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UJS convoca militância para participação maciça no Encontro de Blogueiros  

Evento que reúne blogosfera progressista é ponto de partida para a formação da Frente de Jovens Comunicadores da UJS.


Em iniciativa inédita, a blogosfera responsável pelo conteúdo de contraponto à mídia tradicional dos jornalões e das grandes emissoras promove nos próximos dias 21 e 22 de agosto o 1º Encontro dos Blogueiros Progressistas, que será realizado no Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo, na rua Genebra, 25, ao lado da Câmara Municipal em São Paulo. O evento reunirá as principais vozes da mídia alternativa e contará com palestras, oficinas sobre twitter, videoweb, rastreamento de trolls e debates sobre a sustentabilidade financeira dos blogs.

Além da possibilidade de trocar ideias com jornalistas do calibre de Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna e Altamiro Borges, entre outros, o Encontro é uma oportunidade de ouro para que a União da Juventude Socialista dê o pontapé inicial na formação da Frente de Jovens Comunicadores, aprovada no 15º Congresso Nacional da entidade em junho passado. Dessa forma, a direção nacional convoca todos os filiados a participar do Encontro e aproveita para fazer um mapeamento de seus blogueiros pelo Brasil. A intenção é transformar a Frente de Comunicadores num importante agregador de formadores de opinião, aproveitando a brecha deixada pela crise de identidade e credibilidade cada vez mais latente de uma mídia envelhecida e que historicamente vem defendendo os interesses das forças conservadoras.

Vale lembrar que as inscrições ocorrem somente até a próxima sexta-feira, dia 13 de agosto, e custam R$20 para estudantes. Os demais interessados investirão R$100 – veja aqui mais detalhes de como participar – e aqueles que são de fora de São Paulo podem comprar passagens aéreas com desconto na companhia Gol, além de contar com esquema de hospedagem voluntária. O Encontro de Blogueiros tem ainda um perfil no Twitter, com as últimas novidades do evento.

Disponibilizamos um formulário cujo preenchimento é essencial para que a UJS consiga fazer um mapeamento preciso de seus comunicadores e mantenha um relacionamento mais próximo e direto com cada um de nossos blogueiros. Chegou a hora da Frente de Jovens Comunicadores da UJS mostrar a cara!

Leia mais: Hora de organizar a Frente de Comunicadores da UJS - por Theófilo Rodrigues.

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Campanha "SigaUJS" quer 5 mil seguidores no Twitter até o Congresso  

A UJS já ultrapassou a marca de mil seguidores no Twitter. Importante ferramenta de informação e de divulgação de outros instrumentos, como o site, a adesão ao Twitter tem crescido rapidamente entre os jovens.

Queremos que este seja o primeiro de muitos outros milhares de "followers". Por isso, lançamos uma campanha por mais seguidores no microblog - a campanha "#SigaUJS". O objetivo é atingir 5 mil seguidores até o Congresso Nacional, em junho.

Para que isso aconteça, toda a sexta-feira, de agora até o Congresso, será dia de recomendar a seguinte mensagem padrão: #FF Galera, vamos seguir o twitter da @UJSBRASIL. #sigaujs

A campanha compreenderá o sorteio de brindes, como camisetas e livros, para quem ajudar a trazer mais seguidores. Daí a importância de todos utilizarem exatamente o texto proposto pela campanha - #FF Galera, vamos seguir o twitter da @UJSBRASIL. #SigaUJS -, pois assim conseguiremos identificar os participantes.


De São Paulo,

Fernando Borgonovi

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Mesmo com pontos polêmicos, Confecom se encerra com balanço positivo  

*Por Karol Assunção

A 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) termina hoje (17) com um saldo positivo para a democratização da comunicação no país. Isso é o que avalia Joaquim Ernesto Palhares e Wagner Nabuco de Araújo, diretores da Agência Carta Maior e da revista Caros Amigos, respectivamente.

Para Palhares, a Confecom representou um "marco na luta pela comunicação democrática no país", e considera que, agora, todos serão obrigados a entender a pluralidade da comunicação brasileira. "O Governo vai entender que comunicação não se faz com meia dúzia de famílias", afirma.

Além das propostas aprovadas, a Confecom, na visão de Joaquim Palhares e de Wagner de Araújo, também serviu para aproximar empresários e pequenos empreendedores de veículos de comunicação. Prova disso é que os empresários de mídia alternativa envolvidos no processo da Confecom decidiram se articular para formar uma associação brasileira de pequenos empreendedores de comunicação.

Para eles, tal associação servirá para debater com autoridades municipais, estaduais e federais a fim de que elas percebam a "existência real" de outros veículos de comunicação e a participação da sociedade. "Queremos que a comunicação alternativa sente na mesma mesa que a grande imprensa", destaca Palhares.

Apesar de muitas propostas aprovadas ainda precisarem ir para o Congresso Nacional, o diretor da revista Caros Amigos acredita que, agora, o caminho será mais rápido. "A Confecom colocou a democratização da comunicação na agenda política. Agora, o monopólio não será mais tão forte", acredita.

A avaliação positiva também é compartilhada por Antonio Martins, membro do Conselho de Gestão do Le Monde Diplomatique Brasil. Para ele, o resultado da Conferência foi bom devido a três aspectos principais. O primeiro, segundo ele, foi colocar a comunicação na pauta da agenda nacional, evitada durante muitos anos principalmente pelos grandes empresários. "Queriam retirar a comunicação da discussão das políticas públicas", comenta, destacando também a tentativa de boicote à Conferência por parte de um grupo de empresários.

O segundo, de acordo com Martins, é o processo de perda de audiência de algumas emissoras dominantes ao mesmo tempo em que há um aumento de publicações alternativas. E, por último, ele cita a divisão do setor de comunicação clássico. Segundo ele, a Confecom deixou claro que existe também, em alguns setores empresariais, o desejo de mudança da comunicação brasileira.

Mesmo com o saldo positivo de propostas, Martins lembra que o último dia da Confecom não é o fim, mas apenas o começo de um processo de luta e articulação da sociedade civil. Para ele, agora é necessário transformar as propostas que precisam de aprovação no Congresso Nacional em projetos de lei e, as que não precisam, em medidas a serem adotadas o mais rápido possível. "A Confecom não é o final, é só começo. Agora vamos virar a página e iniciar um novo processo", comenta.

Entre as propostas aprovadas, destacam-se: a criação do Conselho Nacional de Jornalismo; a divisão do espectro radioelétrico seguindo a proporção de 40% para o sistema público, 40% para o privado e 20% para o estatal; a proibição da publicidade destinada a crianças menores de 12 anos; o reconhecimento do direito humano à comunicação como direito fundamental previsto na Constituição Federal; a criação de Observatório de Mídia de Igualdade Racial; e a desburocratização dos processos de autorização para rádios comunitárias.

Avaliação do Governo

A avaliação positiva e o tom de otimismo resultante da 1ª Confecom não foram apenas entre empresários de mídia alternativa e sociedade civil. De acordo com Ottoni Fernandes Junior, secretário executivo da Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom), a Confecom foi um avanço para a "convergência de interesse entre Governo e sociedade civil".

Para ele, a Conferência é uma forma de o Governo mostrar que quer assegurar mais acesso e participação da sociedade. De acordo com ele, a meta agora é consolidar as conquistas adquiridas nessa Conferência para, depois, "avançar em um novo marco regulatório para comunicação" no Brasil.

Em relação a críticas recebidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como um mandato fraco na área de comunicação e a concentração de publicidade governamental em alguns veículos, o secretário explica que a comunicação não foi fraca, apenas mais voltada para ampliar o acesso da população a informações sobre políticas públicas.

Sobre a distribuição de verbas de publicidade, afirma que já existem encaminhamentos para obrigar os órgãos de governo a desconcentrarem as verbas de publicidade presentes somente em alguns veículos e "regionalizar e democratizar as verbas de anúncios estatais".

*Karol Assunção é Jornalista da Adital
Fonte: Portal Adital

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Globo X Record: nessa baixaria os dois lados "têm razão"  

As escaramuças entre a Rede Globo e a TV Record produziram um acontecimento no mínimo inusitado: uma baixaria em que os dois lados, no afã de jogar a sujeira do outro no ventilador, têm rompantes de sinceridade (assista no final da matéria a reportagem de ataque da Globo e o contra-ataque da Record).

Nos veículos das Organizações Globo, seguidos por outros como a Folha de S. Paulo, espocaram manchetes nos últimos dias sobre processos contra o bispo Edir Macedo, dono da Record, sobre a ligação desta com a Igreja Universal e prováveis vinculações do dinheiro dos fiéis com o império de comunicação.

O Jornal Nacional desta quarta-feira emendou de primeira. Nas palavras de Fátima Bernardes, "Edir Macedo deu outro destino ao dinheiro doado à Igreja Universal", ao que segue a matéria que busca provar, através de imagens da pregação feita em cultos, que a "religião é apenas um pretexto para arrecadação de dinheiro". De fato, é difícil não considerar a hipótese de haver ligação entre uma coisa e outra e, mais ainda, desconhecer que igrejas podem, eventualmente, fazer o diabo para arrancar dinheiro dos seguidores.

A Record contra-ataca e descasca a Globo

Mas o cúmulo da verdade veio no contragolpe da Record. O jornal desta manhã de quinta [reprise ontem, provavelmente] foi , sem rodeios, na jugular. Falou que a Globo é cria da ditadura militar, regime que apoiou entusiasticamente. "A história não apaga. A Globo nasceu de uma ação ilícita de um governo ditatorial", diz a reportagem, fazendo referência ao acordo firmado com grupo norte-americano que injetou milhões de dólares no "plim-plim", mesmo sendo ilegal a participação estrangeira em veículos de comunicação.

Discorreu ainda sobre as interferências da emissora dos Marinho na política nacional, como no escândalo Globo/Proconsult contra a candidatura de Leonel Brizola a governador do Rio de Janeiro, em 1982; a célebre edição do debate entre Collor e Lula nas eleições de 1989, lance decisivo para a vitória collorida; o boicote à cobertura das Diretas, as imagens do dinheiro do tal dossiê nas eleições de 2006....

Foi tudo, digamos, fantástico, espetacular, irretocável! Nunca houve caso de tamanha transparência, de tal sinceridade.

Racha empresarial

O "dedo no olho" público entre as duas emissoras de maior audiência do país é o retrato da divisão dos empresários da área, fratura que é vista também nas posições relativas à Conferência Nacional de Comunicação convocada pelo governo.

A disputa por maiores fatias do mercado tem provocado tais contradições, pois outras emissoras em expansão não desejam ser eternamente caudatárias da rede Globo. As divisões momentâneas devem ser exploradas habilmente por movimentos que lutam pela democratização dos meios de comunicação.

De imediato, uma coisa salta aos olhos: pelo menos na hora de falar mal, os dois lados acabam desentocando as verdades. Ótimo negócio para o respeitável público.

Assista o ataque da Globo



Assista o contra-ataque da Record



Fonte: Site da UJS

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Programa ''No Limite'' da Rede Globo gera reclamação da população local  

Interdição de praia em Trairi devido à gravação do programa

Moradores e proprietários de veículos de aluguel para passeios denunciam a interdição de trecho da praia de Flexeiras, em Trairi, para a gravação do programa No Limite, da Rede Globo. O programa estreou ontem.

A faixa estendida na praia de Lagoinha, município de Paraipaba (a 98 km de Fortaleza), avisa sobre a interdição de um trecho na praia de Flexeiras, em Trairi (a 137 km da Capital). Sem identificação, a sinalização anuncia interdição do dia 22 de julho a 30 de setembro. O trecho teria sido fechado para gravação do programa No Limite, da Rede Globo, que está sendo feita em uma fazenda a seis quilômetros da sede de Trairi. Alguns moradores e profissionais do setor turístico questionam a interdição.

“Essa situação absurda está gerando muita indignação nos cidadãos de Lagoinha e arredores'', protesta o empresário Osvaldo Janeri, que mora na praia localizada Paraipaba. Ele ressalta que o trecho é utilizado por muitas pessoas que trabalham em localidades próximas.

Os donos de bugues e quadriciclos que alugam o equipamento para passeio também reclamam. Um deles, que não quis se identificar, disse que não contesta a gravação do programa na região, nem mesmo a interdição da praia. Mas eles querem negociar o ressarcimento dos prejuízos causados.

O POVO entrou em contato com a Central Globo de Comunicação, que reforçou, por e-mail, que o No Limite é gravado dentro de propriedade particular onde trabalham mais de 150 pessoas, mas não comenta se a produção do programa fechou a praia. A atração estreou ontem na

Rede Globo

A Gerência do Patrimônio da União não soube informar se a interdição está autorizada. O gerente Clésio Saraiva explica que, para esse tipo de interdição, é necessário permissão de uso, que é concedida pelo período 30 dias, prorrogável por mais 30. Os 71 dias de interdição anunciados pela faixa, entretanto, não seriam permitidos. “Se não tiver autorizado, a gente entra com Ministério Público Federal e embarga”.

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Conferência Nacional de Comunicação - a luta de Davi contra Golias  

*Por Ívina Carla

A Conferência de Comunicação já está em andamento, as perspectivas são muitas e os movimentos sociais necessitam acumular muita discussão sobre os temas da Conferência. Mexer com a comunicação no Brasil parecia um sonho distante, já que mesmo no governo Lula permanece na cadeira do Ministério um grande aliado da Rede Globo.

O fracasso do Ministro Hélio Costa de tentar barrar a Conferência pode até ser comemorado, mas não podemos perder de vista que os barões da comunicação sempre se organizam para manter sua hegemonia “inabalável”. A prova disso é o Congresso de Radiodifusores promovido pela ABERT (entidade que faz parte da Comissão Organizadora da CONFECOM), que acontecerá ainda este mês e pautará a Conferência.

O histórico da comunicação brasileira sempre foi um ciclo fechado e de caráter anti-democrático. Como registra o livro de Daniel Herz**, a linha de vida da radiodifusão no Brasil foi regida pelas elites entreguistas em cenas de gangsterismo que passaram por cima da Lei sem qualquer problema.

Os investimentos estrangeiros e as frentes ideológicas ganharam espaço no Brasil e contribuíram para uma nova ordem social importada, corrupção e privilégios nesse setor. A tecnologia avançou e junto com ela a estrutura de poder dos meios de comunicação também, aliada as forças capitalistas.

O Embate esperado

Temos exemplos de alguns países que democratizaram a comunicação, privilegiando TV´s Públicas, diminuindo o tempo de publicidade e quebrando a crista das TV´s Comerciais. Com a atual conjuntura, é bom compreender que a CONFECOM não será uma varinha de condão, é apenas um passo para que possamos discutir a comunicação como direito humano.

No decorrer do processo, os grupos empresariais farão de tudo para sufocar questões que são primordiais para os movimentos sociais e previstos na Lei, como: regionalização, regulamentação da publicidade, criação de TV´s Publicas, tudo isso está em volta da democratização da mídia.

Teremos grandes desafios que vão, desde a quebra do paradigma de que a comunicação é para comunicadores até um processo acumulativo sobre o tema. Para isso é necessária uma agenda intensa de mobilizações para que consigamos ganhar espaço na CONFECOM e direcionar sobre o modelo de comunicação que queremos para o Brasil, que priorize os nossos valores culturais e o desenvolvimento do nosso país.

*Ívina Carla é estudante de Jornalismo da FAC e militante da UJS.

**Daniel Herz escreveu o livro: A história secreta da Rede Globo


Fonte: Blog Socializando Ideias

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O Globo se desculpa pela manipulação grosseira contra Lula  

O jornal O Globo desta quarta (13) deve ter surpreendido a muitos. O diário se desculpa pela capa apresentada no dia anterior, quando estampou uma foto do presidente Lula, que desceu do carro para conversar com pessoas que faziam uma manifestação. A foto deixa a entender que houve enfrentamento.

Na foto, um manifestante está com a mão no ombro de Lula. E o presidente com uma cara de mal e o dedo em riste olhando para ele. Não há dúvida para quem vê somente a capa do jornal: houve confusão, empurrões e os manifestantes partiram pra cima do presidente.

Mas quem se deu ao trabalho de ler a matéria correspondente, que estava na página 4, pode entender o que aconteceu. Quando chegava ao local onde despacha atualmente, o presidente se deparou com uma manifestação de pessoas que queriam dialogar diretamente com Lula sobre o programa habitacional. Na verdade, o que eles não queriam era passar pelo governo do Distrito Federal, administrado pelo DEM.

Segundo o próprio jornal informou, os manifestantes “temem que o governo de José Roberto Arruda privilegie as grandes construtoras, em detrimento das famílias com renda de até três salários mínimos”.

Lula, com seu espírito democrático, desceu do carro e questionou o que os manifestantes queriam, prometendo conversar com o governador do DF. Ou seja, nada de confronto como O Globo quis mostrar. E mais, quando desceu do carro, o presidente foi ovacionado com “Lula, eu te amo!”.

Mas por que O Globo fez esse mea culpa na matéria? Pois não é de hoje que o diário carioca faz algo do tipo. Na verdade, um recurso comum de manipulação de foto e matéria de capa. Eles sabem que boa parte dos leitores olha apenas a capa nas bancas e muitos que compram o jornal não lêem todo o conteúdo, se prendendo mais nas fotos e no título.

Bom, o jornal não diz exatamente o motivo de admitir o erro, talvez muitos leitores tenham enviado cartas ou mensagens criticando a postura do jornal. Nas Cartas dos Leitores não há uma sequer comentando o caso. Outro possível motivo seria as incessantes manipulações do Globo, que já estaria caindo em descrédito com a sociedade.

Por fim, vale lembrar que o reconhecimento do erro não mereceu o destaque da foto do dia anterior, mas apenas um pequeno pedaço no canto da capa e na parte de baixo.

Diz o texto com o título “Lula e os manifestantes”, que, aliás, não diz nada sobre o que se trata: “Texto na primeira página do Globo de ontem deu a entender que o presidente Lula teve enfrentamento com manifestantes. Pelo contrário, ele ‘ganhou’ o grupo, como registrou corretamente a reportagem na página 4”.

Agora é esperar a próxima capa do PIG (Partido da Imprensa Golpista), como gosta de se referir o jornalista Paulo Henrique Amorim.

Por Marcos Pereira, jornalista do PCdoB do Rio de Janeiro.

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TV Digital finalmente chegou ao Ceará  

Depois de muita celeuma pelo cancelamento da vinda do ministro das telecomunicações, Hélio Costa, à cerimônia de lançamento da TV Digital (o que parece ter ferido o ingênuo orgulho bairrista das autoridades locais), emissoras de Fortaleza já transmitem desde ontem (11/04), o tão falado sinal em alta definição.

As emissoras que compraram a concessão no estado são a TV Ceará, TV Verdes Mares Ltda., TV Jangadeiro Ltda., Fundação de Televisão do Estado do Ceará (Funtelc), TV Ômega Ltda., Rede União de Rádio e Televisão Ltda., TV Assembléia (Governo do Estado-Assembléia Legislativa) e TV Diário Ltda.

Apesar do discurso ufanista repetido em toda a imprensa local, segundo o qual o cronograma de implantação da TV Digital no país está adiantado, já que a previsão original é que Fortaleza só viria a ter transmissões de TV Digital em janeiro de 2010, não custa lembrar que Fortaleza (a 4° maior cidade do país) é apenas a 18° a implementar o sistema, atrás de cidades como Teresina, Cuiabá e Uberlândia.

Enfim, suscetibilidades e bravatas provincianas...

Por David Aragão, Sec. de Comunicação da UJS Ceará.

Fonte: Blog do Prof. Evaldo

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Brasil - Além do Cidadão Kane  

O polêmico documentário de Simon Hartog, produzido para o canal BBC, de Londres, foi proibido no Brasil desde a sua estréia em 1993, graças a uma ação judicial movida por Roberto Marinho. Hoje encontram-se poucas cópias em circulação no Brasil. O filme conta com a participação de alguns artistas, políticos como Chico Buarque, Leonel Brizolla, Washington Olivetto, Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros.

Ao longo do filme, são mostrados com uma narração criticamente irônica, em off, fragmentos de uma história de manipulação de resultados (como os cortes efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989); de censura a artistas (como Chico Buarque que por muitos anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora); de criação de mitos culturalmente questionáveis (como é o caso de Xuxa) e de veiculação de notícias frívolas e tolices em programas de auditório. Mostra-se às claras os envolvimentos ilegais e mecanismos manipulativos utilizados pelas Organizações Globo em suas obscuras parcerias para com o poder em Brasília (incluindo fraudes em várias eleições e assassinatos encomendados por seus maiores figurões).

Só para finalizar, queria dizer que nunca o Império Globo teria o poder que tem sem o apoio pra lá de camarada da ditadura militar. Se a Globo é hoje essa unanimidade de maquiavelismo e de prejuízo à liberdade de informação do povo brasileiro, devemos essa não só ao Roberto Marinho mas, principalmente, ao regime canalha e assassino que a concebeu, regime que entregou em 1985 um país quebrado, arrasado, humilhado, cheio de cadáveres insepultos de estudantes e operários.

Hoje, novamente a Globo encontra um parceiro poderoso na pessoa de Rupert Murdoch, o porta-voz de Bush, que faz da parceria Globo/ Time-Life uma mixaria. Nós, brasileiros, precisamos estar de olho para não ficarmos à mercê por outros 40 anos da lavagem cerebral e manipulação do monopólio do plim-plim. Que a história não se repita jamais. O site da Google mostra que o documentário teve 522.394 visualizações. Esse número é muito superior, por exemplo, à quantidade de expectadores da grande maioria dos filmes brasileiros lançados nos nossos cinemas na década de 2000. Isso indica que, a longo prazo, o objetivo de seus censores acabou sendo frustrado.

Baixe o vídeo clicando neste link: Brasil - Muito Além de Cidadão Kane

Para baixar via torrent clique Brasil - Muito Além de Cidadão Kane

Mas aproveitem logo, os sites nacionais que disponibilizam esse arquivo para download costumam misteriosamente desaparecer da net!

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Revista Princípios chega a sua 100° edição  

Princípios, a revista “100% em Defesa do Brasil e do Socialismo”, atingiu a notável marca de cem edições. Já foram 28 anos de circulação ininterrupta, 485 colaboradores voluntários, 1.584 textos e mais de 7.500 páginas publicadas — além de inestimáveis contribuições à luta de ideias no Brasil. Por tudo isso, a publicação da Editora Anita Garibaldi está à altura da grande festa de lançamento da edição especial número 100, que ocorreu nesta sexta-feira (24), no Sesc Avenida Paulista, em São Paulo.

Leia a matéria na íntegra.

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TV Globo e jagunços disparam contra o MST  

O Fantástico, da TV Globo, disparou covardemente contra o MST na noite de domingo (19). Ao noticiar os violentos confrontos na Agropecuária Santa Bárbara, na região de Xinguara, no sul do Pará, ele acusou os sem-terra de terem invadido a fazenda, atirado em “seguranças” da empresa e de terem feito jornalistas de “reféns”, usando-os como “escudo humano” no meio de um tiroteio. Num espetáculo deprimente, a emissora exibiu cenas de sangue, agressões e humilhações. Só faltou acusar os líderes do MST de “terroristas” e “bandidos”. As imagens induziram a isto!

A TV Globo só não realçou que a fazenda ocupada desde fevereiro por 120 famílias de sem-terra pertence ao Banco Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros e que se jacta da sua influência sobre a mídia. Também não explicou porque os quatro jornalistas chegaram ao local num avião fretado pela Santa Bárbara, o que poderia indicar a encenação de uma emboscada. E não esclareceu que os tiros diante das câmeras de TV foram disparados por jagunços contratados pela empresa – e não meros seguranças. Os jornalistas ficaram sempre atrás dos jagunços. Nem sequer entrevistaram os líderes do MST para entender as razões do conflito.

Uma emboscada televisionada

Diante desta abjeta manipulação, a coordenação do MST-Pará emitiu nota oficial, que também não foi divulgada pela emissora privada. Ela comprova que a violência neste final de semana foi provocada pelos jagunços de Daniel Dantas. “Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda e nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados”. Ela informa que na manhã do sábado, quando 20 sem-terra recolhiam palha para reforçar seus barracos, jagunços chegaram fortemente armados e passaram a provocar. “O trabalhador Djalme Ferreira foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. Ele foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas”.

No retorno ao acampamento, os sem-terra decidiram em assembléia realizar uma marcha. “Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada... Não havia a intenção de fazer os jornalistas de ‘escudo humano’, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Santa Bárbara, o que mostra que ela tinha tramado uma emboscada”. A própria Polícia Militar negou as notícias sobre “reféns” e “escudo humano”.

Segundo a direção estadual, “os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento da região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre... Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Levou quatro tiros. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças ainda fizeram três reféns”.

Queda de audiência e de credibilidade

Mais esta manipulação grosseira da TV Globo, desta vez a serviço do banqueiro Daniel Dantas, até poderia motivar a abertura de processo jurídico. Os sem-terra foram exibidos como bandidos, enquanto os verdadeiros bandidos permanecem em liberdade – inclusive com a ajuda de habeas-corpus do STF. A edição do Fantástico, “a revista eletrônica da Globo”, foi totalmente distorcida, um exemplo do pior jornalismo. Isto talvez ajude a explicar a queda constante de audiência deste programa, que perde credibilidade a cada semana. Neste mesmo domingo, ele teve o pior Ibope desde que foi levado ao ar pela primeira vez em 1973. Alcançou apenas 19 pontos em São Paulo.

Fonte: Portal Vermelho

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Lula convoca a conferência de comunicação  

Após longa e preocupante espera, o governo federal publicou nesta sexta-feira, dia 17, o decreto que convoca oficialmente a Conferência Nacional de Comunicação. A 1ª Confecom foi marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro e merece ser comemorada pelas forças políticas e sociais que há muito lutam pela democratização dos meios de comunicação. O decreto publicado no Diário Oficial é uma primeira vitória de uma batalha que promete ser dura. Os “barões da mídia”, que exercem forte poder na sociedade, farão de tudo agora para interferir nos rumos da conferência.

A própria demora na sua convocação indica que este processo terá caráter estratégico. A idéia de um amplo e democrático debate na sociedade sobre o papel dos meios de comunicação esteve na agenda do governo Lula desde o seu primeiro mandato, mas sempre foi castrada pela oligarquia midiática e pelas vacilações e ilusões existentes no próprio Palácio do Planalto. Fruto da pressão de várias entidades, Lula anunciou a intenção de realizar a conferência durante o Fórum Social Mundial em Belém do Pará, no final de janeiro. Durante quase três meses, o tema gerou intensa guerra nos bastidores de Brasília e, finalmente, agora saiu o decreto convocando a Confecom.

A íntegra do decreto

“O presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea "a", da Constituição, decreta:

Art. 1º. Fica convocada a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), a se realizar de 1º a 3 dezembro de 2009, em Brasília, após concluídas as etapas regionais, sob a coordenação do Ministério das Comunicações, que desenvolverá os seus trabalhos com o tema: ‘Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital’.

Art. 2º. A 1ª Confecom será presidida pelo Ministro de Estado das Comunicações, ou por quem este indicar, e terá a participação de delegados representantes da sociedade civil, eleitos em conferências estaduais e distritais, e de delegados representantes do poder público.

Parágrafo único. O Ministro de Estado das Comunicações contará com a colaboração direta dos Ministros de Estado Chefes da Secretaria-Geral e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, na coordenação dos trabalhos para a realização da Conferência.

Art. 3º. O Ministro de Estado das Comunicações constituirá, mediante portaria, comissão organizadora com vistas à elaboração do regimento interno da 1ª Confecom, composta por representantes da sociedade e do poder público.

Parágrafo único. O regimento interno de que trata o caput disporá sobre a organização e o funcionamento da 1ª Confecom nas suas etapas municipal, estadual, distrital e nacional, inclusive sobre o processo democrático de escolha de seus delegados, e será editado mediante portaria do Ministro de Estado das Comunicações.

Art. 4º. As despesas com a realização da 1ª Confecom correrão por conta dos recursos orçamentários do Ministério das Comunicações.

Art. 5º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 16 de abril de 2009, 188º da Independência e 121º da República.
Luiz Inácio Lula da Silva e Hélio Costa”.


As próximas escaramuças

O conciso decreto deixa em aberto várias questões nevrálgicas, como a composição da comissão organizadora e a própria programação da conferência. Há, porém, sinalizações preocupantes. Ele confirma o Ministério das Comunicações, que nunca se mostrou disposto a democratizar o setor, como órgão responsável pela coordenação do evento, apesar de ressaltar a “colaboração direta” da secretaria-geral e da Secom. Quanto à comissão organizadora, há fortes boatos de que ela será tripartite – com sete membros do governo, sete do empresariado e sete dos movimentos sociais –, o que pode gerar distorções num processo democrático de debate na sociedade.

Já no tocante ao conteúdo, o decreto firma apenas um temário geral: “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”. O empresariado do setor, que tanto relutou na convocação da conferência, deseja agora transformar o evento numa arena para discutir suas pendengas. Na dura disputa entre os barões da radiodifusão e as operadoras de telecomunicações, o capital quer apenas regulamentar o processo de convergência digital. Se depender dos barões da mídia, a democratização dos meios de comunicação nem entrará na pauta da Confecom. Daí a importância dos movimentos sociais tratarem como prioridade o evento. Do contrário, a vitória da convocação pode virar uma derrota nesta batalha estratégica pela democratização do país.

Fonte: Blog do Miro

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Dilma afirma que ficha criminal publicada pela Folha é falsa  

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou, na última sexta-feira (18), em entrevista a uma rádio de Belo Horizonte que a ficha reproduzida na reportagem da Folha de S.Paulo sobre ela, no dia 5 de abril, ''é falsa, é uma montagem''. A informação está na própria Folha deste sábado (19), em reportagem de Paulo Peixoto, da Agência Folha, em Belo Horizonte.

A matéria a que Dilma se refere foi publicada na capa do jornal, com a espalhafatosa manchete ''Grupo de Dilma Planejou Sequestro de Delfim Neto''. A reportagem foi divulgada, apesar de a ministra negar peremptoriamente conhecimento sobre o plano do sequestro, que sequer aconteceu.

Para piorar as coisas, a fonte da jornalista - o também jornalista Antonio Roberto Espinosa - enviou uma carta ao ''Painel do Leitor'' da Folha, desmentindo a essência da matéria e desafiando o jornal a mostrar a íntegra da sua entrevista.

O jornal não publicou o texto, mas solicitou uma versão reduzida do mesmo, divulgada depois em suas páginas. Na semana seguinte, o ombudsman da Folha, cobrou que a entrevista fosse de fato disponibilizada, o que não ocorreu até então. A carta completa de Espinoza foi distribuída pela internet, sendo reproduzida em vários sites e blogs.

Veja abaixo a matéria publicada hoje na Folha:

Dilma questiona autenticidade de ficha

Ministra diz que uma das reproduções de pepéis publicados pela Folha sobre sua prisão na ditadura é 'montagem recente'.

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) questionou a autenticidade de um dos documentos referentes à sua prisão pelo regime militar publicado, com outros quatro, em reportagem da Folha no último dia 5. Segundo a ministra, a ficha em que ela aparece qualificada como ''terrorista/assaltante de bancos'' e da qual consta o carimbo ''capturado'' sobre a sua foto é uma ''manipulação recente''.

Dilma disse que o documento não consta dos arquivos em que ela mandou pesquisar. ''A ficha é falsa, é uma montagem. (...) Estou, atualmente, numa discussão, tentando ver com a Folha de S.Paulo de onde eles tiraram aquela ficha, porque até agora ela não está em nenhum dos arquivos que pelo menos nós olhamos. Então, ela não é produto nem daquela época, ela é produto recente, manipulado, de órgãos ou de interesses escusos daqueles que praticaram esses atos no passado'', disse a ministra em entrevista à radio Itatiaia, de Belo Horizonte.

Ex-integrante do movimento VAR-Palmares, adepto da luta armada contra a ditadura, Dilma negou participação em ações criminosas realizadas em São Paulo e atribuídas a ela na ficha. ''Eu nunca militei em São Paulo nesse período que eles relatam na ficha. Eu morava em Minas. Tem datas aí [na ficha], de 1968, que eu não só morava aí [em BH] como estudava na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Tinha endereço certo e sabido.''

Na sua reportagem, a Folha informava, na legenda sob a reprodução do documento, que a ministra não havia cometido crimes a ela imputados. Dilma disse ainda que, embora tenha ficado presa por seis anos, ''infelizmente ou felizmente'', nunca foi julgada por participação em ações armadas. ''Nunca fui julgada por nenhuma ação armada ou por um assalto a banco, porque as minhas circunstâncias foram essas, não os cometi.''

A ministra disse que a ficha ''cumpre uma função similar àquela da pergunta que me foi feita no Senado'', referindo-se ao questionamento que lhe fizera o senador Agripino Maia (DEM-RN), em maio de 2008, sobre ela ter mentido em seus depoimentos durante os interrogatórios no regime militar. Na ocasião, Dilma respondeu: ''Não é possível supor que se dialogue no choque elétrico, no pau-de-arara. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia''.

Senado

Ontem, após recordar o episódio do Senado, ela disse: ''A minha situação fica bastante desagradável para aqueles que defendem ou que houve ditadura branda no Brasil ou que no Brasil havia uma regularidade, naquele período, democrática. Nem uma coisa nem outra. Naquela época se torturava, se matou, se prendeu''.

Ao falar em ''ditadura branda'', Dilma fazia alusão também ao termo ''ditabranda'', empregado recentemente em editorial da Folha, que o jornal reconheceu ter sido inapropriado, reafirmando seu repúdio a qualquer ditadura, de direita ou de esquerda.

Dilma completou: ''Muitas vezes as pessoas eram perseguidas e mortas... E presas por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas. O meu caso não é de ação armada. O meu caso foi de crime de organização e de opinião, que é, vamos dizer assim, a excrescência das excrescências da ditadura''.

Nota da Redação - Tão logo a ministra colocou em dúvida a autenticidade de uma das reproduções publicadas, a Folha escalou repórteres para esclarecer o caso e publicará o resultado dessa apuração numa próxima edição.

Fonte: Portal Vermelho

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Obrigatoriedade do diploma e liberdade de expressão  

*Por Ívina Carla

A luta do sindicato e dos estudantes não é fato novo e como atuante nessa batalha posso afirmar que encontra-se aliada à exigência de uma educação de qualidade, indo mais além, abrir as portas das universidades para os alunos de escolas públicas também. Inclusão social para formar os que não tiveram acesso a um direito de todos: a educação. Infelizmente os ataques são diversos, com inverdades na tentativa de distorcer uma conquista dos jornalistas.

É correto afirmar que a liberdade de expressão será limitada por causa do diploma, será mesmo? É notório que quem faz isso são as linhas editoriais dos jornais, os donos dos meios de comunicação que atropelam a constituição e com esse recurso no STF, caso seja aprovado, irão apontar quem será jornalista. Por isso os apelos das empresas de comunicação pela derrubada do diploma. Ou será que eles (empresários) estão preocupados com a liberdade de expressão?

Informação = bem público

Alguns questionamentos sobre a obrigatoriedade do diploma são comparados ao diploma de um médico. Será que, não conseguimos ver o poder que a informação tem de agendar, de direcionar a vida das pessoas? Por isso mesmo é que temos que defender o espaço plural da universidade, onde o individuo tenha a oportunidade de se formar e que possa de fato praticar a tão sonhada imparcialidade, nunca vista no Brasil. Devemos cuidar da informação como um bem de fato público. O diploma não é a salvação, mas se aproxima muito do objetivo de tratar a informação com responsabilidade.

Categoria em perigo

Sindicato: 4. Sociol. Agrupamento de uma classe para defesa dos seus interesses econômicos e sociais.

Com essa definição entra o meu questionamento: qual movimento social que estamos defendendo? Acredito que essa luta é também por dignidade, direitos, a verdade sobre a opressão que existe nos bastidores e que a imprensa não mostra. Onde se vê um ato do sindicato dos jornalistas nos meios de comunicação? Os que são tidos como contrapoder da sociedade, são perseguidos, impedidos de se organizarem, de exercerem a liberdade de expressão na defesa de seus direitos e ainda tem essa ameaça que irá esfacelar a categoria. A derrubada do diploma é um ataque feroz das classes dominantes.

Entregar a profissão de jornalista nas mãos de empresas de comunicação é atirar contra o próprio pé, é desmerecer uma conquista que foi fruto da luta. Deixar que a Rede Globo e outras formem os profissionais é não acreditar na responsabilidade social que a profissão tem. É entregar os nossos sonhos, porque acreditamos que uma boa informação contribui com o cidadão na sua formação de opinião. Devemos lutar para que os empresários respeitem a profissão e que o jornalista possa pôr em prática os seus conhecimentos em favor da sociedade.

Ívina Carla é estudante de Jornalismo da FaC e militante da UJS.

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Decisões judiciais limitam liberdade de expressão de jornalistas do O Povo e Diário do Nordeste  

Interditos proibitórios impedem piquetes em frente aos dois maiores jornais do Estado

O Sindicato dos Jornalistas está impedido de realizar piquetes em frente aos dois maiores jornais do Ceará. A pedido do O Povo e do Diário do Nordeste, a Justiça do Trabalho expediu três interditos proibitórios contra o Sindicato dos Jornalistas. “Os interditos proibitórios limitam drasticamente a liberdade de expressão dos profissionais”, lamenta a secretária-geral do Sindicato, Cristiane Bonfim. Em caso de descumprimento das decisões, a Justiça estabelece multa diária de R$ 10.000,00, valor solicitado pelas empresas.

Jornalistas e gráficos deliberaram pela greve no último dia 18 de março, após impasse nas negociações da campanha salarial no setor de impresso. Os jornalistas estão há sete meses em campanha salarial, os gráficos estão há cinco meses. Para jornalistas, os patrões oferecem 0% de ganho real; para os gráficos, eles querem dar apenas 0,5%. As duas categorias reivindicam 1,02%, o que representa apenas R$ 12,59 a mais para os jornalistas que ganham o piso salarial.

“Esse é um movimento não só por salários. Não é mais uma questão de reajuste salarial, mas de dignidade profissional”, ressaltou durante o ato em frente ao jornal O Estado o presidente do Sindicato dos Gráficos, Rogério Andrade.

"Essa nota (do Dia do Jornalista) tem que chegar às universidades e a vários lugares para que se saiba que há uma categoria em luta não só por salário, mas por respeito", reforçou Ivna Carla, estudante de Jornalismo. "A única luta que se perde é a que se abandona", acentuou Ivna, repetindo uma frase atribuída a Che Guevara e referindo-se à longa campanha salarial dos jornalistas.

“Iremos para o conflito, iremos para o confronto, se necessário for para garantirmos a dignidade e o respeito à profissão”, avisou a presidente do Sindicato dos Jornalistas, Déborah Lima.

Para o dirigente do Sindicato dos Gráficos, Juarez Alves, os patrões já deram o ultimato à categoria. “Não temos nada pra comemorar no Dia do Jornalista. Já está chegando a próxima campanha salarial e os patrões nem aí para uma campanha que começou no ano passado”, observou.

O sindicalista chamou os jornalistas à responsabilidade, cobrou a participação de todos e lamentou a postura de profissionais que, ao invés de se juntar à luta por demandas coletivas, reforçam o discurso patronal. “Não podemos admitir que trabalhadores vistam a camisa do patrão e esqueçam que estão dando lucro às empresas. Ou nós nos vemos como classe ou devemos pôr a viola no saco, ir pra casa e reclamar para o companheiro ou a companheira que somos impotentes para lutar pelos nossos direitos e pela solução dos nossos problemas”, concluiu Juarez.

Fonte: Sítio da UBES

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Manchetes do dia 1° de abril de 1964  

Ontem foi 1° de abril, conhecido como Dia Internacional da Mentira, um dia dedicado a brincadeiras e trotes entre amigos. Entretanto, aqui no Brasil, este dia traz lembranças sombrias de um momento crítico da nossa história. Há 45 anos atrás, os militares, servindo aos interesses ianques e à burguesia dominante local, perpetraram um hediondo golpe na democracia nacional. Nos vinte anos seguintes, eles rasgariam a Constituição e seriam responsáveis por milhares de pessoas perseguidas, torturadas e assassinadas.

O jornalista Emir Sader, em seu Blog na Agência Carta Maior, teve a ideia de mostrar todas as matérias de capas, nos principais jornais do país, nesse exato dia 1° de abril de 1964, para ver qual tinha sido a postura da imprensa brasileira. A jornalista Cristiane Costa, em seu Blog BrHistória, topou o desafio, veja o resultado da pesquisa, você vai se surprrender (ou não!).

As manchetes do golpe militar de 1964

“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.

Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento”
(A Razão - Santa Maria - RS - 17 de Abril de 1964)

“Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”.
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 31 de Março de 1973)

“Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada”.
(Jornal do Brasil, edição de 01 de abril de 1964.)

"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada".
Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal"
(O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução".)

Mais algumas manchetes:

31/03/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, BASTA!): "O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!"

1°/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – (Do editorial, FORA!): "Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!"

1o/04/64 – ESTADO DE SÃO PAULO – (SÃO PAULO REPETE 32) "Minas desta vez está conosco"... "dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições."

02/04/64 – O GLOBO – "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"... "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso... as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal".

02/04/64 – CORREIO DA MANHÃ – "Lacerda anuncia volta do país à democracia."

05/04/64 – O GLOBO – "A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista".

05/04/64 – O ESTADO DE MINAS – "Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos". "Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria."

06/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "PONTES DE MIRANDA diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!"

09/04/64 – JORNAL DO BRASIL – "Congresso concorda em aprovar Ato Institucional".

Fonte: Agência Carta Maior

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Conferência de comunicação gera disputas  

Por Altamiro Borges*

A Conferência Nacional de Comunicação nem foi convocada oficialmente e já é alvo de ataques e sabotagens. Ela foi anunciada inesperadamente pelo presidente Lula no Fórum Social Mundial, em Belém, no final de janeiro, sendo motivo de comemoração para todos os que lutam contra a ditadura midiática no país. Na sequência, foram feitas varias reuniões em Brasília para definir o temário e a comissão organizadora, mas a decreto oficial de convocação ainda não foi publicado. Esta demora preocupante se deve a intensa disputa de bastidores sobre os rumos da conferência.

No próprio governo, as divergências são visíveis. O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, defende que a conferência discuta as concessões públicas, a propriedade cruzada e a concentração da mídia, num processo que sirva para democratizar este setor. Já o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou em recente palestra que "a democratização da comunicação sempre existiu no governo Lula. Não precisa de uma conferência nacional para fazer a democratização de nada", polemizou, contrapondo-se ao próprio presidente.

Guerra no meio empresarial

As divergências também estão acirradas nos meios empresariais. Os barões da mídia temem que a convergência digital acelere a invasão das multinacionais da telefonia no setor. Eles fazem um discurso em defesa da produção cultural brasileira, mas não aceitam tocar nos seus privilégios - no monopólio midiático que manipula corações e mentes. Paulo Tonet, da Associação Nacional de Jornais, expressou bem esta contradição, ao criticar o debate sobre a concentração do setor e ao defender que a conferência discuta apenas "o conteúdo nacional da produção". Nesta guerra entre as teles e os barões da radiodifusão, a sociedade brasileira está totalmente excluída, alijada.

Mesmo com suas diferenças, os dois segmentos do capital se unem para evitar que a conferência se empenhe em emocratizar, de fato, os meios de comunicação. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que expressa os interesses de ambos, recentemente atacou o presidente Lula por suas "críticas desmedidas" à mídia e manifestou temor com o evento. Já os jornalões e emissoras de televisão destilam veneno contra a participação da sociedade. A Folha de S.Paulo, por exemplo, publicou reportagem marota sobre os gastos públicos com o evento, previstos em R$ 8,2 milhões. Quanto menor a estrutura, mais difícil será o acesso e a participação das organizações da sociedade civil.

Limites ao poder incontrolado

Como alerta o professor Laurindo Leal, a gritaria indica que "a campanha contra já começou. E a ordem veio de cima, bem de cima: da associação internacional dos donos da mídia no continente, conhecida pela sigla SIP. Ela se diz preocupada ‘porque os debates serão conduzidos por ONGs e movimentos sociais que pretendem interferir no funcionamento da imprensa'. A expressão pode ser traduzida pelo temor diante da possibilidade de um debate mais sério e aprofundado sobre o pensamento único imposto pelos grandes meios de comunicação. Afinal, debates como o proposto podem conduzir a ações práticas, capazes de impor limites a esse poder incontrolado".

Profundo conhecedor do poder da ditadura midiática, Laurindo adverte que será preciso intensa pressão da sociedade para garantir uma conferência democrática. Do contrário, ela poderá ser manietada. Ele lembra que a divisão entre as teles e a radiodifusão pode servir como brecha aos movimentos sociais. Mas não alimenta ilusões. "Do lado patronal, dificilmente sairia posição diferente, afinal estão defendendo interesses de classe seculares... Daí a importância da mobilização, necessária para impedir que os interesses empresariais da mídia se sobreponham aos da sociedade".

Ilusões e avanços do governo Lula

Estas disputas explicam a demora na convocação da conferência. Apesar da guerra de bastidores, tudo indica que ela será oficializada. O governo Lula sofreria enorme desgaste se recuasse agora. A realização de um debate democrático, com ampla participação da sociedade, é anseio e demanda dos movimentos sociais brasileiros. A proposta da conferência fez parte da plataforma de Lula nas eleições de 2002, mas o governo preferiu conciliar com a oligarquia midiática, num misto de ilusão de classe e de tentativa pragmática de neutralizar os veículos privados.

A manipulação da mídia na eleição presidencial de 2006 fez com que o governo Lula acordasse, parcialmente, para este desafio estratégico. Uma iniciativa positiva foi a da criação da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), responsável pela TV Brasil. O presidente também passou a polemizar mais com mídia privada, o que irritou a SIP. O anúncio da conferência em Belém foi outra iniciativa positiva. A questão agora é garantir que o processo seja realmente democrático, garantindo a ampla participação da sociedade num debate cada vez mais candente.

*Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB.

Fonte: Portal Vermelho

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Boicote nordestino à Rede Globo será amanhã  

Tudo está indicando que será o maior Boicote já realizado no país à golpista, fascista e ditatorial Rede Globo de Comunicação. Mesmo com a imprensa cearense a boicotar o Boicote Nacional a Rede Globo, já somos destaque em jornal sulista. Não adianta querer calar a força, a Blogosfera mostra, apita e transforma a realidade do mundo.

O Sistema Globo de Jornalismo está tremendo nas bases. Quem mandou mexer com o povo nordestino? Agora o país todo se volta contra as verdadeiras faces da Rede Globo. Dia 13 está chegando! Vamos divulgar, organizar manifestações de rua, sair com a bandeira estampada nos veículos em repúdio fechamento da TV Diário e às ações inescrupulosas da Rede Globo.

13 de março - Dia Nacional de Boicote à Rede Globo

Em virtude do último golpe ditatorial da Rede Globo oprimindo ainda mais o povo brasileiro, e deixando de fora do ar a voz que vinha do Nordeste brasileiro (a TV Diário), é que no próximo dia 13 de março foi marcado como o dia Nacional do Boicote a Rede Globo.A TV Diário era muito maior do que uma simples emissora de televisão. A TV do Nordeste era o único meio que realmente os nordestinos se viam na TV, ausente de estereótipos fabricados por diretores preconceituosos sulistas, que diante o seu analfabetismo da ignorância geográfica, sempre trataram o Nordeste na TV com desprezo, chutes e ponta pés. Defecavam e nem davam a descarga, esnobavam e dava chicoteadas a toda aparição do Nordeste na TV Globo ou outra emissora de diretores e centrais de jornalismo afins, sem deter a mínima percepção necessária para se falar da maneira correta do Nordeste por inteiro.

É por isso, que nunca no Brasil se presenciou um sentimento tão grande de revolta envolvendo o público televisivo e uma rede de televisão.Com o advento da Internet fica fácil as pessoas, que se sentiram prejudicadas com algum evento televisivo, organizarem-se e orquestrarem de um só momento ações inéditas, que seria impossível há algum tempo atrás. O Boicote a Rede Globo sempre existiu. Uma vez por outra acontece um. Constantemente ocorre quando a Globo mostra as suas garras e faz campanha difamatória contra algum político da “esquerda” ou tenta escandalizar algo de acordo com seus malévolos interesses. No entanto, esta campanha vista há alguns dias ganha uma dimensão maior porque penetra no mesmo poder de sedução das lentes, das câmaras, da transmissão, da TV.

O Boicote agora é induzido pelo ato de estupidez agressiva no ápice do egoísmo global. É público de TV versus o direito de poder assistir a TV. É a censura imposta que ganhou dimensão instantânea como o ao vivo da TV.O dia 13 de março de 2009 é um marco inicial que irá representar todo o repúdio, o ódio, a revolta, o protesto dos milhões de telespectadores da TV do Nordeste (adicionado aos milhares de inimigos globais), contra o apagar das luzes, a força, e sobre exageradas doses de pressões, tortura psicológica e algo a mais, que a Globo e os Marinhos criminosos se utilizaram para destruir a concorrência. O grupo de comunicação do sudeste nunca imaginava que haveria uma onda de reações em cadeia que aperfeiçoaria em astuciosos Boicotes, em ousados protestos e em surpreendentes manifestações de ruas ou na frente das sedes das emissoras.

O grupo criminoso que detém a poderosa Rede Globo de televisão já deve estar temendo um mal maior. Fará tudo para acalmar os ânimos e deixar mais um golpe cair no esquecimento da nação. Ache bom ou ache ruim, dia 13 é desligar democraticamente a TV globo, é isto!

Fonte: Blog Rastreadores de Impurezas

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Vote SIM na enquete do Estadão  

No começo da semana publicamos aqui no Blog uma matéria sobre a enquete do jornal direitoso de sampa, o Estadão, perguntando se a UNE representa ou não os estudantes. O Estadão é mais um dos grandes jornais brasileiros que tucanou e decidiu entrar na mais nova onda da burguesia tupiniquim: investir contra os Movimentos Sociais.

Entenda essa polêmica: a enquete surgiu logo após a UNE ter lançado uma nota em defesa do MST e contra a criminalização dos movimentos sociais, que haviam sido acusados, sem nenhuma prova, de receber indevidamente dinheiro do governo federal.

A enquete está disputadíssima galera, as regras sujas, ops, pouco claras, talvez tenham contribuído para isso, a UNE anoitece vencendo e no dia seguinte amanhece perdendo e a enquete parece não ter data para terminar (se tem, essa informação não aparece).

Mas mesmo assim vamos fazer um esforço para vencer no jogo deles, na casa deles, VAMOS VOTAR NO SIM e dar um cala-boca na direita.

CLIQUE AQUI PARA VOTAR!

Por David Aragão, Sec. de Comunicação da UJS Ceará.

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Internautas respondem provocação do Estadão à UNE  

O jornal O Estado de S. Paulo veiculou, em sua edição desta quinta, uma matéria relatando a "abertura das torneiras" governamentais para a UNE nos últimos anos. Capciosa, a reportagem busca retratar uma relação de atrelamento devido "ao maior acesso oferecido pelo governo Lula", embora destaque a declaração da presidente da entidade, Lúcia Stumpf, de que a UNE "mantém sua independência e não é comprável por nenhum governo".

Explorando um pouco mais o tema, a edição on line da publicação realizou uma enquete com a pergunta: Na sua opinião, a UNE ainda representa os estudantes? Por óbvio, conclui-se que o interesse oculto era ver a entidade reprovada pelos internautas, uma vez que o teor da matéria induz a tal resposta.

Pois até a manhã desta sexta feira, 06 de março, foi amplamente frustrado o objetivo do jornal dos Mesquita. Com 402 votos computados, a resposta "Sim" - ou seja, a percepção de que UNE representa os estudantes, vencia por 332 votos, coisa de 83%. O "Não" obtinha 70 sufrágios, somando parcos 17%.

A ampla maioria obtida na enquete fala por si. É provável que os estudantes reconheçam a independência da UNE, que dialoga com o governo as propostas para educação e defende os interesses de sua base, ao mesmo tempo em que faz passeatas pedindo a cabeça do quinta-coluna Henrique Meirelles, presidente do BC.

Ofensiva da mídia contra os movimentos sociais

O fato é que o momento é de nova e feroz ofensiva da grande mídia contra os movimentos sociais. Desde as ocupações realizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no carnaval o que se vê é uma perseguição implacável dos grandes veículos na busca de criminalizar movimentos e jogar a dita "opinião pública" contra os mesmos.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, foi o primeiro a dar senha quando disse ilegais os repasses feitos a cooperativas rurais supostamente vinculadas ao MST e que a prática configuraria "a sociedade financiando a violência" no campo. Depois vieram ataques ao movimento sindical, estes vindos da Folha de S. Paulo, apresentado como incapaz de agir frente à crise econômica. Em seguida foi a vez da UNE virar alvo com as reportagens do Correio Brazieliense e no Estado de S. Paulo.

Ninguém chuta cachorro morto

O papel de alvo sempre foi reservado aos movimentos sociais, uma vez que apresentam-se contrários a interesses poderosos. Ainda mais agora: à falta de um discurso político defensável, resta à mídia e às viúvas neoliberais arranjarem pautas para criminalizar os movimentos, para passar imagens falsas - como a de "desordem" ou "queima" de recursos federais no financiamento de entidades.

Mas uma coisa é certa: ninguém chuta cachorro morto. A busca dos movimentos pela democratização do Estado brasileiro parece incomodar alguns setores, em particular a mídia. Talvez pelo receio da Conferência Nacional das Comunicações que foi pautada pelo governo, após anos de pressão de entidades das mais variadas áreas.

A grande mídia nativa, desde sempre beneficiária do poder, parece reagir de antemão à mera possibilidade de discussão dos seus privilégios e à luta por sua democratização.

Por Fernando Borgonovi, Diretor de Comunicação da UJS

Fonte: Sítio Nacional da UJS

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