. É o resultado de um intenso trabalho desenvolvido pelos parlamentares que atuam nas questões juvenis, a começar pela formação da Frente Parlamentar em defesa da Juventude, que fez gestões visando à criação da Comissão Especial Destinada a Acompanhar e Estudar Propostas de Políticas Públicas para a Juventude, instalada em 7 de maio de 2003.

A matéria vai à Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Fonte: Assessoria do Senador Inácio Arruda (PCdoB)

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Estatuto da Juventude é aprovado na CCJ do Senado  


Aprovado nesta quarta-feira (15) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o Estatuto da Juventude garante e protege direitos de jovens de 18 a 21 anos, entre eles a garantia de descontos de ingressos para eventos públicos, inclusive partidas de futebol da Copa do Mundo de 2014 e competições dos Jogos Olímpicos de 2016. A matéria será apreciada ainda pelas comissões de Assuntos Sociais; de Educação, Cultura e Esporte e pela de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

O projeto aprovado na CCJ estabelece que a meia-entrada será distribuída da seguinte forma: 40% dos ingressos para eventos financiados exclusivamente com recursos privados e 50% dos ingressos para eventos bancados com verbas públicos – tanto na área esportiva quanto na artística e cultural.

O relator da matéria, Randolfe Rodrigues (PSOL-PA), ao ser questionado sobre a indefinição quanto ao direito de estudantes à meia-entrada durante a Copa do Mundo de 2014, um dos impasses para aprovação na Câmara da Lei Geral da Copa, foi enfático: "O estudante tem direito a meia-entrada em todos os eventos esportivos como foi aprovado aqui na CCJ. Não me interessa o que pensa a FIFA. O Brasil é soberano e aqui é a casa legislativa de um país soberano".

Carteira estudantil

Sob o argumento de evitar fraudes na confecção de carteiras estudantis, Randolfe determinou, em seu relatório, que a identificação estudantil seria expedida exclusivamente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), bem como por entidades estudantis estaduais e municipais a essas entidades filiadas. Estabeleceu ainda que o documento terá selo de segurança personalizado, com padrão único definido pelas entidades estudantis nacionais.

Fonte: Rede Brasil Atual

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Crack, é possível vencer  

Em artigo publicado na edição de hoje, 06/02, do jornal O Povo, o senador Inácio Arruda fala sobre o problema do Crack no Brasil e destaca sua iniciativa em destinar R$ 8 milhões de sua emenda parlamentar para o enfrentamento ao crack em Fortaleza e Região Metropolitana.


Confira:


Crack, é possível vencer


Estamos todos trabalhando para o sucesso do plano Crack, é possível vencer, lançado pela presidente Dilma. Com o objetivo de fortalecê-lo, destinei os R$ 8 milhões de emenda de bancada a que tenho direito para o combate e a prevenção ao uso do crack em Fortaleza e nos municípios de sua Região Metropolitana.


O Governo Federal, ao instituir o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, demonstra que está disposto a debelar esta chaga social, que infelicita muitas famílias. O plano visa à prevenção, ao tratamento e à reinserção social de usuários e ao enfrentamento do tráfico de crack e outras drogas ilícitas

Para o êxito do plano Crack, é possível vencer, é importante a integração e a articulação permanente entre as políticas e ações de saúde, assistência social, segurança pública, educação, desporto, cultura, direitos humanos, juventude, geração de emprego e valorização do trabalho.


Segundo o Ministério da Saúde, a dependência do crack é uma grande epidemia, cujo desafio do enfrentamento só é comparável ao da epidemia da aids. O Sistema Único de Saúde (SUS) vai triplicar as vagas em enfermarias especializadas, ampliando de 1,6 mil para 5,1 mil leitos nos hospitais gerais.


O plano está estruturado em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção. Várias iniciativas, como a rede Conte Com a Gente, auxiliarão os dependentes e seus familiares na recuperação do vício e reinserção social. Governo, escolas, comunidades e meios de comunicação alertarão para os prejuízos causados pela dependência química. A maioria dos usuários é atraída para a droga por volta dos 14 anos e pertence às classes C e D.


Os recursos que destinei serão aplicados na construção de unidades de acolhimentos para usuários do crack, álcool e outras drogas, previsto no Plano Integrado de Combate às Drogas. Crack, é possível vencer.


Inácio Arruda

inacioarruda@senador.gov.br

Senador (PCdoB)

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Solidariedade com a juventude Iraquiana  

Manifesto pela liberdade de expressão e contra a repressão autoritária no Iraque.

Um grande número de participantes de manifestações no Largo Tahrir, em Bagdá, na manhã do dia 27 de maio de 2011, foram presos pela guarda nacional.

A Federação da Juventude Democrática Iraquiana e a União Geral dos Estudantes da República do Iraque condenam fortemente as restrições à democracia praticadas pelo governo do Iraque. O governo do Iraque proibiu as manifestações pacíficas e a liberdade de expressão. Esses são alguns graves sinais da volta da mentalidade repressiva e autoritária.

Exigimos do governo iraquiano a imediata liberação de todos os presos políticos, que foram detidos por participarem de manifestações pacíficas. Protestos pacíficos são garantidos pela constituição do Iraque e seu impedimento, além de inconstitucional, é um ataque aos direitos humanos.

Reafirmamos nosso apoio às reinvidicações legítimas do povo iraquiano que clamam por reformas do regime, combate à corrupção e justiça social.

Com informações da União Geral dos Estudantes da República do Iraque (GUSIR) e da Federação Iraquiana da Juventudes Democráticas (IDYF)

Fonte: www.ujs.org.br

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Carta de Michael Moore aos estudantes de Wisconsin  

"Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida", diz Michael Moore em carta enviada a estudantes do Estado de Wisconsin, que saíram às ruas contra um projeto para cortar direitos trabalhistas dos funcionários públicos do Estado.
Redação

Milhares de servidores públicos unidos a grupos estudantis realizaram protestos sábado (19) em frente ao Capitólio do estado norte-americano do Winsconsin, na cidade de Madison. Foi o quinto dia de manifestações contra um projeto de lei apresentado pelo novo governador, o republicano Scott Walker. O objetivo do projeto é cortar gastos do orçamento estadual através da supressão de direitos trabalhistas em todo o Estado. O suposto equilíbrio das contas do Estado ocorreria com a anulação dos convênios coletivos com os funcionários públicos. Entusiasmado com a mobilização dos estudantes, o cineasta Michael Moore enviou uma carta aberta para eles pedindo que se rebelem. Segue a carta:

Caros Estudantes:

Que inspiração, a de vocês, que se uniram aos milhares de estudantes das escolas de Wisconsin e saíram andando das salas de aula há quatro dias e agora estão ocupando o prédio do State Capitol e arredores, em Madison, exigindo que o governador pare de assaltar os professores e outros funcionários públicos !

Tenho de dizer que é das coisas mais entusiasmantes que vi acontecer em anos.

Vivemos hoje um fantástico momento histórico. E aconteceu porque os jovens em todo o mundo decidiram que, para eles, basta. Os jovens estão em rebelião – e é mais que hora!

Vocês, os estudantes, os adultos jovens, do Cairo no Egito, a Madison no Wisconsin, estão começando a erguer a cabeça, tomar as ruas, organizar-se, protestar e recusar a dar um passo de volta para casa, se não forem ouvidos. Totalmente sensacional!!

O poder está tremendo de medo, os adultos maduros e velhos tão convencidos que que fizeram um baita trabalho ao calar vocês, distraí-los com quantidades enormes de bobagens até que vocês se sentissem inpotentes, mais uma engrenagem da máquina, mais um tijolo do muro. Alimentaram vocês com quantidades absurdas de propaganda sobre “como o sistema funciona” e mais tantas mentiras sobre o que aconteceu na história, que estou admirado de vocês terem derrotado tamanha quantidade de lixo e estejam afinal vendo as coisas como as coisas são.

Fizeram o que fizeram, na esperança de que vocês ficariam de bico fechado, entrariam na linha e obedeceriam ordens e não sacudiriam o bote. Porque, se agitassem muito, não conseguiriam arranjar um bom emprego! Acabariam na rua, um freak a mais. Disseram que a política é suja e que um homem sozinho nunca faria diferença.

E por alguma razão bela, desconhecida, vocês recusaram-se a ouvir. Talvez porque vocês deram-se conta que nós, os adultos maduros, lhes estamos entregando um mundo cada vez mais miserável, as calotas polares derretidas, salários de fome, guerras e cada vez mais guerras, e planos para empurrá-los para a vida, aos 18 anos, cada um de vocês já carregando a dívida astronômica do custo da formação universitária que vocês terão de pagar ou morrerão tentando pagar.

Como se não bastasse, vocês ouviram os adultos maduros dizer que vocês talvez não consigam casar legalmente com quem escolherem para casar, que o corpo de vocês não pertence a vocês, e que, se um negro chegou à Casa Branca, só pode ter sido falcatrua, porque ele é imigrado ilegal que veio do Quênia.

Sim, pelo que estou vendo, a maioria de vocês rejeitou todo esse lixo. Não esqueçam que foram vocês, os adultos jovens, que elegeram Barack Obama. Primeiro, formaram um exército de voluntários para conseguir a indicação dele como candidato. Depois, foram as urnas em números recordes, em novembro de 2008. Vocês sabem que o único grupo da população branca dos EUA no qual Obama teve maioria de votos foi o dos jovens entre 18 e 29 anos? A maioria de todos os brancos com mais de 29 anos nos EUA votaram em McCain – e Obama foi eleito, mesmo assim!

Como pode ter acontecido? Porque há mais eleitores jovens em todos os grupos étnicos – e eles foram às urnas e, contados os votos, viu-se que haviam derrotado os brancos mais velhos assustados, que simplesmente jamais admitiriam ter no Salão Oval alguém chamado Hussein. Obrigado, aos eleitores jovens dos EUA, por terem operado esse prodígio!

Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida.

Apesar de eu, há muito, já não ser adulto jovem, senti-me tão fortalecido pelos acontecimentos recentes no mundo, que quero também dar uma mão.

Decidi que uma parte da minha página na Internet será entregue aos estudantes de nível médio para que eles – vocês – tenham meios para falar a milhões de pessoas. Há muito tempo procuro um meio de dar voz aos adolescentes e adultos jovens, que não têm espaço na mídia-empresa. Por que a opinião dos adolescentes e adultos jovens é considerada menos válida, na mídia-empresa, que a opinião dos adultos maduros e velhos?

Nas escolas de segundo grau em todos os EUA, os alunos têm ideias de como melhorar as coisas e questionam o que veem – e todas essas vozes e pensamentos são ou silenciadas ou ignoradas. Quantas vezes, nas escolas, o corpo de alunos é absolutamente ignorado? Quantos estudantes tentam falar, levantar-se em defesa de uma ou outra ideia, tentar consertar uma coisa ou outra – e sempre acabam sendo vozes ignoradas pelos que estão no poder ou pelos outros alunos?

Muitas vezes vi, ao longo dos anos, alunos que tentam participar no processo democrático, e logo ouvem que colégios não são democracias e que alunos não têm direitos (mesmo depois de a Suprema Corte ter declarado que nenhum aluno ou aluna perde seus direitos civis “ao adentrar o prédio da escola”).

Sempre fico abismado ao ver o quanto os adultos maduros e velhos falam aos jovens sobre a grande “democracia” dos EUA. E depois, quando os estudantes querem participar daquela “democracia”, sempre aparece alguém para lembrá-los de que não são cidadãos plenos e que devem comportar-se, mais ou menos, como servos semi-incapazes. Não surpreende que tantos jovens, quando se tornam adultos maduros, não se interessem por participar do sistema político – porque foram ensinados pelo exemplo, ao longo de 12 anos da vida, que são incompetentes para emitir opiniões em todos os assuntos que os afetam.

Gostamos de dizer que há nos EUA essa grande “imprensa livre”. Mas que liberdade há para produzir jornais de escolas de segundo gráu? Quem é livre para escrever em jornal ou blog sobre o que bem entender? Muitas vezes recebo matérias escritas por adolescentes, que não puderam ser publicadas em seus jornais de escola. Por que não? Porque alguém teria direito de silenciar e de esconder as opiniões dos adolescentes e adultos jovens nos EUA?

Em outros países, é diferente. Na Áustria, no Brasil, na Nicarágua, a idade mínima para votar é 16 anos. Na França, os estudantes conseguem parar o país, simplesmente saindo das escolas e marchando pelas ruas.

Mas aqui, nos EUA, os jovens são mandados obedecer, sentar e deixar que os adultos maduros e velhos comandem o show.

Vamos mudar isso! Estou abrindo, na minha página, um “JORNAL DA ESCOLA” [orig. "HIGH SCHOOL NEWSPAPER", em http://mikeshighschoolnews.com/]. Ali, vocês podem escrever o que quiserem, e publicarei tudo. Também publicarei artigos que vocês tenham escrito e que foram rejeitados para publicação nos jornais das escolas de vocês. Na minha página vocês serão livres e haverá um fórum aberto, e quem quiser falar poderá falar para milhões.

Pedi que minha sobrinha Molly, de 17 anos, dê o pontapé inicial e cuide da página pelos primeiros seis meses. Ela vai escrever e pedirque vocês mandem suas histórias e ideias e selecionará várias para publicar em MichaelMoore.com. Ali estará a plataforma que vocês merecem. É uma honra para mim que se manifestem na minha página e espero que todos aproveitem.

Dizem que vocês são “o futuro”. O futuro é hoje, aqui mesmo, já. Vocês já provaram que podem mudar o mundo. Aguentem firmes. É uma honra poder dar uma mão.

Tradução: Vila Vudu

Fonte:Carta Maior

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Conheça a Carta Aberta da Juventude à Presidenta Dilma Rousseff  

Um produtivo debate marcou a realização do 4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis que aconteceu nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro, em conjunto com a 7ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE). Leia o documento resultante do debate e endereçado à presidenta Dilma Rousseff.

Carta Aberta à Presidenta Dilma Rousseff

Por uma política de juventude articulada com o desenvolvimento do Brasil


Nós entidades, organizações do movimento juvenil brasileiro e ativistas das políticas públicas de juventude, reunidos em mais uma edição do Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis avaliamos que por muito tempo o Estado Brasileiro tratou a temática juvenil de forma meramente reativa. Nos últimos anos, no entanto, o tema ganhou maior visibilidade devido à organização e esforço de movimentos juvenis, forças políticas e sociais que produziram relevantes iniciativas.

Acreditamos que o grande marco que representa o avanço nesta trajetória deu-se no Governo Lula com a institucionalização das PPJ no Brasil através da criação da Secretaria, do Conselho Nacional de Juventude e do ProJovem a partir de 2005. Tais iniciativas deixaram um importante legado e criaram condições concretas para que esta pauta avance ainda mais no Governo da Presidenta Dilma Rousseff.

A nossa juventude vem sendo contemplada também com mais Escolas Técnicas Federais, ampliação do acesso ao ensino superior com PROUNI e REUNI, mais cultura e esporte com os Pontos de Cultura e as Praças da Juventude, dentre outros diversos programas e projetos, que apesar de não serem exclusivos de juventude, beneficiam diretamente milhões de jovens no Brasil. Temos que valorizar o avanço e o fortalecimento que o Projovem integrado trouxe a política de juventude. Esse programa colaborou e ajudou a tirar as PPJs da invisibilidade, bem como garantir direitos para parcela da juventude brasileira mais excluídas.

Além disso, o Governo Lula optou por realizar um amplo processo participativo por meio da 1ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude que envolveu mais de 400 mil pessoas, num processo complexo de mobilização, onde 22 propostas foram priorizadas.

Compreendemos, entretanto, que a soma dos esforços realizados até agora, fazem parte de um ciclo inicial que cumpriu um importante papel até aqui, mas, que neste momento, não é suficiente para que as políticas de juventude se consolidem e sejam sustentáveis numa verdadeira política de Estado.

É imprescindível a forte presença e engajamento das juventudes partidárias, entidades e movimentos juvenis, intelectualidade e organizações da sociedade comprometidas com esta pauta, na caminhada pela emancipação da juventude e consolidação das políticas públicas de juventude.

Consideramos como fundamentais para que a Política de Juventude Brasileira possa avançar já nesse início de Governo Dilma os seguintes elementos:

• Estruturar Sistema Nacional de Juventude com os três entes federados (União, Estados e Municípios) articulados, buscando a equidade, tendo fontes de financiamento claras e específicas para as políticas de juventude com mecanismos diversos de controle e participação social da juventude nesse sistema;

• Trabalhar com a perspectiva de conferir “status ministerial” à Secretaria Nacional de Juventude, a exemplo da SEPPIR e SPM; Aprofundar a democracia participativa através do fortalecimento do Conjuve e da rede de conselhos de juventude e da realização da 2ª Conferencia Nacional de Juventude em 2011;

• Estruturar uma Política Nacional de Juventude Universal fortalecendo uma nova estratégia interministerial articulando e integrando os atuais e novos programas específicos de juventude;

Se faz necessário fortalecer a perspectiva geracional juvenil nas políticas públicas setoriais assegurando a transversalidade do tema; priorizar políticas públicas voltadas para a integração educação e trabalho, focando na reestruturação do Ensino Médio aproximando-o da realidade juvenil; reduzir a letalidade juvenil por homicídios ou por acidentes de trânsito; preparação para os cenários de Olimpíadas, Copa do Mundo, Pré-sal; e estruturação do serviço de banda larga. Sempre aprofundando a linha de investir e valorizar a diversidade juvenil combatendo o racismo, machismo e homofobia e impulsionar as políticas de inclusão social referenciadas no território.

Acreditamos na viabilidade dessas ideias e nos colocamos à disposição para juntos construirmos o próximo capítulo da história da política de juventude brasileira.

Rio de Janeiro, 21 de janeiro de 2011
4º Diálogo Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis

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