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Deputados manifestam apoio à luta por 10% do PIB para Educação  

Os estudantes receberam grande apoio dos parlamentares no ato público que realizaram, nesta quarta-feira (9), na Câmara dos Deputados, em Brasília, reivindicando a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para educação. A deputada Manuela d´Ávila (PCdoB-RS), a primeira a falar, foi seguida pelos demais oradores, parabenizando e incentivando os jovens a lutarem por mais recursos para educação, o que consideram essencial para o desenvolvimento do país.


"Nada acontece de graça. Tudo precisa de investimento. É preciso que haja investimento para que as escolas acolham os estudantes de 2012 não como escolas de 1930”, disse Manuela, sob aplausos e gritos de aprovação dos jovens.

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, o último a falar na manifestação, que reuniu grande número de parlamentares, também manifestou apoio à reivindicação dos estudantes. Ele disse que apoia a luta dos estudantes porque a educação é essencial num projeto de desenvolvimento nacional para nosso país.

E disse ainda que “os recursos do pré-sal deviam ser usados basicamente para educação e pesquisa, porque se juntam ai duas questões fundamentais: povo mais educado e base material mais avançada garantem nação moderna e com condições de levar adiante seus grandes projetos”.

A manifestação, liderada pela União nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), coincidiu com a reunião da Comissão do Plano Nacional de Educação (PNE) para discussão do parecer do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) ao Plano Nacional de Educação (PNE).


Para os parlamentares, como Chico Lopes (PCdoB-CE), Fátima Bezerra (PT-RN) ou ainda Ivan Valente (Psol-SP), a escola de hoje não corresponde ao Brasil que se desenvolve. E para haver acompanhamento do setor educacional ao desenvolvimento do país, é preciso que haja mais investimentos.

Os deputados do PCdoB, como a líder da bancada, Luciana Santos (PE) e ainda Alice Portugal e Daniel Almeida, ambos da Bahia, e Assis Melo (RS) também se manifestaram em apoio á luta dos estudantes. E enfatizaram a importância da mobilização da juventude para garantir avanços para a educação no Brasil. Segundo eles, a reivindicação de mais recursos atende a necessidade de garantir qualidade para a educação, que vive um momento de ampliação de matrículas.

Projeto em discussão

No fim de abril, Vanhoni apresentou o segundo substitutivo ao texto enviado pelo Executivo em 2010. No texto, o deputado mantém a meta prevista em seu primeiro relatório - investimento público no setor de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em até dez anos.
O financiamento da educação é o ponto mais polêmico do PNE, que reúne metas para todas as etapas do ensino no País. Atualmente, União, estados e municípios aplicam, juntos, 5% do PIB na área. No texto original, o governo havia sugerido o aumento do índice de investimento direto para 7% em uma década, mas entidades da sociedade civil pedem pelo menos 10%.

Em seu primeiro relatório, apresentado em dezembro, Vanhoni já havia proposto a meta de 8% de investimento total. Esse índice inclui recursos de bolsas de estudo e financiamento estudantil, além da contribuição previdenciária dos professores da ativa.

A diferença entre o primeiro e o segundo relatório é que este prevê a fixação de duas metas distintas: 8% de investimento total e 7,5% de investimento direto. Para Vanhoni, os valores são suficientes para garantir “um salto de qualidade e atendimento à educação brasileira”.

O presidente da comissão, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), espera que o PNE seja votado até o final deste mês. Deputados da oposição ameaçam, no entanto, levar a proposta ao Plenário caso o relatório mantenha a meta total de 8% do PIB.

O projeto tramita em caráter conclusivo e, depois de aprovado pela comissão especial, pode seguir diretamente para o Senado.

De Brasília
Márcia Xavier


Fonte: www.vermelho.org.br

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7% do PIB não são suficientes para educação, dizem especialistas  


Os especialistas que participaram da audiência pública para discutir o Plano Nacional de Educação (PNE), nesta terça (20), na Câmara, foram unânimes ao afirmar que os 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, propostos pelo governo federal para serem investidos na área, até 2020, não serão suficientes para garantir um padrão mínimo de qualidade para o setor.

O relator do projeto, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR), reafirmou que, a despeito da opinião contrária dos convidados, manterá no seu substitutivo o percentual de 7,5%, já renegociado com a equipe econômica do governo. “Esse percentual será suficiente para promover uma verdadeira revolução na área”, garantiu.

Os deputados presentes à audiência, entretanto, não se convenceram. E defenderam que o relatório só seja colocado em votação após uma reunião da Comissão Especial do PNE com a equipe econômica para discutir valores.

O coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, disse que um estudo realizado pelo coletivo, que reúne diversas entidades da sociedade civil organizada, concluiu que, para financiar as metas previstas no PNE, será necessário investir 10,4% do PIB. “Se a gente não investir 10%, não vamos conseguir expandir a educação como determina o PNE, com um padrão mínimo de qualidade”, afirmou.

Segundo ele, os estudos feitos pelo Ministério da Educação (MEC) que apontaram que o percentual de 7% é suficiente não obedecem aos critérios definidos pelo Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi).

Ele também defendeu a necessidade do aumento dos investimentos federais no setor. De acordo com Cara, durante os governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, a união se desresponsabilizou progressivamente pela área. “O esforço real do financiamento da educação se dá pelos estados e municípios”. Conforme o coordenador-geral, os estados arcam com 41% dos custos do setor, os municípios com 31% e a união, com 20%.

Professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Nelson Amaral afirmou que a dificuldade em estabelecer os parâmetros de cálculos para o percentual do PIB a ser empregado na área decorrem da dificuldade brasileira em definir qual educação ela quer para o país. O professor mostrou estudos baseados no custo anual dos alunos matriculados em creches para demonstrar a discrepância entre os parâmetros possíveis de serem adotados.

Ele afirmou que o MEC estima em R$ 2,5 mil o custo/aluno creche por ano. Para a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o valor é de R$ 5,1 mil. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) aponta para R$ 6,4 mil. E o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) fixa em R$ 7,4 mil. “A questão é definir que qualidade queremos”, provocou.

O professor demonstrou também que as discrepâncias obedecem às desigualdades regionais brasileiras. No nordeste, esse custo é estimado em R$ 1,8 mil, enquanto na região sudeste fica em R$ 8,2 mil. O investimento dos países desenvolvidos é ainda maior. Nos Estados Unidos, chega a US$ 14 mil.

“Se o Brasil aplicar 10% do PIB em educação, atingirá um padrão de qualidade próximo ao da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de US$ 6 mil por aluno, entre 2020 e 2030. Se investir apenas 7% do PIB, se irá se equipar aos países desenvolvidos somente entre 2040 e 2050”, apontou.

O professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino de Rezende Pinto, calculou em 10,7% o percentual do PIB necessário para financiar as metas educacionais previstas pelo PNE. Segundo ele, os 7% apontados pelo governo correspondem às necessidades apenas deste ano.

O representando do Conselho Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos, criticou a falta de qualidade do ensino brasileiro. “Em vários estados, em cada 100 alunos que terminaram o ensino médio, apenas dois aprenderam o esperado em matemática”, exemplificou. Segundo ele, o Brasil possui um custo médio por aluno/ano de R$ 3,5 mil, enquanto os países da comunidade europeia investem R$ 9 mil. “É uma diferença enorme”.

O relator, Ângelo Vanhoni, defendeu seu substitutivo, afirmando que ele avança muito a partir das metas elaboradas inicialmente pelo governo, em 2010. No caso das crianças de 0 a 3 anos, matriculadas nas creches, o substitutivo fixa em R$ 3,5 mil o custo anual por aluno, enquanto o governo emprega, hoje, R$ 2,2 mil.

No final do debate, o deputado Arthur Bruno (PT-CE) propôs que a Comissão só vote seu relatório após debate com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Precisamos discutir os números com ele. Investir 7,5% do PIB em ensino é um avanço, mas precisamos ouvir o ministro”, afirmou.

O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) reforçou a proposta. “Não há restrição fiscal para destinar os 10% do PIB para a educação. O relatório simplesmente enquadra a proposta que veio do Palácio do Planalto”, disse.

O deputado Newton Lima (PT-SP), concordou com o debate, mas ressaltou que os deputados não devem criar um antagonismo entre a política de responsabilidade fiscal e a política educacional. “Se a gente fizer isso, vamos cometer um grave equívoco, porque temos um país em reconstrução, inclusive na sua macroeconomia”, justificou.

Para Lima, a atual situação de instabilidade econômica mundial não permite que o governo faça uma estimativa supervalorizada dos recursos disponíveis para investir mesmo em setores imprescindíveis, como educação ou saúde.

Fonte: Por Najla Passos na Carta Maior

www.ujs.org.br

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Movimento estudantil se prepara para o 60º Conselho Nacional de Entidades  


O movimento estudantil brasileiro se prepara para realizar um dos seus principais fóruns de deliberação, o Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), que reúne as principais lideranças de Diretórios Centrais de Estudantes, UEEs e Executivas de Curso. A 60ª edição do Coneg ocorrerá no Rio de Janeiro, de 15 a 17 de junho de 2012. Durante esse mês, a capital carioca receberá também outro importante encontro, a Rio+20.

O Coneg , além de debater temas relacionados ao desenvolvimento sustentável, terá a finalidade de elaborar uma plataforma política a ser apresentada à sociedade. Serão mais de 500 estudantes reunidos para discutir temas como educação saúde, meio ambiente, ciência e tecnologia, mobilidade urbana, entre outros, e formular o “Projeto UNE Brasil+10”, fruto da Caravana que leva o mesmo nome é irá rodar todo o Brasil ano meses de março a maio. Para participar do CONEG, cada entidade precisa eleger seus delegados (baixe aqui a ata de eleição).

“Esse projeto é uma tentativa de sistematizar os debates que vão acontecer durante toda a Caravana Brasil+10, caravanas livres, e todas as outras atividades do movimento estudantil, que ao longo dos próximos dois meses levantarão a reflexão entre estudantes do Brasil que queremos construir nos próximos 10 anos”, explicou o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

O CONEG acontecerá juntamente à uma das conferências mais esperadas do último ano, a Rio+20, evento que, entre os dias 13 a 22 de junho, reunirá representantes de 193 estados para debater desenvolvimento sustentável e tirar uma agenda com ações globais. “A conferência deve mobilizar bastante a sociedade brasileira. Nas universidades o debate será ainda mais intenso. O ‘Projeto UNE Brasil+10′, também abordará temas debatidos na Rio+20, porém o objetivo do encontro é formular um documento mais amplo”, explicou Daniel.

Fonte: UNE

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CARAVANA DA UNE PERCORRE 12 ESTADOS E "PREVÊ" BRASIL DAQUI A 10 ANOS  


Projeto “UNE Brasil+10” acontece em 24 universidades do país com grandes debates temáticos, encontros e atividades culturais dentro de quatro eixos: educação, desenvolvimento, justiça social e ambiental

Onde você estará daqui a dez anos? Como será a estrutura social brasileira e quais serão as oportunidades de desenvolvimento para a juventude? Quais serão os avanços e desafios da educação pública e da sustentabilidade ambiental? A União Nacional dos Estudantes (UNE) resolveu qualificar ao máximo esse exercício de futurologia entre os dias 28 de março e 15 de maio, com a Caravana UNE Brasil+10. Entre os convidados para a jornada nos diversos estados estão nomes como o cientista Miguel Nicolelis, o escritor Fernando Moraes, o cineasta Silvio Tendler e o físico Ênio Candotti.

A Caravana UNE Brasil+10, sexta iniciativa de circulação nacional da UNE em seus 75 anos de vida, é co-realizada pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte da entidade (CUCA da UNE) e está percorrendo 24 universidades, em 12 estados (Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo).

Imaginando o Brasil possível em 2022, quando se completam 200 anos da Independência Nacional e 100 anos da Semana de Arte Moderna, a UNE leva uma maratona de atividades com grandes pensadores, cientistas, artistas, políticos e militantes do movimento social para debater e construir, junto aos estudantes, idéias e soluções para a próxima década. A Caravana deverá atingir um público total de 50 mil estudantes e se divide em quatro eixos fundamentais: educação, desenvolvimento, justiça social e justiça ambiental.

Entre os principais objetivos da Caravana está a produção de um diagnóstico participativo, junto a jovens de diferentes estados e realidades, que possa contribuir no debate e formulação de políticas públicas, ações do movimento social ou do terceiro setor para o desenvolvimento do Brasil nos próximos dez anos. Além disso, o resultado servirá de base para o Projeto “UNE Brasil Cidades 2012”, uma plataforma de reivindicações do movimento estudantil brasileiro a ser entregue para os candidatos a prefeito nas eleições do segundo semestre.

ROTEIRO DA CARAVANA


28/03 – Brasília (DF): UNB / UCB

03/04 – Porto Alegre (RS) UFRGS / PUC-RS

10/04 – Curitiba (PR): UFPR / PUC-PR

13/04 – Manaus (AM): UFAM / UNINORTE

16/04 – Belém (PA): UNAMA

17/04 – Belém (PA): UFPA

19/04 – Fortaleza (CE): Faculdades Integradas do Ceará (FIC)

20 /04 – Fortaleza (CE): UFC

24/04 - Natal (RN): UFRN / UNP

27/04 – Recife (PE): UFPE / UNICAP

03/05 – Belo Horizonte (MG): UFMG / PUC-MINAS

07/05 – Salvador (BA): Centro Universitário Jorge Amado (FJA)

08 /05 – Salvador (BA): UFBA

11/05 – Rio de Janeiro (RJ): UFRJ

12/05 – Rio de Janeiro (RJ): Universidade Gama Filho (UGF)

14 /05 – São Paulo (SP): UNIP

15/05 – São Paulo (SP): USP

ATIVIDADES DA CARAVANA

Em cada uma das universidades, logo pela manhã, acontece um cortejo cultural, formado por atores e músicos, passando pelos corredores e convidando para o “Aulão Brasil+10”, uma grande aula referência, ministrada por personalidades brasileiras convidadas, sobre o tema Brasil+10. Depois, a mobilização estudantil estará voltada para as questões locais da universidade. A equipe da UNE fará reuniões com as entidades estudantis e representantes das instituições para debater as questões educacionais concretas enfrentadas em cada uma delas.

No final da tarde, o CUCA da UNE realizará uma reunião envolvendo estudantes e artistas locais. Também à tarde, acontecerá nas universidades privadas o Encontro do Prouni, que tem como objetivo analisar os resultados deste projeto executado pelo Ministério da Educação, levantando seus problemas e virtudes, sistematizando-os na busca de aprimoramentos através das opiniões dos jovens beneficiados.

UNE 75 ANOS

No próximo dia 11 de agosto, a UNE completa 75 anos de lutas e protagonismo nos principais episódios da vida do Brasil. Sendo, simultaneamente, o mais antigo e mais renovado movimento social do país, a entidade foi fundada em 1937, em meio à luta dos estudantes contra o nazi-fascismo no Brasil. O movimento estudantil marcou presença combatendo a ditadura do Estado Novo, na luta pelo desenvolvimento com a campanha “O Petróleo é Nosso” e nos turbulentos anos 60 e 70, quando a UNE e os estudantes foram perseguidos, torturados e mortos pela ditadura militar. Além disso, a UNE teve participação histórica em outros episódios como na campanha “Diretas Já”, na ação dos “cara-pintadas” durante a campanha “Fora Collor” e na resistência às privatizações e ao neoliberalismo que marcaram a era do presidente FHC.

HISTÓRICO DAS CARAVANAS DA UNE

Em 1962, pela primeira vez em sua história, a UNE pôs o pé na estrada com a realização da UNE-Volante, mobilizada na rede da legalidade, movimento vitorioso que garantiu a posse do presidente João Goulart. Em 1963, reforçando as conquistas dessa experiência, foi realizada a segunda edição da UNE-Volante, congregando jovens artistas e universitários em busca de conhecer e integrar o Brasil. No entanto, essas experiências foram interrompidas pela ditadura.

Em 2004, a UNE conseguir retomar os projetos das caravanas. Uma equipe de atores, produtores, documentaristas, artistas e estudantes embarcaram a bordo de um ônibus para mais um jornada, desta vez, chamada de Caravana UNE pelo Brasil, percorrendo 25 cidades brasileiras, sendo 18 capitais, passando por 31 instituições de ensino, nas cinco regiões do país. Ainda em 2004, foi realizada a Caravana Universitária de Cultura e Arte Paschoal Carlos Magno, o nome foi uma homenagem ao poeta e romancista criador do Teatro dos Estudantes. Já no segundo semestre de 2008, a UNE apostou na diversificação dos temas das caravanas em um projeto ousado, a Caravana Saúde, Educação e Cultura. Em parceria com o Ministério da Saúde, o projeto passou pelos 26 estados, mais o Distrito Federal, a bordo de um ônibus.

SOBRE O CUCA DA UNE

O Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE (CUCA) é um projeto de continuidade das iniciativas culturais da entidade dentro das universidades brasileiras. Trata-se de uma rede com núcleos em 15 estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Brasília, Amazonas, Piauí, Bahia, Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Maranhão, Roraima, Rio Grande do Norte e Pernambuco), que promove ações em diversas linguagens como audiovisual,artes plásticas, literatura, teatro e música.

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA E AGENDAMENTO DE ENTREVISTAS

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Caravana da UNE articula programação em Fortaleza  

Giovanna Caldas, produtora da Caravana da UNE, está em Fortaleza para articular a programação da atividade que mobilizará estudantes da capital cearense nos dias 19 e 20 de abril deste ano. Além de Fortaleza, mais 11 cidades receberão a mobilização estudantil. A atividade, que acontecerá entre os dias 28 de março e 15 de maio de 2012, faz parte da comemoração dos 75 anos da União Nacional dos Estudantes.

Com o tema “Brasil+10, educação, desenvolvimento e justiça ambiental”, a Caravana da UNE passará por 12 cidades do território brasileiro, trazendo para cada local, uma provocação direcionada aos estudantes a fim de aprofundar o pensamento sobre os desafios colocados no horizonte da nação para os próximos 10 anos, voltados em especial para a educação e formação dos jovens, o desenvolvimento da nação e sua justiça ambiental.

Fortaleza

Em Fortaleza, Giovanna Caldas e Ivo Braga, diretor da UNE, já articulam a programação que mobilizará os estudantes em torno do debate sobre “o Brasil que queremos para os próximos 10 anos”. Os organizadores já realizaram reuniões com a Coordenadoria de Juventude da Prefeitura de Fortaleza, Secretaria de Cultura do Governo do Estado, Reitoria da UFC e FIC.

Na quinta-feira (19/04), a partir das 19h, no auditório da FIC, os estudantes participarão de um debate sobre o Programa Universidade para Todos (Prouni) e suas perspectivas no Ceará e no Brasil. Daniel Iliescu, Presidente da UNE, participará do encontro.

Na sexta-feira (20/04), as atividades estarão concentradas na UFC. A programação começa com um cortejo cultural, formado por atores e músicos, que passará pelos corredores da universidade, convidando todos os alunos para assistirem o Aulão Brasil+10.

O aulão acontecerá a partir das 9h e deverá discutir temas como eficiência nos serviços e gestão pública, educação e transformação social, saúde e qualidade de vida, trabalho e empreendedorismo, meio ambiente e o território nacional, esporte e megaeventos mundiais, transporte e o direito ao território, ciência, tecnologia e inovação, cultura da ética, da estética e da economia, novas formas de comunicação e inclusão digital, democracia e participação social, juventude e direitos humanos.

A partir do meio dia, a mobilização estudantil estará voltada para as questões locais da universidade. A equipe da UNE fará reuniões com as entidades estudantis e representantes da UFC para debater questões educacionais concretas. No período da tarde, a Casa Amarela Eusélio Oliveira receberá a estudantada. A Caravana da UNE apresentará o filme “O afeto que se encerra em nosso peito juvenil”, de Silvio Tendler. Em seguida, o Circuito Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes, CUCA da UNE, realizará uma reunião envolvendo estudantes, artistas e representantes de Pontos de Cultura locais. O encerramento da Caravana da UNE será com uma atividade cultural que ainda está sendo definida pela organização do evento.

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A Caravana UNE Brasil+10 passará por 24 universidades em 12 estados brasileiros levando para cada local uma provocação direcionada aos jovens, estudantes, professores, funcionários, comunidade ao redor e demais atores locais. O objetivo é aprofundar o pensamento sobre os desafios colocados no horizonte da nação para os próximos 10 anos, no que tange a educação, o desenvolvimento e a sustentabilidade. A caravana tem como objetivo promover, dentro das universidades, espaços de debates e intervenções culturais que subsidiem uma profunda reflexão sobre os caminhos e destinos do país na próxima década.

Cidades que receberão a Caravana da UNE

Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador

De Fortaleza,
Carolina Campos (com informações da UNE)

Fonte: www.vermelho.org.br/ce

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Detenta aprovada no Enem é autorizada a frequentar UFC  


Cynthia Corvello poderá frequentar a universidade e concluir o curso de licenciatura em História sob monitoramento eletrônico ou escolta policial

A detenta Cynthia Corvello foi autorizada pela Justiça do Ceará a frequentar a universidade. A decisão foi concedida na manhã desta sexta-feira, 24.Ela cumpre regime fechado no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa e poderá frequentar as aulas do curso superior em História, na Universidade Federal do Ceará (UFC), considerando que ela foi aprovada no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), em outubro passado.

De acordo com a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus), a decisão é inédita no Ceará e o parecer aponta que a concessão tomou por base o princípio da individualização da pena. Ou seja, a garantia de o preso ter oportunidades e os elementos necessários para ser reinserido na sociedade.

No caso de Cynthia, foi considerada a execução de atividades de trabalho dentro da Unidade, onde ela é responsável pela biblioteca e por projetos de leitura e atividades culturais. A Sejus também considera que ela apresenta bom padrão de comportamento e de relacionamento carcerário.

Cynthya foi condenada a 25 anos e quatro meses pela co-autoria de um duplo homicídio praticado em Fortaleza, no ano 1993. Ela foi aprovada no Enem, chegando a obter 900 pontos na prova de redação, cujo total é de 1000. A detenta poderá frequentar a universidade e concluir o curso de licenciatura em História sob monitoramento eletrônico ou escolta policial.


Fonte: O POVO Online

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Aprovado no vestibular, 1º aluno com Down da UFG rompe preconceito  

Ser aprovado em uma faculdade pública é um sonho de muitos jovens que se tornou realidade para Kallil Assis Tavares, 21 anos, que na próxima segunda-feira começa a estudar geografia no campus de Jataí da Universidade de Goiás (UFG). Para a instituição, a conquista de Kallil é ainda mais importante e precisa ser reverenciada, já que ele é o primeiro aluno com Síndrome de Down a ingressar na universidade. "Isso demonstra que nós estamos conseguindo superar o preconceito, que infelizmente ainda existe em nossa sociedade", afirma a coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG, professora Dulce Barros de Almeida.

Kallil não teve correção diferenciada, concorreu de igual para igual com todos os outros candidatos. "Apenas pedimos para que a universidade disponibilizasse um monitor para ler a prova e que as letras dos textos fossem maiores porque ele tem baixa visão", disse a mãe do jovem, Eunice Tavares Silveira Lima. Segundo ela, Kallil sempre foi estudioso e desde criança gostava de mapas.

"No segundo ano do ensino médio ele decidiu que iria fazer vestibular para geografia. Nós apoiamos a escolha, mas ficamos surpresos com a aprovação, era uma prova muito difícil", afirmou Eunice. Ela ainda disse que o filho estudou apenas dois anos em uma escola especial. Com 5 anos de idade ele foi para um colégio privado de ensino regular. "O colégio não tinha nenhum aluno com Down, mas quando há vontade de se trabalhar a inclusão, se dá um jeito. Foi disponibilizado um monitor e os professores sempre apoiaram meu filho", conta.

Ela acredita que o fato de Kallil ter estudado em uma escola regular vai contribuir com a adaptação na universidade. "Não sou contra as escolas especiais, mas elas devem servir como um apoio, um lugar para onde os alunos vão no contraturno", explica. A mãe ainda disse que não cria expectativas sobre como será o desempenho dele daqui em diante. "Não estamos programando nada especial para o Kallil quando começar as aulas. De acordo com as necessidades que ele apresentar, nós como família e a universidade teremos de nos adaptar", disse ao destacar que o filho pode precisar do auxílio de um monitor durante as atividades em aula.

A coordenadora do Núcleo de Acessibilidade da UFG concorda sobre a importância de alunos com necessidades especiais frequentarem escolas regulares e diz que a universidade tem a obrigação de atender todas as exigências desses estudantes para que eles cumpram com o direito de fazer um curso superior. "Nós temos um aluno cego no curso de Ciência da Computação que recebe acompanhamento de um monitor. Se essa for a necessidade de Kallil, com certeza estaremos prontos para disponibilizar isso".

O núcleo para atender alunos com necessidades especiais na UFG foi criado em 2010. De lá para cá, a instituição ganhou 15 estudantes surdos, que fazem o curso de Letras, além do jovem cego. A professora Dulce espera que o caso de Kallil sirva de exemplo para que nas próximas seleções mais estudantes com necessidades semelhantes sintam-se motivados em fazer um curso superior. "Isso incentiva as famílias a acreditar no potencial que essas pessoas têm. E cabe a nós, como educadores, mostrar que o preconceito não pode existir mais", completa.

Fonte: Terra

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Estudantes já podem se inscrever em lista de espera do ProUni  


A partir de hoje (22), os estudantes que se inscreveram para disputar uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) e não conseguiram o benefício podem se cadastrar na lista de espera. O instrumento será usado pelas instituições de ensino para preencher as bolsas que tenham sobrado.

Os estudantes devem acessar o site do programa e clicar na opção “manifestar interesse na lista de espera”. O prazo se encerra sexta-feira (24). Nesta edição, o ProUni ofereceu 194 mil bolsas de estudo e mais de 1,2 milhão de alunos candidataram-se para receber o benefício.

Para participar do ProUni, é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou ter estudado em colégio particular com bolsa integral. As bolsas integrais são destinadas àqueles com renda familiar per capita mensal de até 1,5 salário mínimo. Já o benefício parcial pode ser pleiteado por quem tem renda familiar per capita de até três salários mínimos.

fonte: Agência Brasil

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Estatuto da Juventude é aprovado na CCJ do Senado  


Aprovado nesta quarta-feira (15) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o Estatuto da Juventude garante e protege direitos de jovens de 18 a 21 anos, entre eles a garantia de descontos de ingressos para eventos públicos, inclusive partidas de futebol da Copa do Mundo de 2014 e competições dos Jogos Olímpicos de 2016. A matéria será apreciada ainda pelas comissões de Assuntos Sociais; de Educação, Cultura e Esporte e pela de Direitos Humanos e Legislação Participativa.

O projeto aprovado na CCJ estabelece que a meia-entrada será distribuída da seguinte forma: 40% dos ingressos para eventos financiados exclusivamente com recursos privados e 50% dos ingressos para eventos bancados com verbas públicos – tanto na área esportiva quanto na artística e cultural.

O relator da matéria, Randolfe Rodrigues (PSOL-PA), ao ser questionado sobre a indefinição quanto ao direito de estudantes à meia-entrada durante a Copa do Mundo de 2014, um dos impasses para aprovação na Câmara da Lei Geral da Copa, foi enfático: "O estudante tem direito a meia-entrada em todos os eventos esportivos como foi aprovado aqui na CCJ. Não me interessa o que pensa a FIFA. O Brasil é soberano e aqui é a casa legislativa de um país soberano".

Carteira estudantil

Sob o argumento de evitar fraudes na confecção de carteiras estudantis, Randolfe determinou, em seu relatório, que a identificação estudantil seria expedida exclusivamente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), bem como por entidades estudantis estaduais e municipais a essas entidades filiadas. Estabeleceu ainda que o documento terá selo de segurança personalizado, com padrão único definido pelas entidades estudantis nacionais.

Fonte: Rede Brasil Atual

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Projeto prevê voto paritário na escolha de dirigentes universitários  


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2699/11, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96) para instituir voto paritário entre docentes, discentes e servidores técnicos administrativos nos processos de escolha de dirigentes universitários. A proposta também estabelece composição numérica equânime entre esses grupos nos órgãos dirigentes (reitorias, vice-reitorias, diretorias e vice-diretorias de unidades universitárias e de estabelecimento isolados de ensino superior) dessas instituições.

A proposta mantém, no entanto, a regra atual que estabelece percentual obrigatório de 70% de docentes nos demais órgãos colegiados e comissões, inclusive nos que tratarem de modificações estatutárias e regimentais.

Peso igual

O projeto também altera a lei que fixa normas de organização e de funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média (Lei 5.540/68) para determinar que no processo de escolha dos dirigentes também prevalecerá, além da votação uninominal, peso igual para a manifestação de docentes, discentes e servidores. Atualmente, em caso de consulta prévia à comunidade universitária, prevalece o peso de 70% para a manifestação do pessoal docente em relação à das demais categorias.

“As universidades, como qualquer instituição de ensino, são formadas por alunos, professores e servidores técnicos administrativos, e são esses três segmentos que dão vida ao campus, não sendo possível o funcionamento efetivo da instituição sem qualquer um deles”, argumenta a autora. “Como então conceber que, em pleno século 21, a universidade pública conviva com uma legislação arcaica que diminui a representatividade de grupos importantes para a sustentação da comunidade universitária?”, argumenta Sandra Rosado.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara


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CUCA da UNE Fortaleza realiza seminário de avaliação e planejamento  

Aconteceu no último sábado (19), em Fortaleza, o seminário de avaliação e planejamento do Circuito Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes - CUCA da UNE Fortaleza. Com o objetivo de avaliar as atividades realizadas e planejar as ações para o próximo ano, o encontro reuniu a coordenação do CUCA Fortaleza e contou com a presença do vice-presidente regional da UNE no Ceará, Ivo Braga e também do presidente estadual da União da Juventude Socialista do Ceará, Flávio Vinícius.

Os Cuqueiros, como são chamados os estudantes, artistas e produtores culturais que atuam no CUCA da UNE, avaliaram como positivas as ações desempenhadas em 2011 e apontaram a necessidade de melhorar a participação na agenda cultural da cidade e de ampliar a inserção do CUCA dentro das universidades. Segundo Flaviene Vasconcelos, coordenadora do CUCA da UNE Fortaleza, “o crescimento do CUCA acontece na medida em que os estudantes e demais interessados vão tomando conhecimento dessa articulação, que é bem recente, então é fundamental a realização de atividades que dêem visibilidade ao que estamos construindo aqui, é nesse sentindo que cogitamos a realização de um festival que movimente a produção cultural universitária para o próximo ano”, disse.

Também pauta da reunião, a organização da entidade foi avaliada. Os participantes discutiram o papel que podem desempenhar a frente das pastas escolhidas para dar sustentação ao CUCA. Ficou definido que a institucionalização deve estar entre as prioridades das ações para 2012. De acordo com Sula Souza, coordenadora de finanças “constituir uma entidade legal será fundamental para garantir nossa autonomia financeira, é o que vai nos permitir participar de editais e realizar projetos de médio e grande porte. Isso não é o mais importante, mas vai ajudar a colocar o CUCA de Fortaleza no circuito da produção cultural das universidades e também da cidade”, concluiu.

Das atividades que ficaram definidas, já para o início do próximo ano está o Trote Cultural. Os cuqueiros, em parceria com a UNE, pretendem recepcionar os calouros das maiores universidades de Fortaleza como forma de apresentar tanto a UNE como o CUCA. “Quando você entra na universidade leva-se um tempo para aprender o funcionamento das coisas, o que a gente precisa é se antecipar as descobertas que vão acontecendo naturalmente e mostrar a importância de estarmos organizados, seja no movimento estudantil, seja no movimento cultural” disse Hellen Vieira, coordenadora de comunicação do CUCA da UNE Fortaleza.

Ações do PIA - Programa de Interferência Ambiental, uma plataforma de artistas contemporâneos que agrega integrantes de diferentes coletivos e se organiza dentro do CUCA estão sendo pensadas para o próximo ano. “A ideia é fazer duas intervenções urbanas que reflitam a degradação das áreas de mangue de Fortaleza, onde um shopping e um edifício comercial de luxo foram construídos” informou Bárbara Cipriano, coordenadora do PIA.

Articulado pelos estudantes que apresentaram um Afoxé na programação oficial da 7ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, que aconteceu em Janeiro de 2011 no Rio de Janeiro, o CUCA da UNE Fortaleza não é o primeiro do Ceará. Atualmente, o estado conta com a experiência do CUCA que atua na região do Cariri e tem a frente o músico Jean Alex e o artista e poeta Alexandre Lucas. “A parceria com o CUCA Cariri têm sido fundamental nesse processo de construção. Acreditamos que essa aproximação que tende a se intensificar no próximo ano vai gerar muita coisa boa” finalizou Michell Barros, articulador do CUCA Fortaleza.

Interessados em conhecer o CUCA da UNE Fortaleza podem entrar em contato através do e-mail cucaunefortaleza@gmail.com .

De Fortaleza,
Assessoria de comunicação CUCA da UNE Fortaleza.

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UNE recebe homenagem da ALESP pelos 75 anos de vida  


No último 10 de novembro (quinta-feira), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realizou, no auditório Paulo Kobayashi, homenagem aos 75 anos da União Nacional dos Estudantes, que serão completados no tradicional 11 de agosto do ano que vem, dia do estudante. A solenidade foi proposta pelos deputados Gerson Bittencourt (PT) e Leci Brandão (PCdoB).

“A UNE tem uma bonita característica de se renovar e se tornar mais jovem a cada ano que passa. Isso é o que a mantém revigorada e mais viva do que nunca”, disse Daniel Iliescu, que assumiu a presidência da entidade há pouco mais de quatro meses. O seu antecessor, Augusto Chagas, estava presente e disse que a homenagem também é para a todos os que fizeram parte da história de luta da entidade em defesa da democracia, da educação e de uma nação soberana.

Iliescu falou ainda sobre a influência da entidade no cenário político. “Sinto muito orgulho em poder contribuir para o progresso do Brasil. O movimento estudantil, com sua pluralidade, luta por um país mais justo para todos. Agradeço aos deputados pela homenagem”, destacou.

Para Bittencourt, a homenagem à UNE é mais que justa já que o movimento estudantil brasileiro sempre esteve engajado nas lutas sociais. “A UNE sempre defendeu questões fundamentais para o nosso país. Este momento não é só de homenagem, mas de gratidão a tudo que a UNE fez e faz pela sociedade”. O deputado também citou bandeiras recentes de luta da UNE, como a destinação de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) à educação. Ele também falou sobre a PEC da Juventude, aprovada no ano passado, que representa mais uma vitória importante para os jovens brasileiros.

O reconhecimento pelo ato solene dos deputados fez parte do discurso do presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Alexandre Silva. “Sinto-me contemplado e feliz por viver em um Estado em que a Assembleia Legislativa homenageia o movimento estudantil”, frisou. Ele ressaltou que a UEE-SP e a UNE são entidades irmãs e que as bandeiras destacadas pelo deputado são lutas que de todos os estudantes do Brasil para conquistar uma educação melhor.

Na opinião do presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), Tarcisio Boaventura, a iniciativa dos deputados de São Paulo deve se espalhar para outros estados, “porque a UNE é do tamanho do Brasil”. O ex-presidente da UEE-SP, Carlos Siqueira, fez uma saudação a todos os presentes, parabenizou a UNE e disse que o movimento não pára porque ainda são muitas as vitórias e conquistas.

A deputada Leci Brandão emocionou o público no auditório da Alesp ao relembrar toda a sua trajetória de encontros e desencontros com a luta dos estudantes. A deputada surpreendeu muitos dos presentes ao revelar um caso pouco conhecido: “O primeiro show que fiz foi no prédio da UNE”, disse, referindo-se à sede da entidade na Praia do Flamengo 132, no Rio de Janeiro, que foi incendida e demolida pela ditadura militar.

A sambista de canções marcadas por letras sociais brincou dizendo que muito antes de pensar em entrar para a política já tinha uma relação com a UNE. Durante toda a sua carreira ela cantou afinada com sindicalistas, estudantes, índios, prostitutas, gays, partidos de esquerda, movimentos de mulheres e principalmente o movimento negro.

“Fui convidada para cantar no comício das diretas e depois fiz uma música para os caras pintadas”, contou Leci, lembrando da música que está sem seu disco Atitude, de 1993, e faz referência a um dos maiores movimentos liderados pela UNE nos últimos tempos. Um trecho da canção diz: “cara pintada é a cara mais limpa deste país, a cara do jovem que coisa mais linda desta país”

Leci lembrou ainda que sempre foi convidada para cantar em todos os eventos do movimento estudantil e falou da sua última e recente apresentação para os estudantes, na 7ª Bienal da UNE.

Para Leci, é uma honra homenagear o movimento estudantil. “A UNE é uma entidade onde não existe preconceito. Tenho honra em estar em contato com estes meninos que são o futuro do nosso país”.

Ao final da cerimônia, os deputados entregaram uma placa em homenagem aos 75 anos da UNE. Em retribuição, Iliescu presenteou Bittencourt e Leci com a bandeira da entidade.

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UNE/CE debaterá Plano Nacional de Educação  

A União Nacional dos Estudantes (UNE) no Ceará promove nesta segunda-feira, dia 19 de setembro, o debate "Educação tem que ser 10 - Por um PNE a Serviço do Brasil”. A atividade faz parte da campanha nacional que os estudantes promovem pelo investimento de 10% do PIB para Educação.



















O encontro, que será realizado a partir das 9h no auditório da Reitoria da UFC, contará com a participação de Daniel Iliescu, Presidente da UNE, além dos deputados federais cearenses que integram a comissão especial do PNE: Chico Lopes (PCdoB), Arthur Bruno (PT), Padre Zé Linhares (PP), Ariosto Holanda (PSB) e Raimundo Gomes de Matos (PSDB).

Líder dos Estudantes

O carioca Daniel Iliescu, 26 anos, aluno do curso de Ciências Sociais da UFRJ, é o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e defensor do projeto de transformação social iniciado pelo governo Lula, Iliescu defende um grande pacto pela educação nacional, que seja maior do que as divergências entre os partidos e grupos políticos, reunindo estudantes e outros setores da sociedade.

PNE

O Plano Nacional de Educação (PNE) é composto por dez diretrizes e 20 metas divididas em estratégias, que têm como objetivo garantir a qualidade da Educação no País. Ele trata de temas como a valorização do professor, a universalização do ensino, a ampliação dos recursos para a área, entre outros.

Estudantes mobilizados

Cerca de 12 mil estudantes realizaram manifestação histórica nas ruas de Brasília no dia 31 de agosto. O objetivo da passeata era lutar por mais investimentos para a educação. Na pauta, a reivindicação por 10% do PIB e 50% do Fundo Social do Pré-sal para educação. Líder estudantil chilena Camila Vallejo e lideranças do movimento estudantil argentino participaram da manifestação. A líder estudantil chilena presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), Camila Vallejo e representantes do movimento estudantil chileno participaram, assim como lideranças do movimento estudantil brasileiro e dos movimentos sociais.

Apesar de ter a ampliação do financiamento público na educação como principal bandeira, a Marcha dos Estudantes também pressionou o Banco Central, que tem hoje reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para definir a taxa básica de juros da economia. Os estudantes defendem a queda da taxa de juros praticada no Brasil.

Serviço

"Educação tem que ser 10 - Por um PNE a Serviço do Brasil”

Data: segunda-feira (19 de setembro)
Hora: A partir das 9h
Local: Auditório da Reitoria da UFC (Av. da Universidade, 2853 - Benfica)
Realização: UNE/CE

De Fortaleza,
Carolina Campos

Fonte: www.vermelho.org.br

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Centro Acadêmico de Direito da Fa7 realiza trote solidário  

O Centro Acadêmico Agerson Tabosa, do curso de direito da Fa7, realiza na próxima segunda-feira (08) campanha de doação de sangue em parceria com o HEMOCE. Na ocasião uma Unidade Móvel do HEMOCE ficará das 9h às 13h na entrada da faculdade. A atividade faz parte do trote solidário realizado pela entidade estudantil.

A cultura de realizar trotes solidários surge para desmistificar e combater uma tradição de trotes violentos existente no país desde o século XVIII. O incentivo a doação de sangue foi a maneira encontrada pelos alunos de direito da Fa7 para fazer a recepção dos calouros do curso que ingressam em 2011.2.

A atividade é aberta para os demais alunos e cidadãos que se dispuserem a fazer a doação. Para doar é necessário apresentar documento oficial com foto e os menores de 18 anos precisam de autorização dos pais ou responsável. A triagem dos doadores será feita no próprio local.

Para o presidente do CAAT Wagner Dennyson, trotes que cultivam valores de solidariedade, respeito e fraternidade, marcam de forma positiva a entrada desses jovens no ensino superior. De acordo com o jovem “a União Nacional dos Estudantes apóia a iniciativa e orienta os centros acadêmicos e DCE’s a organizarem trotes não violentos, tais como palestras, debates e outras atividades como a realizada na Fa7”.

Contatos:
Wagner Dennyson – Presidente do CAAT: (85)9903.5684
Ivo Braga – Diretor da UNE: (85)9902.3767

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Ivo Braga - PNE: é hora de avançar  

Para o diretor da UNE no Ceará, o estudante Ivo Braga, a luta pelos avanços na educação passa pela aprovação de um Plano Nacional de Educação (PNE) que atenda aos desafios atuais do povo Brasileiro. Destaca ainda a mobilização dos estudantes nos últimos meses pela elevação dos investimentos na área, através da destinação de 10% do PIB na educação. Confira:

Tramitando na Câmara dos Deputados desde 20 de dezembro do ano passado, o Projeto de Lei 8.035/2010, que trata do novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011/2020 é alvo de intensa disputa na sociedade. Para apressar sua tramitação na casa o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), criou, no último dia 22 de março, uma Comissão Especial para analisar o Plano.

Visando avanços na educação brasileira decidimos, ainda ano passado, entrar de corpo e alma nessa disputa. Prova disso foi a convocação unitária, pelo conjunto de correntes que compõem a UNE, da Jornada Nacional de Lutas desse ano. Jornada que se materializou em uma série de debates e passeatas por todo o país reivindicando o investimento de 10% do PIB para a Educação.

Obtivemos grande êxito na realização da Jornada, sendo inclusive recebidos pela presidenta Dilma Rousseff, a quem entregamos documento com as 59 emendas elaboradas pelo movimento estudantil ao projeto de lei original. A campanha também se deu na internet através da hashtag #EducaçãoTemQueSer10 que recebeu inúmeras adesões no Twitter.

Demos um importante passo na aprovação de um PNE avançado que contemple as demandas do nosso povo. Mostrando grande força e capacidade de mobilização e trazendo para o centro do debate a Educação brasileira. Acreditamos que o investimento prolongado de uma grande parcela do nosso PIB na educação é o caminho para trilharmos um desenvolvimento robusto e duradouro para o Brasil.

Portanto, é dever daqueles que são comprometidos com o Brasil, manter constante mobilização. Para nós da União Nacional dos Estudantes, que vivemos o período especial de construção do nosso 52º Congresso, é fundamental formar no bojo deste processo uma grande corrente de estudantes universitários a favor da aprovação das nossas emendas ao projeto.

Além disso, temos que participar de iniciativas como a do “Movimento PNE pra valer” de sensibilizar os parlamentares sobre a importância da incorporação das emendas do movimento educacional ao projeto.

Para conquistar um novo PNE avançado e a serviço do Brasil é necessário superar as divergências e mobilizar o conjunto da sociedade. Nossa história já provou que todas as transformações pelas quais passamos foram alcançadas através de intensas mobilizações. E é justamente isso que nos dirá a dimensão da nossa vitória, quanto mais povo na rua mais avançado o PNE.


Ivo Braga é estudante de Jornalismo da UFC e diretor da UNE.

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Estudantes ocuparão Brasília em defesa de suas bandeiras no PNE  

Com objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a importância de mais investimentos para a educação, estudantes organizam intervenções em todo o país. Uma grande marcha na próxima quinta-feira (24) em Brasília levará 10 mil ao planalto central e a presidente Dilma acenou com a possibilidade de receber a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) em audiência.

Com a chamada “A educação tem que ser 10 – Por um Plano Nacional de Educação (PNE) a Serviço do Brasil”, a UNE, a Ubes e a ANPG convocam para esta semana uma série de manifestações em todo o Brasil que irão ocorrer de segunda a sexta-feira (21 a 25). A tradicional jornada nacional de lutas das entidades, que acontece anualmente, contará com uma grande marcha em Brasília (DF) na próxima quinta-feira (24), para levar ao ministro da educação, aos presidentes das casas legislativas e, também, à presidente Dilma Rousseff, documento com as reivindicações dos estudantes para o próximo período.

A audiência com o Ministro Fernando Haddad está confirmada para as 17 horas e a presidente Dilma, em conversa com o presidente da Ubes, Yann Evannovick, nesta segunda-feira (21), disse que tem disposição de receber os estudantes na quinta-feira (24). Segundo Yann, Dilma afirmou, a respeito da passeata, que “é assim que movimento social tem que se portar, pressionar e pautar o governo”, demonstrando respeito ao movimento estudantil e atenção à pauta.

Na pauta, o PNE

Segundo o presidente da Ubes as entidades estudantis terão sua atenção voltada o Plano Nacional de Educação (PNE). Essa pauta vai desde a luta pelo passe livre, democracia na escola, ampliação de vagas nas universidades públicas, reajuste das bolsas de pós-graduação, regulamentação do ensino privado, até a aceleração do ingresso dos jovens no mercado de trabalho, “para que o jovem saia do ensino médio com uma profissão – sem perder a perspectiva de ingresso no ensino superior”, defende Yann. “Todas essas questões estão vinculadas ao financiamento, por isso pautamos no centro da Jornada as pautas de 10% do PIB e 50% do fundo social do Pré-sal para a educação”, completa o presidente da Ubes. Os estudantes criticam também a ortodoxia na política econômica do novo governo, refletida no corte de 50 bilhões, atingindo o financiamento das universidades.

Yann explica que a proposta de PNE encaminhada para o Congresso Nacional prevê 7% do PIB para a Educação. “Acreditamos que esta pauta cabia há 10 anos atrás, quando foi aprovada pelo Congresso e vetada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso no PNE passado. Agora, para diminuir a dívida que existe com a educação, cujo montante é cada dia maior, é preciso garantir uma quantidade maior de recursos”, reforça o estudante.

Sem veto

Uma sinalização positiva dada pelo então presidente Lula em acordo com a presidente Dilma Rousseff em 2010 foi a aprovação de uma medida que impede a Presidência da República de vetar qualquer artigo do PNE que se refira a investimentos. Isso significa que se o movimento tiver uma vitória em relação ao financiamento da educação no Congresso Nacional ela estará garantida, sem possibilidade de veto.

Além das pautas gerais relacionadas ao PNE, em cada lugar haverá a incorporação de bandeiras locais aos protestos, como a luta pela melhoria do transporte público e mais investimentos na educação municipal e estadual. Serão cerca de 120 atividades em universidades, 40 passeatas e atos de rua em mais de 70 cidades de todas as regiões do país.

Momento único

Para o presidente da UNE, Augusto Chagas, o Brasil vive momento único de oportunidades em diversas áreas e precisa se convencer de que é “necessário e urgente priorizar a educação em todas as suas etapas”. Chagas convoca: “Por isso, vamos às ruas nessa jornada para tornar público o debate deste Plano Nacional de Educação que é tão decisivo. Precisamos envolver a sociedade para discutir a educação que queremos para os próximos dez anos”.

A presidente da ANPG, Elisangela Lizardo, defende que "é importante as entidades estudantis, os sindicatos de professores e outras organizações que lutam em defesa da educação se unificarem em torno da defesa de uma educação plural, crítica e de qualidade, pois é necessária ao nosso país a formação de pessoas qualificadas, capazes de desenvolver bons trabalhos e se realizarem pessoalmente". A principal pauta da ANPG na jornada é o aumento de bolsas mestrado e doutorado, que estão há 3 anos sem reajuste. "Defendemos o reajuste de acordo com último Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG), que previa o aumento de 50% do valor das bolsas de pesquisa entre 2005 e 2010. Já há um novo plano e a meta não foi cumprida. Neste reajuste, é preciso considerar ainda a taxa de inflação", explicou Elisangela, que esclareceu, ainda, que o objetivo da pauta é valorizar o pesquisador, "que é um elemento central no desenvolvimento de pesquisa e inovação para o país e para a garantia da soberania nacional", disse.

Durante a jornada nacional da lutas, as entidades irão também apresentar as suas 59 emendas ao Plano Nacional de Educação e lançar a campanha #educacaotemqueser10 no Twitter. Nesta quinta-feira (24) está previsto um “twittaço” sobre o tema.

Confira o calendário de lutas:

Segunda-feira (21), Dia Nacional de Ocupações

Será um dia de atividades simultâneas com intervenções políticas e culturais em dezenas de universidades. Haverá série de ocupações de reitorias e espaços dentro das instituições a partir desta segunda-feira, 21 de março, dando início à onda de protesto. A abertura oficial ocorreu durante debate na USP, no Centro Acadêmico 11 de Agosto, ao meio-dia, com o tema da jornada “A educação tem que ser 10 – Por um Plano Nacional de Educação (PNE) a Serviço do Brasil”.

Terça-feira (22), passeata em São Paulo

Os estudantes voltam às ruas da capital paulista para mais uma passeata contra o aumento abusivo nas tarifas do transporte público. A concentração será às 10 horas no vão livre do Masp. De lá, a marcha prossegue em direção à Assembléia Legislativa, onde está em tramitação a Proposta Emenda Constitucional (PEC) do Pré-sal municipal, que cria o Fundo Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social. O Fundo gerenciará os recursos provenientes do Pré-Sal para o estado de São Paulo e já destina 50% para Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia.

Quarta-feira (23), passeata no Rio de Janeiro

A jornada nacional de lutas organiza uma grande passeata no Rio de Janeiro embalada pelos protestos contra a visita do presidente dos Estados Unidos Barack Obama. Os estudantes vão se concentrar na quarta-feira (23) na Candelária, às 10 horas, e de lá partem para a Câmara Municipal. O objetivo é pressionar o voto dos parlamentares a favor do projeto de lei que estará tramitando no dia e garantirá a meia passagem no transporte público aos alunos do ProUni e beneficiados por programas de cotas e reserva de vagas.

Quinta-feira (24), Grande Marcha em Brasília

Cerca de 10 mil estudantes tomarão Brasília colorindo a Esplanada dos Ministérios com a irreverência característica do movimento estudantil. A concentração será às 10 horas, em frente à Biblioteca Nacional. A marcha, que terá o reforço de uma bateria de samba, seguirá para o Congresso Nacional. Lá, os estudantes esperam ser recebidos por Dilma Rousseff. A audiência já foi solicitada e o objetivo será dialogar com a nova presidente a pauta de reivindicações, principalmente, a respeito de dois temas: o veto do presidente Lula ao projeto de lei que destina 50% do fundo social do Pré-sal para a educação e os recentes cortes no orçamento que podem atingir o financiamento das universidades.
Da redação, Luana Bonone, com assessoria

Fonte: www.vermelho.org.br

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Contra arrocho na Educação, juventude terá jornada de lutas  

Por conta da tesoura em R$3 bilhões no orçamento da pasta, o movimento estudantil pressionará o governo com grandes mobilizações.

O anúncio do corte de R$3 bilhões no orçamento da Educação anunciado na última segunda-feira (28) foi entendido pelos movimentos sociais – e principalmente o estudantil – como um retrocesso no crescimento contínuo visto nos últimos anos. Ao contrário do que foi dito no primeiro pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, a equipe econômica do Planalto conteve a ampliação das transformações do Brasil via ensino público ao estabelecer uma verba menor ao setor.

Por conta da tesoura em R$3 bilhões no orçamento da pasta, o movimento estudantil pressionará o governo com grandes mobilizações.

O anúncio do corte de R$3 bilhões no orçamento da Educação anunciado na última segunda-feira (28) foi entendido pelos movimentos sociais – e principalmente o estudantil – como um retrocesso no crescimento contínuo visto nos últimos anos. Ao contrário do que foi dito no primeiro pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, a equipe econômica do Planalto conteve a ampliação das transformações do Brasil via ensino público ao estabelecer uma verba menor ao setor.

Fonte: site nacional da UJS

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UJS/Ceará: Encontro Universitário define agenda de mobilização  

Final de semana agitado para a turma da UJS do Ceará com a realização do seu III Encontro Universitário, que reuniu entre os dias 25 e 27 os filiados e amigos para debater e aprofundar a intervenção da entidade no movimento universitário.

Os estudantes de instituições públicas e privadas presentes ao encontro abordaram a situação do ensino superior no Brasil e, ao final, definiram uma agenda de atividades que visa fazer do movimento “Transformar o Sonho em Realidade” o maior do Ceará no 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes.

O momento atual no Brasil e no mundo foi o tema que abriu o encontro. Após sua avaliação sobre o cenário político, o dirigente nacional da UJS Edilson Fialho apontou os principais desafios para a juventude neste momento de grande efervescência política. “O movimento estudantil sempre tem um lado, não podemos ficar em cima do muro. As coisas estão melhores, sim. Isso é uma verdade. Mas, ainda tem muita coisa que pode melhorar, e é aí que está a nossa luta, para avançar, para ter mais melhorias para os estudantes” finalizou Edilson Fialho.


Buscando aprofundar a compreensão dos problemas da educação superior, o encontro mergulhou na história do ensino universitário brasileiro, desde o momento da chegada dos portugueses, até os dias de hoje.

Logo em seguida, o vice-presidente regional da UNE, Ivo Braga, apresentou as principais bandeiras do movimento estudantil, ressaltando a necessidade de uma reforma urgente no ensino superior. Segundo o líder estudantil, “ a discussão do Plano Nacional da Educação (PNE) abre espaço para que os estudantes possam pautar suas demandas e propor melhorias para a educação”, avaliou.

Uma intensa agenda de atividades foi construída visando garantir uma forte presença do movimento “Transformar o Sonho em Realidade” (1) nas principais instituições de ensino superior do Ceará. As Jornadas de Lutas entre os dias 21 e 25 de março e a mobilização para o Congresso da UNE estão no centro da ação da UJS neste 1º semestre. “O objetivo da UJS é colocar os estudantes cearenses nas ruas para garantir as reformas que o Brasil necessita, com foco no financiamento da educação, tendo em vista garantir no PNE os 10% do PIB para a educação e a derrubada do veto do Lula aos 50% do pré-sal para educação", destacou Flávio Vinícius, presidente estadual da UJS.

1 – Movimento ao 52º Congresso da UNE

De Fortaleza,
Blog da UJS Ceará

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Movimentos sociais são contra o aumento da passagem  

Movimentos sociais de Fortaleza promoveram hoje, 23, na Praça do Ferreira, um ato contra o aumento da passagem. Vejam a nota:

MOVIMENTOS SOCIAIS CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM

Venha com a gente, embarque nessa luta!

Outra vez a mesma história. Depois de dar um aumento desprezível para os motoristas e cobradores de ônibus (7%), os empresários do transporte de passageiros vêm com essa conversa de aumentar a passagem (22%) para cobrir o seu prejuízo. E nesse jogo, quem sempre se dá mal somos nós que dependemos desse sistema de transporte para sobreviver.

Já não basta o sofrimento de todos os dias com ônibus lotados, quentes e sem nenhum conforto; terminais com filas gigantescas; e viagens demoradas e estressantes. Agora temos que pagar mais caro por um serviço que nunca melhora. E eles argumentam que Fortaleza tem a passagem mais barata das capitais brasileira. Mesmo que seja verdade, o preço ainda é muito alto para a qualidade do transporte que é oferecido.

Nada justifica esse reajuste proposto. E nesse sentido, nós que fazemos parte dos movimentos sociais de Fortaleza não concordamos com qualquer aumento de passagem e exigimos melhorias imediatas no sistema municipal de transporte. Reivindicamos, ainda, a criação do Conselho Municipal de Transporte para que a sociedade participe dessas decisões.

Precisamos impedir esse reajuste e, para isso, contamos com o seu apóio. Não deixe o bonde passar.

Entenda o problema

Nesta terça-feira, 8, representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus) reuniram-se com a prefeita Luizianne Lins e propuseram aumento de 22% em cima do valor atual da passagem. Caso aprovado, o valor passará de R$ 1,80 para R$ 2,20. (O Povo On-line, 09 de fevereiro)

UNE – UBES – FBFF – UNEFORT – ANPG - SEEACONCE – ACES – JPL - UJS – CEBRAPAZ – UBM – UNEGRO – DCE da FIC - Associação do Bairro Ellery – Centro Socorro Abreu – Grêmio da Escola José de Barcelos – Grêmio do Liceu do Ceará

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Em nota, UNE/Ce questiona possível aumento das passagens  

Em resposta ao possível reajuste na tarifa dos ônibus em Fortaleza, o Vice-presidente da União Nacional dos Estudantes do Ceará (UNE/Ce), Ivo Braga, convoca a juventude para ocupar as ruas com o objetivo de impedir que esse aumento seja efetivado. Veja a nota:

UNE-CE conclama luta contra aumento da passagem de ônibus de Fortaleza

Entra ano e sai ano e a ladainha do cartel empresarial de ônibus é a mesma: aumentar abusivamente o valor das passagens em Fortaleza (mais de 22%), com objetivo único de obter maiores lucros, explorando cada vez mais os profissionais do sistema de transporte público e extorquindo os usuários com coletivos cada vez mais lotados.

Com o argumento do recente aumento dos salários dos trabalhadores rodoviários, conquistado no suor de uma árdua luta, o empresariado do sistema de transporte parece convencer a Prefeitura Municipal de Fortaleza de que é necessário manter as já altas taxas de lucro das empresas em detrimento da população da cidade, que, diga-se de passagem, já sofre cotidianamente com a completa falta de planejamento urbano.

Em 2008 comemoramos no curso da campanha eleitoral o quarto ano sem aumento na passagem de ônibus de Fortaleza, fato utilizado como bandeira central da campanha da prefeita Luizianne Lins. Parece que o congelamento do valor da tarifa foi uma ação meramente eleitoral, já que se confirmado, este aumento será o segundo de 2009 pra cá, acumulando em torno de 37% de aumento em menos de dois anos.

Aumentar o valor da passagem é restringir o princípio básico de ir e vir dos cidadãos fortalezenses, dos trabalhadores e dos jovens que necessitam diariamente do sistema de transporte público para ir e vir do trabalho, da escola e da universidade. Além disso, em momento algum é apresentada qualquer contrapartida em termos de melhoria na qualidade do transporte coletivo, ou da malha viária do município.

Então, posicionar-se contra o aumento é ficar do lado daqueles que com a sua força de trabalho constroem cotidianamente a nossa cidade, do lado dos 700 mil jovens fortalezenses que necessitam de oportunidade para se formar e entrar no mercado de trabalho. Portanto, podemos afirmar que no que depender dos estudantes de Fortaleza a passagem de ônibus não vai aumentar, mesmo que seja preciso ocupar as ruas e o Paço Municipal.

Esse aumento não passará! Lutemos em defesa da juventude e dos trabalhadores!


Ivo Braga
Vice-presidente regional da UNE.

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