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A UJS saúda a União dos Jovens Comunistas de Cuba  


A UJS felicita a União dos Jovens Comunistas de Cuba que completa hoje 50 anos de fundação. Leia abaixo carta enviada aos irmãos da UJC de Cuba.

À União da Juventude Comunista de Cuba
A/C.: Jesus Mora - Pepito

Prezados Irmãos,

A União da Juventude Socialista - UJS vem expressar suas sinceras congratulações pelos 50 anos da União da Juventude Comunista de Cuba.

A Revolução Cubana é uma das maiores vitórias históricas da construção de uma sociedade alternativa ao capitalismo predatório. A luta pelo socialismo atual se inspira na vitoriosa experiência da Revolução Cubana. A possibilidade de construir uma sociedade em que os Direitos Sociais são plenamente concretizados, com saúde, educação e trabalho para todos, onde quem vence é o povo e não o lucro privado de alguns, nos inspira cotidianamente a avançar cada vez mais na luta pelo socialismo, e o símbolo desta luta são o nosso Che Guevara e Fidel Castro.

O Brasil historicamente tem sido um parceiro importante para Cuba, situação que se aprofunda nos últimos anos em função da vitória dos governos progressistas Lula/ Dilma em nosso país. Na luta contra o imperialismo norte americano e seu embargo econômico a Cuba, os países latinos e progressistas do mundo inteiro devem se unir na construção de um mundo multipolar. Nesta quadra, Brasil e Cuba são atores decisivos para o desenvolvimento dos países periféricos, com soberania e socialmente equilibrado.

A juventude historicamente tem sido decisiva na construção das mudanças no mundo. Nós, da União da Juventude Socialista, temos a convicção que o aprofundamento das transformações sociais começa pela Juventude, assim o papel que nos é resguardado na história é estratégico. Neste sentido, nos enchemos de felicidade ao constatarmos cotidianamente o papel que a União da Juventude Comunista de Cuba desempenha na política central da ilha, sobretudo na organização dos Estudantes. Essa entidade irmã da UJS, em seus 50 anos de existência, alimenta a nossa força para continuar lutando contra o imperialismo norte americano e pela libertação do nosso povo das amarras impostas pelo sistema capitalista.

Viva a União da Juventude Comunista de Cuba
Viva a Revolução Cubana

Abraços Fraternos,

André Tokarski
Presidente
União da Juventude Socialista

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Ismael Cardoso: Terá fim “El baile rojo” na Colômbia?  

Nota oficial das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), foi divulgada no dia 27 de fevereiro, nela consta a entrega dos últimos seqüestrados civis do movimento guerrilheiro.

Por Ismael Cardoso*

Não entrarei nos porquês da existência de uma guerrilha no território colombiano. As motivações são iguais a todos os movimentos guerrilheiros que pipocaram no século passado no mundo: a luta pela libertação popular, esta é a causa sui generis. Entretanto não faço aqui uma defesa do movimento guerrilheiro, o que a Colômbia precisa é de paz para que seu povo possa seguir o caminho do desenvolvimento e independência que vive outros países da América Latina.

As tentativas de negociar a paz

Não é de hoje que ocorrem tentativas de uma paz negociada, onde os guerrilheiros entregam suas armas e retornam a legalidade. Entretanto, sempre que entregaram suas armas foram cruelmente chacinados.

No governo de Belisário Betancur (1982-1986) iniciaram-se as negociações entre o Estado e os diversos movimentos guerrilheiros. Estas negociações fracassaram e em 1992 o governo declarou guerra integral.

No governo de Andrés Pastrana (1998-2002) as negociações de paz ganharam mais concretude. Pastrana chegou a defender ações avançadas, ele dividiu o drama colombiano da seguinte maneira: de um lado camponeses pobres — que como em todo país andino tem a cultura do plantio de coca — sem alternativa por falta de projetos estatais, de outro lado os verdadeiros traficantes que compram a folha de coca e realizam todo processo de produção da cocaína e, por último, uma guerrilha ideológica. Por tanto, para Pastrana a atuação governamental deveria ocorrer no primeiro caso com incentivo a criação de alternativas aos camponeses, no segundo caso combatendo os traficantes e, em terceiro lugar uma negociação política para que os guerrilheiros entregassem as armas.

“Me refiero a la decisión... de viabilizar la alternatividad productiva... esa erradicación debe complementarse com una estrategia consensuada entre la insurgencia, la comunidad internacional y el Estado colombiano.” [1]

Pastrana foi devidamente enquadrado pelo EUA através do “Plano Colômbia”. A partir de então o termo a ser usado seria “narcoguerrilha”, colocando em pé de igualdade a ser combatido, tanto os camponeses produtores, como os guerrilheiros.

O plano Colômbia tem metas muito duvidosas. Por exemplo: “82% de la ayuda militar de EUA va dirigido a golpear a los cultivadores que participan del 0,67% de precio de venta de las calles de Frankfurt y uma insurgencia que beneficia del 1% del jugoso volumen aprovechado por las organizaciones del narcotráfico. Qué sucede entoces, perguntamos, com el crimen organizado que se beneficia del 99% del capital exportador de cocaína?” [2].

Outro aspecto estranho no plano Colômbia é a possibilidade do presidente dos EUA poder deslocar, sem consulta ao congresso nacional, qualquer número de tropas naquela região, caso considere alguma ameaça grave a suas bases já instaladas no território.

A operação Baile Rojo

Em 1985 nos marcos do diálogo das Farc com o governo de Belisário Betancur, fundou-se a União Patriótica (UP), um partido político legalizado, onde ingressaram todas as lideranças guerrilheiras sem armas, pois, tiveram garantias do Estado colombiano de sua integridade física. Parecia nascer neste momento a solução definitiva dos conflitos na Colômbia.

A União Patriótica foi às ruas e participou das eleições de 1986. Alcançaram êxitos jamais conseguidos por nenhuma força de oposição, elegeram 12 deputados, nove congressistas, 14 prefeitos e 350 conselheiros nacionais, entre os deputados, elegeram-se dois comandantes das Farc que haviam entregado as armas.

Passadas as eleições começa a ser executado um plano que seria denunciado no âmbito internacional, chamado El baile rojo. Consistia em assassinar todos os membros da UP que haviam sido eleitos naquele ano de 1986. Ao final do ano de 1989 haviam sido assassinados dois candidatos a presidente, Jaime Pardo Leal (1986) e Bernardo Jaramillo (1989), oito congressistas, 11 prefeitos e milhares de seus militantes.

Não poderia haver outra consequência para tamanha atrocidade: os guerrielheiros que haviam abandonados suas armas voltaram para as matas e o conflito se reiniciou com toda força e brutalidade.

O massacre permanece

No final do ano de 2011, tive a honra de representar a UJS no congresso da Juventude Comunista Colombiana (Juco) e me impressionou um ato que devia ser uma homenagem aos militantes da Juco que saiam do trabalho de juventude naquele congresso e passariam ao trabalho partidário, no Partido Comunista Colombiano (PCC), entretanto, o ato se transformou numa emocionante homenagem aos últimos militantes da Juco que haviam sido assassinados, entre eles, uma jovem de apenas de 16 anos de idade! Pergunto, “El baile rojo” terminou?

A verdade é que o governo colombiano não tem interesse na paz, com o argumento da “narcoguerrilha”, ampliam o massacre as forças de esquerda — diga-se de passagem que o PCC é um partido legalizado, mas, isso não impede o governo de matar seus militantes — e, no limite, não podem permitir que uma corrente política tão poderosa, que num suspiro de liberdade pôde eleger tantos parlamentares e que ganhou a simpatia do povo com seus candidatos a presidente, atue de maneira livre. Este é um risco que eles não querem correr.

Os países da América Latina precisam participar decididamente das negociações de paz, caso contrário, o massacre continuará, dando argumento para ampliação das bases militares estadunidenses em nosso continente. Como se diz na Juco: “por nossos mortos nenhum minuto de silêncio, mas, uma vida inteira de lutas”.

* Pastrana, Andrés. El plan Colômbia: uma Gran Alianza com el Mundo contra el delito Interncional, por los Derechos Humanos, los Derechos Sociales e por la Ecología. 22 de outubro de 1998.

** Cycedo, Jaime. Paz democrática y emancipación. Colômbia em la hora latinoamericana. Presidente de Partido Comunista Colombiano

*Ismael Cardoso é secretário nacional de Comunicação da UJS

Fonte: www.vermelho.org.br

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Washington legaliza casamento entre pessoas do mesmo sexo  

A governadora de Washington, Chris Gregoire, promulgou nesta segunda-feira (13) a lei que legaliza o casamento homossexual no estado, onde gays e lésbicas poderão casar-se a partir do próximo dia 7 de junho.

Segundo afirmou à agência Efe um porta-voz do escritório da governadora, Gregoire assinou
a lei - na presença de defensores dos direitos homossexuais - que transformará Washington no sétimo estado do país que aprova esta união.

Desta forma, a governadora democrata deu sinal verde à lei aprovada pela Câmara de Representantes de Washington na quarta-feira passada. "Dizemos à nação que o estado de Washington já não nega a seus cidadãos a oportunidade de casar-se com a pessoa que amam e dizemos a todas as crianças de casais do mesmo sexo que sua família é tão importante como todas as outras famílias de nosso estado", declarou a governadora em comunicado após a aprovação parlamentar.

Acrescentou que os congressistas do estado agiram com "coragem, respeito e profissionalismo" para pôr fim a "uma era de discriminação". As associações de homossexuais do estado de Washington receberam a nova lei como "um avanço significativo" e com "grande satisfação", segundo disse à Efe Mac Partlow, de Conselho de Gays, Lésbicas e Bissexuais de Seattle.

A lei entrará em vigor no próximo dia 7 de junho, já que devem passar 90 dias desde sua promulgação, embora os opositores à norma busquem mecanismos legais para anular o texto antes que entre em vigor.

Concretamente, a intenção é obter os mais de 120 mil apoios mediante um plebiscito para evitar que entre em vigor no próximo mês de junho ou promover outra lei que cote o conceito de casamento à união entre uma mulher e um homem, de acordo com o jornal local "The Seattle Times".

Em janeiro e após anos de ambivalência, a governadora Gregoire anunciou que apoiaria o casamento homossexual e ressaltou que sua postura contradizia as doutrinas de sua fé católica.

Com 55 votos a favor e 43 contra, a Câmara de Representantes de Washington deu sinal verde na semana passada à lei, que já tinha sido aprovada pelo Senado estadual em janeiro.

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é legal nos estados de Nova York, Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire e Vermont, assim como no Distrito de Columbia.

Outros estados, especialmente na costa Leste e Oeste, permitem outros tipos de reconhecimentos legais para casais de gays e lésbicas.

Um tribunal federal de apelações na Califórnia declarou na terça-feira passada que a proibição dos casamentos entre pessoas do mesmo sexo é inconstitucional, o que representa um passo adiante para a aprovação das uniões entre homossexuais nesse estado.

Fonte: Efe

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Reformas econômicas preservam sistema de educação cubano  


O amplo processo de reformas econômicas, acelerado nos últimos anos com a chegada de Raúl Castro à Presidência, tem gerado muitas discussões em Cuba. A reintrodução paulatina da atividade privada, após décadas de controle estatal, é defendida pelo governo como forma de dinamizar e modernizar a economia, e, sem dúvida, tem provocado mudanças profundas na sociedade cubana.

Mas se ajustes precisam ser feitos no modelo econômico, há pelo menos um setor em que poucos defendem grandes alterações: o sistema educacional, cujos resultados são reconhecidos internacionalmente.

Desde a revolução, em 1959, a educação sempre esteve no topo da lista de prioridades em Cuba, mesmo no Período Especial (1990-2000), quando a economia local enfrentava a maior crise de sua história. Essa lógica deve sobreviver à “adaptação do modelo”, garante o presidente da Assembleia Nacional do Popular, Ricardo Alarcón. “Não vamos privatizar a educação, nem a saúde pública, nem desmantelar o sistema de seguridade e assistência social dos quais dispõem e desfrutam todos os cubanos”, afirma.

De fato, o documento elaborado a partir das conclusões do VI Congresso do Partido Comunista, realizado entre 17 e 19 de abril de 2011, reserva espaço de uma página apenas para tratar de educação, e o verbo “continuar” está presente em quase todos os parágrafos.

Foi definido como objetivo “atualizar o ensino de acordo com as novas tecnologias” e aumentar o número de vagas em cursos técnicos e superiores nas áreas de agropecuária, tecnologia e pedagogia.

Atualmente, a taxa de analfabetismo em Cuba é inferior a 1% entre jovens e adultos – em 1959, quando a Revolução derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista, 35% dos cubanos não sabiam ler e escrever. De acordo com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), é ainda o décimo quarto país do mundo, num total de 128 que compõem o ranking, que mais cumpre as metas estabelecidas pela agência da ONU. “Um desempenho extremamente bom”, concluiu o último relatório da entidade.

Fonte: Opera Mundi

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Solidariedade com a juventude Iraquiana  

Manifesto pela liberdade de expressão e contra a repressão autoritária no Iraque.

Um grande número de participantes de manifestações no Largo Tahrir, em Bagdá, na manhã do dia 27 de maio de 2011, foram presos pela guarda nacional.

A Federação da Juventude Democrática Iraquiana e a União Geral dos Estudantes da República do Iraque condenam fortemente as restrições à democracia praticadas pelo governo do Iraque. O governo do Iraque proibiu as manifestações pacíficas e a liberdade de expressão. Esses são alguns graves sinais da volta da mentalidade repressiva e autoritária.

Exigimos do governo iraquiano a imediata liberação de todos os presos políticos, que foram detidos por participarem de manifestações pacíficas. Protestos pacíficos são garantidos pela constituição do Iraque e seu impedimento, além de inconstitucional, é um ataque aos direitos humanos.

Reafirmamos nosso apoio às reinvidicações legítimas do povo iraquiano que clamam por reformas do regime, combate à corrupção e justiça social.

Com informações da União Geral dos Estudantes da República do Iraque (GUSIR) e da Federação Iraquiana da Juventudes Democráticas (IDYF)

Fonte: www.ujs.org.br

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Entidades farão ações de repúdio à presença de Obama no Brasil  

Entidades do movimento social brasileiro representadas na Ceoordenação de Movimentos Sociais (CMS), entre elas Cebrapaz, CUT, MST, UNE, Ubes, CTB, Conam, Unegro e sindicatos estaduais e municipais de várias capitais estão organizando ações de repúdio contra o chefe do imperialismo estadunidense, Barack Obama.

As entidades criticam a política de duas caras do mandatário dos Estados Unidos, que utiliza uma retórica demagógica de defesa da paz e dos direitos humanos, mas na prática realiza uma política militarista e de intervenção contra países e povos soberanos.

Os protestos mostram que a manifestação organizada pelo governo estadual do Rio de Janeiro, com a colaboração da embaixada dos EUA no Brasil, na Cinelândia, não reflete os sentimentos do povo brasileiro.

Leia a íntegra do documento que circula entre as entidades do movimento social e será submetida a apreciação e aprovação em plenária a ser realizada na quarta-feira (16).

"Os movimentos sociais brasileiros rechaçam a presença de Barack Obama em nosso país.
Obama chegou à presidência dos Estados Unidos em 2008 opondo-se em tese à política de guerra de George W. Bush e fazendo promessas de paz e respeito ao direito internacional.
A evolução dos acontecimentos mostrou que a política externa do imperialismo norte-americano continua em essência a mesma.

O atual mandatário dos Estados Unidos mantém a orientação belicista de ocupar países e agredir povos em nome da “luta contra o terrorismo”. Seu objetivo principal é reafirmar a hegemonia estadunidense no mundo, inclusive na área militar.

Sob Barack Obama, os Estados Unidos mantiveram a presença das tropas de ocupação no Iraque e no Afeganistão.

O imperialismo estadunidense, sob a presidência de Barack Obama reafirmou o apoio à política genocida do Estado sionista israelense contra o povo palestino.

Foi sob a liderança de Barack Obama que a principal organização agressiva do imperialismo, a Otan – Organização do Tratado do Atlântico Norte consagrou o “novo conceito estratégico”, arrogando-se o direito de intervir militarmente em qualquer região do planeta. É também Obama que estimula a instalação de bases militares em todo o mundo.

É a gestão de Barack Obama que, reafirmando a primazia norte-americana quanto à posse e uso de armas nucleares, exerce chantagens, pressões, ameaças e sanções contra os países que não aceitam os ditames dos EUA nesta questão.

Como latino-americanos, afirmamos que a política dos Estados Unidos para a América Latina não mudou em nada. Não aceitamos a manutenção do bloqueio a Cuba, as provocações contra a Venezuela, a Nicarágua, a Bolívia e o Equador.

O governo Obama apoiou o golpe militar em Honduras, que retirou do poder o presidente legitimo Manuel Zelaya, e mantém o apoio ao atual governo de fato, que é denunciado por inúmeras violações aos direitos humanos. Na sequência do golpe, os EUA instalaram duas novas bases militares neste país.

Repudiamos a ampliação da presença militar dos EUA na região, tanto as iniciativas para instalar novas bases militares na Colômbia, quanto a movimentação de tropas na Costa Rica e no Panamá.

Os Estados Unidos, no apagar das luzes do governo de Bush, reativaram a 4ª Frota de sua marinha de guerra, que Obama mantém. A presença dessa frota agressiva constitui uma ameaça a todos os países soberanos da região. No caso do Brasil, é uma clara ameaça em relação às imensas jazidas petrolíferas descobertas em nossa costa.

Os Estados Unidos nunca abriram mão do objetivo de dominar nossos países e continuam considerando nosso continente como sua área de influência. Sua cobiça sobre nossas riquezas é ilimitada.

Obama chega ao Brasil num momento em que os Estados Unidos e seus aliados, principalmente os europeus, preparam-se para realizar novas intervenções militares. Agora, no norte da África, onde, com vistas a assegurar o domínio sobre o petróleo, adotam a opção militar como a principal estratégia. O imperialismo estadunidense quer arrastar as Nações Unidas para sua aventura.

Hoje, 20 de março, dia em que Obama visita o Brasil, acontecem manifestações em todo o mundo convocadas pela Assembleia Mundial dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Mundial de Dacar, Senegal. O dia de mobilização global foi convocado para afirmar a “defesa da democracia, o apoio e a solidariedade ativa aos povos da Tunísia e do Egito e do mundo árabe”. O 20 de março é um Dia Mundial de Luta contra as bases militares dos Estados Unidos, de solidariedade com o povo árabe e do norte da África e também de apoio à resistência palestina e saharauí.

O Brasil e a América latina vivem um novo momento, de democracia, soberania, interação e unidade e estão criando seus próprios mecanismos multilaterais. Não aceitam mais viver sob o jugo e a ingerência do imperialismo norte-americano".

Queremos um mundo de paz e solidariedade!

Abaixo o imperialismo estadunidense!

O imperialismo não é invencível e será derrotado!

Fonte: www.vermelho.org.br

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Carta de Michael Moore aos estudantes de Wisconsin  

"Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida", diz Michael Moore em carta enviada a estudantes do Estado de Wisconsin, que saíram às ruas contra um projeto para cortar direitos trabalhistas dos funcionários públicos do Estado.
Redação

Milhares de servidores públicos unidos a grupos estudantis realizaram protestos sábado (19) em frente ao Capitólio do estado norte-americano do Winsconsin, na cidade de Madison. Foi o quinto dia de manifestações contra um projeto de lei apresentado pelo novo governador, o republicano Scott Walker. O objetivo do projeto é cortar gastos do orçamento estadual através da supressão de direitos trabalhistas em todo o Estado. O suposto equilíbrio das contas do Estado ocorreria com a anulação dos convênios coletivos com os funcionários públicos. Entusiasmado com a mobilização dos estudantes, o cineasta Michael Moore enviou uma carta aberta para eles pedindo que se rebelem. Segue a carta:

Caros Estudantes:

Que inspiração, a de vocês, que se uniram aos milhares de estudantes das escolas de Wisconsin e saíram andando das salas de aula há quatro dias e agora estão ocupando o prédio do State Capitol e arredores, em Madison, exigindo que o governador pare de assaltar os professores e outros funcionários públicos !

Tenho de dizer que é das coisas mais entusiasmantes que vi acontecer em anos.

Vivemos hoje um fantástico momento histórico. E aconteceu porque os jovens em todo o mundo decidiram que, para eles, basta. Os jovens estão em rebelião – e é mais que hora!

Vocês, os estudantes, os adultos jovens, do Cairo no Egito, a Madison no Wisconsin, estão começando a erguer a cabeça, tomar as ruas, organizar-se, protestar e recusar a dar um passo de volta para casa, se não forem ouvidos. Totalmente sensacional!!

O poder está tremendo de medo, os adultos maduros e velhos tão convencidos que que fizeram um baita trabalho ao calar vocês, distraí-los com quantidades enormes de bobagens até que vocês se sentissem inpotentes, mais uma engrenagem da máquina, mais um tijolo do muro. Alimentaram vocês com quantidades absurdas de propaganda sobre “como o sistema funciona” e mais tantas mentiras sobre o que aconteceu na história, que estou admirado de vocês terem derrotado tamanha quantidade de lixo e estejam afinal vendo as coisas como as coisas são.

Fizeram o que fizeram, na esperança de que vocês ficariam de bico fechado, entrariam na linha e obedeceriam ordens e não sacudiriam o bote. Porque, se agitassem muito, não conseguiriam arranjar um bom emprego! Acabariam na rua, um freak a mais. Disseram que a política é suja e que um homem sozinho nunca faria diferença.

E por alguma razão bela, desconhecida, vocês recusaram-se a ouvir. Talvez porque vocês deram-se conta que nós, os adultos maduros, lhes estamos entregando um mundo cada vez mais miserável, as calotas polares derretidas, salários de fome, guerras e cada vez mais guerras, e planos para empurrá-los para a vida, aos 18 anos, cada um de vocês já carregando a dívida astronômica do custo da formação universitária que vocês terão de pagar ou morrerão tentando pagar.

Como se não bastasse, vocês ouviram os adultos maduros dizer que vocês talvez não consigam casar legalmente com quem escolherem para casar, que o corpo de vocês não pertence a vocês, e que, se um negro chegou à Casa Branca, só pode ter sido falcatrua, porque ele é imigrado ilegal que veio do Quênia.

Sim, pelo que estou vendo, a maioria de vocês rejeitou todo esse lixo. Não esqueçam que foram vocês, os adultos jovens, que elegeram Barack Obama. Primeiro, formaram um exército de voluntários para conseguir a indicação dele como candidato. Depois, foram as urnas em números recordes, em novembro de 2008. Vocês sabem que o único grupo da população branca dos EUA no qual Obama teve maioria de votos foi o dos jovens entre 18 e 29 anos? A maioria de todos os brancos com mais de 29 anos nos EUA votaram em McCain – e Obama foi eleito, mesmo assim!

Como pode ter acontecido? Porque há mais eleitores jovens em todos os grupos étnicos – e eles foram às urnas e, contados os votos, viu-se que haviam derrotado os brancos mais velhos assustados, que simplesmente jamais admitiriam ter no Salão Oval alguém chamado Hussein. Obrigado, aos eleitores jovens dos EUA, por terem operado esse prodígio!

Os adultos jovens, em todos os cantos do mundo, principalmente no Oriente Médio, tomaram as ruas e derrubaram ditaduras. E, isso, sem disparar um único tiro. A coragem deles inspira outros. Vivemos hoje momento de imensa força, nesse instante, uma onda empurrada por adultos jovens está em marcha e não será detida.

Apesar de eu, há muito, já não ser adulto jovem, senti-me tão fortalecido pelos acontecimentos recentes no mundo, que quero também dar uma mão.

Decidi que uma parte da minha página na Internet será entregue aos estudantes de nível médio para que eles – vocês – tenham meios para falar a milhões de pessoas. Há muito tempo procuro um meio de dar voz aos adolescentes e adultos jovens, que não têm espaço na mídia-empresa. Por que a opinião dos adolescentes e adultos jovens é considerada menos válida, na mídia-empresa, que a opinião dos adultos maduros e velhos?

Nas escolas de segundo grau em todos os EUA, os alunos têm ideias de como melhorar as coisas e questionam o que veem – e todas essas vozes e pensamentos são ou silenciadas ou ignoradas. Quantas vezes, nas escolas, o corpo de alunos é absolutamente ignorado? Quantos estudantes tentam falar, levantar-se em defesa de uma ou outra ideia, tentar consertar uma coisa ou outra – e sempre acabam sendo vozes ignoradas pelos que estão no poder ou pelos outros alunos?

Muitas vezes vi, ao longo dos anos, alunos que tentam participar no processo democrático, e logo ouvem que colégios não são democracias e que alunos não têm direitos (mesmo depois de a Suprema Corte ter declarado que nenhum aluno ou aluna perde seus direitos civis “ao adentrar o prédio da escola”).

Sempre fico abismado ao ver o quanto os adultos maduros e velhos falam aos jovens sobre a grande “democracia” dos EUA. E depois, quando os estudantes querem participar daquela “democracia”, sempre aparece alguém para lembrá-los de que não são cidadãos plenos e que devem comportar-se, mais ou menos, como servos semi-incapazes. Não surpreende que tantos jovens, quando se tornam adultos maduros, não se interessem por participar do sistema político – porque foram ensinados pelo exemplo, ao longo de 12 anos da vida, que são incompetentes para emitir opiniões em todos os assuntos que os afetam.

Gostamos de dizer que há nos EUA essa grande “imprensa livre”. Mas que liberdade há para produzir jornais de escolas de segundo gráu? Quem é livre para escrever em jornal ou blog sobre o que bem entender? Muitas vezes recebo matérias escritas por adolescentes, que não puderam ser publicadas em seus jornais de escola. Por que não? Porque alguém teria direito de silenciar e de esconder as opiniões dos adolescentes e adultos jovens nos EUA?

Em outros países, é diferente. Na Áustria, no Brasil, na Nicarágua, a idade mínima para votar é 16 anos. Na França, os estudantes conseguem parar o país, simplesmente saindo das escolas e marchando pelas ruas.

Mas aqui, nos EUA, os jovens são mandados obedecer, sentar e deixar que os adultos maduros e velhos comandem o show.

Vamos mudar isso! Estou abrindo, na minha página, um “JORNAL DA ESCOLA” [orig. "HIGH SCHOOL NEWSPAPER", em http://mikeshighschoolnews.com/]. Ali, vocês podem escrever o que quiserem, e publicarei tudo. Também publicarei artigos que vocês tenham escrito e que foram rejeitados para publicação nos jornais das escolas de vocês. Na minha página vocês serão livres e haverá um fórum aberto, e quem quiser falar poderá falar para milhões.

Pedi que minha sobrinha Molly, de 17 anos, dê o pontapé inicial e cuide da página pelos primeiros seis meses. Ela vai escrever e pedirque vocês mandem suas histórias e ideias e selecionará várias para publicar em MichaelMoore.com. Ali estará a plataforma que vocês merecem. É uma honra para mim que se manifestem na minha página e espero que todos aproveitem.

Dizem que vocês são “o futuro”. O futuro é hoje, aqui mesmo, já. Vocês já provaram que podem mudar o mundo. Aguentem firmes. É uma honra poder dar uma mão.

Tradução: Vila Vudu

Fonte:Carta Maior

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Berlusconi com a calcinha na cabeça  

Por Altamiro Borges

Cerca de mil pessoas realizaram ontem (6) mais um protesto nos arredores da residência "privada" do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, em Arcore, a 20 quilometros de Milão. Os manifestantes exigiram a renúncia do fascistóide, acusado de corrupção, desvio ilegal de divisas e prostituição - no escândalo envolvendo a garota marroquina Ruby.

Segundo relato do jornal O Globo, "o que começou como um bem-humorado protesto, convocado pelo movimento Popolo Viola (Povo Rosa), acabou em violência. Manifestantes e policiais se enfrentaram quando oficiais à paisana, do batalhão de Choque dos Carabinieri e agentes do serviço secreto impediram a aproximação de grupos dos portões da casa do premier. Pelo menos duas pessoas foram detidas".

Entre os cartazes expostos, alguns apimentados: "O rei está nu e é todo flácido". Outros revelaram o descrédito do primeiro-ministro, que corre o sério risco de ser cassado pelo parlamento. "Você vai ter a condenação penal, já que possui a nossa condenação moral". Apesar do desgaste, Silvio Berlusconi ainda insiste nas suas bravatas contra o Brasil, em decorrência da não extradição do ativista Cesare Battisti. Ele realmente não tem qualquer moral!


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14/06: Será lançado o Comitê Preparatório para o 17º Festival Mundial da Juventude  

Na próxima segunda-feira, 14 de junho, às 18 horas, na Câmara Municipal de São Paulo, ocorrerá o ato de lançamento do Comitê Nacional Preparatório (CNP) para o 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (FMJE).

O evento contará com a participação do Secretário Geral da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), Jesus Mora, e um representante da Juventude do Congresso Nacional Africano (ANC) - mesmo partido de Nelson Mandela e do atual presidente Jacob Zuma -, do vereador de São Paulo Jamil Murad, além de dirigentes do movimento estudantil, dos movimentos sociais, juventudes partidárias e outras autoridades. O tema do 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes é: Por um Mundo de Paz, Solidariedade e Transformações Sociais, derrotemos o imperialismo!

O Festival Mundial da Juventude tem história

Trata-se do principal encontro internacional de juventude, cuja primeira edição foi realizada na cidade de Praga, antiga Tchecoslováquia, dois anos após o final da Segunda Guerra Mundial. Na ocasião teve como eixo central a denúncia dos crimes cometidos pelo nazi-fascismo. De lá para cá, o Festival percorreu os continentes europeu, asiático, africano e latino-americano. O mais recente foi organizado na cidade de Caracas, capital da Venezuela, em agosto de 2005. Esta será a primeira vez que o evento ocorrerá na África subsaariana.

O festival deve reunir mais de 20 mil jovens no mês de dezembro no distrito de Soweto, bairro no subúrbio de Johanesburgo, que ficou mundialmente conhecido como palco de resistência antirracista na luta contra o Apartheid, como foi o Massacre de Soweto em 1976, quando houve uma repressão policial a uma passeata estudantil com mais de 10 mil participantes. A África do Sul é também o foco de atenção de todo o mundo por sediar a Copa do Mundo de Futebol.

No evento são discutidos temas de interesse da juventude mundial como educação, emprego, esporte, cultura, saúde, entre outras inúmeras atividades de intercâmbio social, também exposições, concursos artísticos e torneios esportivos.

Comitê divulga o Festival

Após o lançamento do comitê preparatório, as delegações internacionais seguirão em visita às principais cidades brasileiras divulgando o Festival. A ideia é estimular a participação e debate entre a juventude brasileira acerca dos principais eixos temáticos do evento, além de incentivar a organização de caravanas ao evento.

O que: Lançamento do Comitê Nacional Preparatório ao 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes

Onde: Câmara Municipal de São Paulo, Auditório Sérgio Vieira de Melo

Data: segunda-feira, 14 de junho de 2010

Hora: 18 às 21h


Fonte: www.ujs.org.br

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UJS participa de ato em solidariedade a Cuba  

A UJS e diversas organizações dos movimentos sociais lotaram o auditório da Câmara de Vereadores de São Paulo para prestar solidariedade ao povo cubano, no ato organizado pelo Cebrapaz e pelos vereadores do PCdoB Jamil Murad e Netinho.

Foi um ato muito bonito, marcado pela forte solidariedade e pela denúncia da forte investida que faz a mídia e o imperialismo no sentido de tentar desmoralizar, caluniar e derrotar a revolução cubana. Não é de se estranhar... Os ataques à revolução cubana são parte da reação imperialista ao momento novo que vive a América Latina. Não aceitamos mais sermos o quintal dos Estados Unidos. O povo latino-americano quer trilhar um caminho diferente para suas nações, com independência, soberania, desenvolvimento e integração regional. E a rebelde ilha caribenha é um exemplo de resistência e de que há alternativa ao sistema capitalista: o socialismo.

A ofensiva midiática contra Cuba acusa a revolução de ser anti-democrática e de manter presos políticos. Nunca falam, no entanto, que os Estados Unidos mantém encarcerados por mais de 10 anos 5 patriotas cubanos, sem direito a visita dos seus familiares. Não fazem nenhum tipo de cobertura às eleições cubanas. Não comentam uma palavra sobre suas universidades, seu sistema de saúde, sobre o criminoso bloqueio econômico contra a ilha.

Em meio à crise do capitalismo, à formação de blocos regionais e econômicos e sucessivas vitórias eleitorais de um campo nacionalista, democrático e popular na América Latina, o imperialismo responde: reativa a quarta frota naval na América do Sul, instala novas bases militares na Colômbia, coloca a mídia a favor da divisão da região, tentando desmoralizar a revolução cubana.

Por isso, a solidariedade ao povo cubano e a defesa da unidade latino-americanas são parte importante da luta anti-imperialista. Aproveito para parabenizar o Cebrapaz e os vereadores pela iniciativa. Os brasileiros deram mais uma bela demonstração que em Cuba o imperialismo não passará!

Fonte: Blog tititidajuventude.blogspot.com, mantido pela diretora de Solidariedade Internacional e Movimento Secundarista da UJS, Ticiana Alvares.

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Vietnã celebra 35 anos da vitória contra os EUA  

Ainda amanhecia quando milhares de vietnamitas, organizados em colunas, começaram a se aproximar do Parque 30 de Abril, diante do antigo palácio presidencial, na cidade de Ho Chi Minh. Sindicatos, universidades, fábricas e organizações camponesas enviaram suas delegações, além das forças armadas. Respondiam à convocação para a manifestação que celebraria o triunfo do Vietnã socialista contra o governo de Saigon (velho nome da cidade) e seus aliados norte-americanos.

Não foi um comício de tipo ocidental. O horário já era extravagante. Todos estavam avisados que as atividades começariam pontualmente às 6h30 e estariam encerradas três horas depois, antes que o calor alucinante de Ho Chi Minh vencesse o dia. Quem ocupava as arquibancadas armadas no caminho central do parque eram as autoridades e os convidados. Os cidadãos, com seus agrupamentos, foram os responsáveis pelo espetáculo.

Poucos discursos, apenas quatro – e religiosamente cronometrados. O primeiro secretário do Partido Comunista do município falou por 20 minutos. Depois vieram o presidente da Associação dos Veteranos de Guerra, o secretário-geral da federação sindical local e o presidente da Juventude Comunista de Ho Chi Minh – cada qual com direito a 10 minutos de discurso. O presidente da República, Nguyễn Minh Triết, 68, um sulista que teve participação discreta na guerra e está no cargo desde 2006, apenas assistiu, junto com outros dirigentes.

Aproximadamente 50 mil pessoas desfilaram diante das tribunas. Grupos teatrais representaram momentos da guerra de 21 anos contra os norte-americanos e o então Vietnã do Sul. Muita música, até com um pouco de ritmo pop, além dos acordes previsíveis da Internacional (o histórico hino socialista) e de canções revolucionárias. Depois, uma longa marcha, com militares, trabalhadores, mulheres, intelectuais, estudantes, camponesesm com suas faixas e bandeiras, além de modestas coreografias.

Mas a maior emoção estava no rosto dos veteranos de guerra. Um deles era o coronel Nguyễn Van Bach, de 74 anos, cabelos inteiramente brancos. Nascido na província de Bình Dương, no sul do país, integrou-se à luta armada em 1947, aos 11 anos. Ainda era a época da guerra contra os franceses, que não aceitavam a independência conquistada em 1945, sob a liderança do líder comunista Ho Chi Minh.

Van Bach ainda combatia no final de abril de 1975. Fazia parte das tropas guerrilheiras. Estava em um destacamento que já controlava a cidade de Tan An, na província de Long An, localizada no delta do rio Mekong. Foi lá que soube da queda de Saigon nas mãos de seus camaradas. “Tive uma alegria tão grande que provocava lágrimas”, lembra-se. Ainda se emociona, como vários de seus amigos, quando se recorda dessa data.

Afinal, no dia 30 de abril de 1975, encerravam-se mais de 30 anos de guerra regular ininterrupta. Desde que fora formado o primeiro pelotão da guerrilha comunista, em dezembro de 1944, sob o comando de Võ Nguyên Giáp, braço direito de Ho Chi Minh, os vietnamitas enfrentaram sucessivamente invasores japoneses, franceses e norte-americanos.

Colonia francesa desde 1856, o Vietnã foi ocupado pelas tropas nipônicas durante a Segunda Guerra Mundial. Os comunistas assumiram a linha de frente na luta contra os soldados de Hiroito, aproveitando o colapso de Paris às voltas com a ocupação nazista. Lideraram uma frente de várias correntes políticas, denominada Vietminh, e declararam a independência do país depois da capitulação japonesa, em agosto de 1945. No dia 2 de setembro do mesmo ano nascia a República Democrática do Vietnã.

Guerra da Indochina

O general De Gaulle, presidente da França, assim que viu derrotado o nazismo, ordenou que suas tropas sufocassem os rebeldes vietnamitas. Foram oito anos de sangrentos combates. Os homens de Ho Chi Minh e Giáp organizaram uma poderosa resistência guerrilheira, que progressivamente aterrorizou e desgastou os franceses. Mais de 90 mil gauleses perderam a vida nos campos de batalha.

A estocada final contra os colonizadores foi em 1954. Ficou conhecida como a batalha de Điện Biên Phủ, uma região no noroeste do Vietnã, perto da fronteira com o Laos. Os franceses imaginavam-se invulneráveis nessa posição estratégica, da qual planejavam sua contra-ofensiva a partir de uma grande concentração de recursos humanos e materiais. Mas o Vietminh, através de trilhas na selva e túneis, foi cercando o local sem ser percebido.

Depois de oito semanas, entre 13 de março e 7 de maio, as tropas do general Christian De Castries estavam destruídas e desmoralizadas. Foi o derradeiro capítulo da chamada Guerra da Indochina. Os franceses, derrotados, aceitaram as negociações que levariam aos acordos de Genebra, em 1954. Pelos termos desse tratado, o Vietnã ficaria provisoriamente dividido em dois, ao norte e ao sul do paralelo 17. Mas eleições gerais teriam lugar em 1956 para reunificar o país.

Quando se consolidaram as perspectivas de vitória eleitoral comunista, os grupos conservadores chefiados pelo católico Ngô Đình Diệm deram um golpe de Estado no sul e cancelaram as eleições. Os Estados Unidos, que já tinham sido os principais financiadores das operações francesas, assumiram a defesa do regime de Saigon. Forneceram, a princípio, recursos, armas e assessores militares.

Guerra do Vietnã

Os comunistas reagiram e lideraram, a partir de 1960, um levante popular e guerrilheiro contra Diem, articulado pela Frente de Libertação Nacional com o apoio do norte. Os norte-americanos, diante da fragilidade de seus aliados, enviaram tropas para defendê-los. Era o início da Guerra do Vietnã.

A participação direta dos Estados Unidos durou até 1973. Acabaram asfixiados e quebrados como os franceses. “A supremacia deles era tecnológica”, recorda outro veterano, o general Đỗ Xuân Công, 72. “Mas o armamento deles era para guerra à distância, com aviões, foguetes e bombas. Nós reduzimos o espaço, forçamos o combate no quintal de suas tropas. As armas modernas não tiveram serventia nem substituíram sua falta de moral para a luta”.

A casa começou a cair depois da chamada Ofensiva do Tet (o ano novo vietnamita), em 1968, quando as forças guerrilheiras atacaram dezenas de objetivos ao mesmo tempo, incluindo a própria embaixada norte-americana em Saigon. A Casa Branca já tinha mais de 500 mil homens em combate. A sociedade estrilava com as mortes, derrotas e mentiras.

Os EUA, durante os quatro anos seguintes, despejaram uma quantidade de bombas superior a que foi empregada em todas as batalhas da Segunda Guerra Mundial. No final de 1972 submeteram Hanói a 12 dias e noites de terror. Utilizaram armas químicas para destruir a capacidade alimentar dos vietnamitas e anular as forças guerrilheiras. Mas suas tropas estavam cada vez mais tomadas pelo medo e incapazes de defender suas posições territoriais.

Derrota norte-americana

Washington se viu forçado às negociações de Paris, que levariam à retirada de seus soldados em 1973. O regime de Saigon ficou por sua própria conta. Não permaneceu de pé por muito tempo. Em 1975, o Vietnã reconquistava sua unidade nacional e os comunistas venciam a mais duradoura guerra do século 20.

Os mortos vietnamitas, civis e militares, chegaram a três milhões, contra apenas 50 mil “sobrinhos” do tio Sam. Dois milhões de cidadãos, incluindo filhos e netos da geração do conflito, padecem de alguma deformação genética provocada pela dioxina, subproduto cancerígeno presente no agente laranja, fartamente empregado pelos norte-americanos. Além das perdas humanas, a economia do país foi quase levada à idade de pedra, como preconizava o general norte-americano Curtis LeMay.

Mas quem desfila a vitória, ainda assim, é o Vietnã. Os norte-americanos foram ocupar o mesmo lugar na galeria de fotos que japoneses e franceses, para não falar dos chineses: o de agressores colocados para correr. “Nossa estratégia se baseou em uma ideia simples: a da guerra de todo o povo”, enfatiza o general Công. “Não havia um centímetro de nosso território no qual os norte-americanos podiam ficar tranquilos. Eles perderam para o medo.”

Essas são águas passadas, porém. Das quais ficam lições, estímulos e valores, é certo, além de grandes livros, fotos e filmes. Mas não resolvem os desafios da paz. Os vietnamitas, nesses 35 anos, tiveram que cuidar de outro problema, para o qual a guerrilha e seus inventos não eram solução. Como alimentar e desenvolver uma nação tão pobre e destruída? Essa é a outra história do Vietnã indomável.


Fonte: site da UJS (Opera Mundi)

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Mentiras e verdades sobre a Gripe Suína - a Pandemia do Lucro  

2000 pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já quer usar máscara. 25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo... Que interesses econômicos se movem por trás da Gripe Suína???

No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da Malária que se podia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam! Por ano o planeta vê morrerem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos. Os noticiários disto nada falam! Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas, provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Os noticiários disto nada falam!

Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves... Os noticiários mundiais inundaram-se de notícias. Uma epidemia, a mais perigosa de todas... Uma Pandemia! Só se falava da terrífica enfermidade das aves.

Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos... 25 mortos por ano. A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25. Um momento, um momento. Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe das aves?

Porque atrás desses frangos havia um "galo", um galo de crista grande. A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflu vendeu milhões de doses aos países asiáticos.

Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro.

Antes com os frangos e agora com os porcos. -Sim, agora começou a psicose da gripe suína. E todos os noticiários do mundo só falam disso, já não se fala da crise econômica, nem dos torturados em Guantánamo, só a Gripe Suína, a gripe dos porcos. E eu pergunto-me se atrás dos frangos havia um "galo" e se atrás dos porcos não haverá um "grande porco"?

A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, ex-secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque.

Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflu.

A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde. Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países. Mas se a gripe suína é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação.

Se a Organização Mundial de Saúde (conduzida pela chinesa Margaret Chan) se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza a fabricação de medicamentos genéricos para combatê-la? Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente aos pobres. Essa seria a melhor solução

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A reação da oposição brasileira ao golpe em Honduras  

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Cebrapaz/CE realiza encontro preparatório para 2ª Assembleia Nacional da entidade  

O núcleo cearense do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) realizará no próximo dia 04 de julho, das 8h às 13h, a etapa estadual preparatória para a 2ª Assembleia Nacional da entidade. O encontro que acontecerá no auditório Iran Raupp, do CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, terá o objetivo de aprofundar o debate no estado sobre o caderno de debates da assembleia. Os encontros estaduais terão a responsabilidade de eleger os delegados do evento nacional.

O encontro nacional acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de julho, no Rio de Janeiro, sob o lema “Paz, Solidariedade e Soberania Nacional”. A Segunda Assembleia Nacional do Cebrapaz irá analisar o atual contexto internacional, no qual uma profunda crise do sistema capitalista ganha destaque, acompanhada por uma contestação da hegemonia norte-americana e a emergência de novos pólos de poder no cenário internacional. A ideia é analisar qual a importância da luta pela paz neste contexto.

Fortalecer o Cebrapaz

Entre os objetivos prioritários da assembleia estão a consolidação do Cebrapaz como um movimento amplo, de caráter antiimperialista, patriótico, defensor da solidariedade aos povos em luta, uma corrente política e cultural em defesa da paz no seio da sociedade brasileira além de abrir uma nova etapa na construção do Cebrapaz que dê um salto de qualidade em sua experiência organizativa e política. O encontro visa ainda transformar a indignação em ação organizada e consciente, fortalecendo desta forma o Cebrapaz para uma nova jornada de lutas antiimperialistas.

Serviço:

Etapa Estadual Preparatória para 2ª Assembleia Nacional do Cebrapaz

Data: 04 de julho de 2009 (sábado)
Hora: Das 8h às 13h
Local: CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica do Ceará, auditório Iran Raupp (Av. 13 de Maio)

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Eleições no país dos Aiatolás  

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Berlusconi e sua orgia na Sardenha  

O jornal espanhol "El País" publicou na edição deste domingo novas fotos das festas realizadas na mansão do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi na Sardenha.

As imagens foram feitas pelo fotógrafo italiano Antonello Zappadu, 51, que, entre 2007 e janeiro de 2009, acompanhou toda a movimentação na casa do premiê italiano, localizada em Porto Rotondo, na zona mais turística de Costa Esmeralda.

As fotos publicadas neste domingo são acompanhadas de uma reportagem com o título "Anatomia da Berluscolândia", que descreve a mansão --chamada Vila Certosa-- e algumas das jovens convidadas para os eventos patrocinados pelo líder italiano.

O texto diz que Villa Certosa é o local onde Berlusconi se torna o "xeque do harém", o "Super Silvio".

Segundo a reportagem, a mansão também foi o lugar onde a jovem Noemi Letizia, que havia acabado de completar 18 anos, foi convidada para passar o Ano Novo junto com outras 30 colegas e uma dúzia de homens na faixa dos 70 anos, assim como Berlusconi.

O primeiro-ministro nega qualquer relacionamento sexual com Noemi, mas a mulher dele, Veronica Lario, decidiu pedir o divórcio depois de 30 anos de relacionamento.

Para o "El País", o mais complicado para Berlusconi não é explicar as fotografias, já classificadas por ele de "inúteis", mas a possível existência de outras imagens, mais comprometedoras, que podem ser divulgadas.

Saramago

O escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura 1998, chamou o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, de "vírus" e "delinquente", em um artigo publicado neste domingo pelo "El País". Saramago já havia chamado o primeiro-ministro de "delinqente" em seu último livro

"Esta coisa, esta doença, este vírus ameaça ser a causa da morte moral do país se um vômito profundo não conseguir arrancá-lo da consciência dos italianos antes que o veneno acabe correndo as veias e destruindo o coração de uma das mais ricas culturas europeias", acrescentou.

Segundo Saramago, Berlusconi é "uma coisa perigosamente parecida a um ser humano, uma coisa que dá festas, organiza orgias e manda em um país chamado Itália".

O advogado de Berlusconi anunciou que processará o El País por ter divulgado as fotos.

Clique aqui para ler o artigo de Saramago "A Coisa Berlusconi".

Fonte: Bol Notícias

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Outro mundo só é possível para além da crise do capital  

*Por Pedro Possidônio

Cerca de duas décadas após o fim da primeira experiência socialista da União Soviética e contados respectivos cinqüenta anos da Revolução Cubana e sessenta anos da Revolução Chinesa, o capitalismo apresenta grave crise estrutural, na qual é possível vislumbrar o esgotamento deste sistema econômico, haja vista a contravenção à cartilha do neoliberalismo com intervenções estatais em todas as partes do mundo na tentativa de salvar o sistema de seu abismo financeiro.

Como nunca, é hora de fazer brotar novas sementes da sociedade burguesa, que frutifiquem em um novo modelo de sociedade, na qual a exploração dos homens e mulheres não mais exista mascarada em falsos ideais de libertanos. Gritamos que o socialismo vive após a queda do muro de Berlim, e continuaremos gritando que outro mundo é possível, agora, após cair também o muro de Wall Street.

A resistência ao modelo de economia capitalista jamais foi tão atual, o que abre fenomenal oportunidade para o desenvolvimento nos campos de luta das idéias, na qual faz-se mister que interpretemos as particularidades do capitalismo contemporâneo, apontando como saída da crise a construção de renovada cultura política, superando dogmatismos, respeitando, ouvindo a tolerando camaradas conosco unidos na realimentação da teoria marxista, com o objetivo estratégico de instaurar uma nova sociedade, socialista, tendo em alta consideração as particularidades culturais, históricas e sociais de cada país.

No Brasil, nosso Partido Comunista prepara seu XII Congresso, devendo acumular forças junto à população e mobilizar a militância para que ocorra crescimento da sua perspectiva crítica e transformadora no seio do povo brasileiro. Suas idéias devem ser avançadas o bastante para apontar a direção do socialismo com reverência que incida positivamente nas camadas mais avançadas da sociedade, cuidando, também, para que sua mensagem atue com relevância nas camadas populares, fortalecendo a identidade de luta do PCdoB, melhorando seu programa socialista, renovando quadros e preparando seu projeto eleitoral para 2010 visando à conquista dos corações e mentes dos brasileiros e das brasileiras.

O proletariado não pagará por esta crise burguesa sem avançar rumo à edificação da nova ordem mundial!

*Pedro Possidônio é estudante de Psicologia da UFC e militante da UJS.

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Os defensores da economia de mercado chegam à mesma conclusão que Marx 150 anos depois  

''Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que sua dívida se torne insuportável'', profetizou Karl Marx, em 1867. O mercado jamais levou seus aforismos a sério. Após 150 anos, Nouriel Roubini chega à mesma conclusão quando convidado a explicar a crise cada vez maior nos mercados e economias do planeta.

''Não são uma crise de crédito ou muito menos a desaceleração econômica as causadoras do problema. Ambas são sintomas de uma correção mais ampla no consumo mundial, algo inevitável após o acúmulo tão grande de dívidas entre 2001 e 2007'', afirma. Roubini usa o termo ''desmanipulação'' do consumo. ''O que observamos no último tempo - destaca - não é apenas o desinflar da bolha de crédito, criada por capitais manipulados (quer dizer, endividamento) dos bancos. É uma ''desmanipulação'', em larga escala, de um modelo de vida. Durante longos anos, os consumidores contraíam dívidas para adquirirem equipamentos elétricos, automóveis, casas, férias e outros bens'', diz.

''Por sua vez, as empresas e os mercados basearam-se nesta demanda ignorando os alicerces (de crédito) podres. Este superendividamento dos consumidores, os bancos alimentavam com capitais ''manipulados'', e surgiu a bolha no mercado norte-americano de imóveis'', continuou. Este foi o motivo que fez com que o professor até então relativamente desconhecido da Universidade de Nova York fosse o primeiro a prever a iminente crise.

''Por isso os bancos não são os únicos responsáveis pela falta de fluxo de liquidez no mercado. Atrás de tudo isso oculta-se a grande ''desmanipulação'' do consumo, que deixa produtos nas prateleiras e depósitos, sem venda, resultando no fato de as empresas suspenderem seus planos de expansão e não buscarem financiamentos nos mercados de crédito'', ressaltou. De acordo com Roubini, ''são os próprios consumidores que retiram seus recursos do consumo e os ''estacionam'' em contas de poupança, e os bancos hesitam atirá-los para a economia real, preocupando-se com a própria suficiência de capital. Isto é, sua possibilidade para cobrir as obrigações de resgate de seus próprios empréstimos''.

''A própria ''desmanipulação'' do consumo, revelada grande pela contração do Produto Interno Bruto (PIB) de duas superpotências exportadoras no quarto trimestre, a do Japão em 12,7% e a de Taiwan em 8,36%, oculta-se também atrás da correção das bolsas de valores'', afirma Roubini. E destaca que ''o mergulho do indicador Dow Jones abaixo das 7.500 unidades comprova que o mercado começa gradualmente a reconhecer a ''desmanipulação'' do consumo''. Paralelamente, diz que ''começa a perceber que Washington não está disposta a distribuir dinheiro público sem pensar''.

Os pontos obscuros do revisado plano de ajuda aos bancos norte-americanos, anunciado há cerca de 20 dias pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, dizem respeito às hesitações do governo Obama de liberar mais dinheiro público para salvar ''papéis queimados''. ''Se o ativo dos bancos norte-americanos fosse desvalorizado com base nos atuais preços no mercado, a maioria deles seria tomadora de empréstimos de alto risco e rumaria para a falência'', comentou Roubini.

Por isso, ele recomenda ao governo Obama estatizá-los com base nos preços atuais de mercado, e assim sanear de forma mais indolor possível seus ativos dos produtos de investimentos e empréstimos tóxicos, e em seguida privatizá-los novamente. ''O capitalismo selvagem do Ocidente fracassou, e por isso o day after deve encontrar os governos dispostos a adotarem medidas drásticas, fora das restrições de doutrinas e percepções e que tenham como finalidade única o enfrentamento da crise'', diz.

''Neste sentido, a Europa, diferenciada do modelo financeiro anglo-saxão, pode desempenhar papel de liderança. Basta encontrar saídas para os seus sérios problemas. A crise é o primeiro teste essencial de resistência da Zona do Euro'', estabelece Roubini.

E, conforme destaca, ''muitos países possuem um setor bancário muito maior do que podem salvar sozinhos, e isto constitui o maior problema para a sobrevivência da União Monetária. O aumento de custo do endividamento para muitos países da Zona do Euro aumenta as pressões para a saída de vários deles da Zona do Euro''. Esta perspectiva pode parecer distante por ora, ''mas se a médio prazo algo não mudar, a dissolução da Zona do Euro não deve ser excluída'', sentencia Roubini, encerrando esta entrevista.

Fonte: Portal Vermelho

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Para Obama, Lula continua sendo o cara  

Para Barack Obama, Lula continua sendo "o cara" - ou "meu chapa", "meu amigo", "meu camaradinha", como quiserem traduzir o "My man" dito pelo norte-americano no G20. Em entrevista agora à noite para a CNN em espanhol, o presidente democrata diz que "os tempos mudaram" em relação à América Latina. Dá como exemplo: "Minha relação com o presidente Lula é entre dois líderes de dois grandes países que estão tentando resolver os problemas e criar oportunidades para seus povos e que deveriam ser parceiros." Nessa relação entre iguais, diz, "não há parceiro júnior ou parceiro sênior".

Na entrevista, Obama se recusa a criticar o venezuelano Hugo Chávez --na verdade, se recusa a criticar qualquer líder latino-americano. "Eu acho que é importante para os Estados Unidos não dizer a outros países como estruturar suas práticas democráticas e o que deveria constar de suas Constituições. Os povos desses países que devem tomar uma decisão sobre como querem estruturar seus assuntos." Especificamente sobre Chávez, ele diz que "ele é o líder de seu país e será um de vários líderes com quem me encontrarei".

Por fim, acenou com mais medidas que relaxem a relação entre EUA e Cuba, desde que o regime dos Castro se movimente. "O que esperamos é algum sinal de que vai haver mudança em como Cuba opera, [mudanças] que garantam que os prisioneiros políticos sejam soltos, que as pessoas sejam livres para se expressar, que possam viajar, escrever e ir à igreja e fazer coisas que outras pessoas do continente fazem".

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Palestra: “Paz na Palestina e no Mundo” nesta quinta  

O núcleo cearense do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) em parceria com a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (Adufc) realizam nesta quinta-feira (16), a partir das 19h, um encontro para debater a “Paz na Palestina e no Mundo”.

Como palestrante, Socorro Gomes, presidente nacional do Cebrapaz e presidente do Conselho Mundial da Paz.

O Cebrapaz participou ativamente das ações durante o Fórum Social Mundial (FSM), que realizado em Belém em janeiro deste ano. Na Tenda da Paz, organizada pelo Centro, aconteceu o ato de lançamento de um abaixo assinado a ser encaminhado para o Tribunal Penal Internacional solicitando que Israel seja julgado por crimes de guerra contra o povo palestino.

Segundo Teresinha Braga, coordenadora do núcleo Cebrapaz/CE, surgiu como encaminhamento das ações do FSM que cada núcleo nos Estados fizessem repercutir a campanha de arrecadação de assinaturas. “A partir daí começamos a nos articular para a realização desta palestra com a participação da Socorro Gomes. Além de discutir a questão da paz mundial dando foco ao que aconteceu na Faixa de Gaza, consideramos que este evento seja nosso primeiro ato de preparação para o Congresso Cebrapaz que acontece ainda neste ano”, informa.

O núcleo cearense do Cebrapaz tem participado de várias atividades tanto em nível nacional como local. “Nosso intuito é nos manifestar em busca da paz sempre tendo como bandeira a perspectiva da luta contra o imperialismo”, ressalta Teresinha. Além do FSM, o Cebrapaz/CE também esteve presente no Fórum Social Brasileiro, na Conferência Mundial da Paz além de atos públicos e manifestações.
Serviço

Palestra: “Paz na Palestina e no Mundo”

Palestrante: Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz e do Conselho Mundial da Paz
Data: 16 de abril de 2009 (quinta-feira)
Hora: a partir das 19h
Local: Auditório da Adufc (Av. da Universidade, 2346)
Realização: Cebrapaz
Apoio: UBM, UJS, UNE, UBES, ACES, ACT, Adufc, Senador Inácio Arruda, Dep. Fed. Chico Lopes, Dep. Estadual Lula Morais, Vereadora Eliana Gomes

Por Carolina Campos

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