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O blog de política da juventude cearense!
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Eliana Gomes: Mais poder político para as mulheres  

O próximo Dia Internacional da Mulher, 8 de março, é mais um momento para fazermos a reflexão sobre o papel exercido pelas mulheres nos rumos de Fortaleza, do Ceará e do Brasil.

Por Eliana Gomes*

A organização das mulheres no centro das decisões políticas em associações comunitárias, sindicatos, partidos, organizações não governamentais, entidades, grupos religiosos e outros grupos coletivos, aprofunda a construção democrática de um novo projeto nacional de desenvolvimento que necessita da presença efetiva das mulheres. Superar os obstáculos da participação política feminina nos espaços de poder e decisão é a tarefa do século que desafia, ainda mais, as forças progressistas, populares e avançadas de nossas sociedades.

Se, por um lado, há muito a comemorar - com a presença em nível nacional de uma mulher na Presidência da República e, agora em 2012, com a comemoração dos 80 anos do direito ao voto feminino no Brasil - por outro lado, dados nacionais de participação da mulher nos parlamentos e nos executivos municipais e estaduais mostram que a predominância masculina ainda é a realidade atual.

Mesmo representando 52% do eleitorado brasileiro, apenas 46 dos 513 deputados federais são mulheres. Na Assembleia Legislativa do Ceará, das 46 cadeiras, a bancada feminina conta com seis parlamentares. Na Câmara de Fortaleza, somos somente quatro de 41 vereadores.

É necessário que liberemos as mulheres, que já somam, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 38,7% dos chefes de família, para a vida pública, as artes, as ciências, a política. Isso envolve questões que vão desde a divisão do trabalho doméstico, prioritariamente, com o Estado, até ganhos salariais equivalentes aos dos homens, passando pela garantia de acesso a diferentes benefícios, como o direito à moradia com titularidade feminina; creches no horário de trabalho e escolas de tempo integral; saúde pública que atenda às mulheres em todas as fases de sua vida e previdência social com atenção de gênero.

Para isso, a organização em torno das lutas que envolvam não só as relações de gênero, mas de outras diferenças ainda são fundamentais. Somente atuando na reivindicação de questões que atendam “as maiorias que ainda são tratadas como minorias” é que alcançaremos resultados ainda mais significativos, que representam a conquista de igualdade com respeito às diferenças.

* Eliana Gomes é Vereadora de Fortaleza (PCdoB)

Fonte: OPovo

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UBM realiza caminhada em defesa das mulheres na política  

A União Brasileira de Mulheres no Ceará (UBM/CE) realiza nesta quinta-feira (08/03) uma caminhada pelas ruas do Centro de Fortaleza. Reunindo mais de 15 entidades ligadas aos movimentos sociais, o ato tem como lema “Mais poder político para as mulheres”.

No dia em que o mundo comemora o Dia Internacional da Mulher, representantes de movimentos sociais feministas, juventude e sindicalista estarão reunidos em Fortaleza na busca de mais direitos para as mulheres. A concentração acontecerá a partir das 15h, na Praça do BNB, no Centro de Fortaleza. A manifestação percorrerá as principais ruas do centro.

Para Nágyla Drumond, secretária estadual de Movimentos Sociais do PCdoB e membro da UBM/CE, a maior participação na política é um dos grandes desafios das mulheres do Século XXI. “Neste ano em quem comemoramos os 80 anos da conquista das mulheres ao direito ao voto, temos que nos inserir no centro deste debate. Não queremos substituir os homens, mas assumir a esfera pública como um espaço de elaboração, atuação e visibilidade”, defende.

De Fortaleza,
Carolina Campos

Fonte: www.vermelho.org.br/ce

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Bloco “Maria Vem com as Outras” em defesa das mulheres  

As mulheres cearenses estão sendo convocadas para o carnaval da avenida Domingos Olímpio. É o bloco “Maria Vem com as Outras”, organizado pela União Brasileira de Mulheres – UBM/Ceará, junto com outras entidades dos movimentos sociais. O bloco desfilará na terça-feira de Carnaval (21/02), apresentando muita animação, irreverência e criatividade.



O bloco “Maria Vem com as Outras” foi lançado no carnaval de 2011, como um chamado ao dia Internacional da Mulher. O objetivo é conscientizar a população sobre as bandeiras feministas, entre elas a efetivação da Lei Maria da Penha, a conclusão e estruturação do Hospital da Mulher, a instalação do Conselho Municipal da Mulher e a criação de mais delegacias da mulher.

A coordenadora da UBM-CE, Francileuda Soares, informa que a concentração do “Maria Vem com as Outras” acontece na esquina da rua Barão do Rio Branco com av. Domingos Olímpio, a partir das 16 horas.

Contatos: Francileuda Soares (8764.7262) e Nagyla Drumond (8616.7049)

De Fortaleza,
Emília Augusta

Fonte: www.vermelho.org.br

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Roda de Conversa sobre o Movimento Feminista - UJS/Fortaleza  

Na última roda de conversa, sexta-feira, 11/03, as jovens mulheres da União da Juventude Socialista reafirmaram o seu movimento feminista emancipacionista e o seu posicionamento sobre o lugar da mulher na sociedade.

Na ocasião Nágyla Drumond, Diretora Estadual de Mulheres do PC do B, discursou sobre os vários movimentos feministas, seus contextos históricos, suas fases e ações. No debate algumas jovens relataram sobre o machismo que sofrem cotidianamente nessa sociedade machista e opressora.

Depois do debate foram feitos pirulitos para a o Ato do dia seguinte da União Brasileira de Mulheres com frases: “Lugar de mulher é em todo lugar”; “Pela descriminalização do aborto”; “Nosso corpo não é mercadoria”.

A UJS Fortaleza afirma que lugar de mulher é em todo lugar e não, apenas, nos lugares reservados pelo machismo, pelo racismo, pela homofobia. Chama mulheres e homens para lutar pela emancipação feminina, por uma sociedade justa, igualitária e solidária.

Ocupe o seu Lugar, venha pro lado de cá!


Sarah Cavalcante
Diretora de Comunicação da UJS Fortaleza
Estudante de Jornalismo - UFC

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Encontro de mulheres da UNE  

Inscrições se encerrarão no dia 25 de abril. Clique aqui para se inscrever.

Com o tema "As mulheres transformando a Universidade", O III Encontro de Mulheres Estudantes acontecerá na cidade de Belo Horizonte entre os dias 01 e 03 de maio. O evento está na sua terceira versão e terá como temas principais a luta pela Legalização do Aborto, Assistência Estudantil e o Projeto de Reforma Universitária da UNE, confira aqui a programação completa.

PROGRAMAÇÃO

Dia 01 de maio

9 h - chegada em Belo Horizonte

16h – Credenciamento

18h – Mesa de abertura

Mulheres em Movimento Mudam o Mundo

Palestrantes Convidadas:

* Marcha Mundial das Mulheres
* Lúcia Stumpf - presidente da UNE
* Rosane da Silva – CUT
* militante do movimento negro - Mayara
* União brasileira de mulheres
* Consolação
* NEPEM (núcleo de gênero da UFMG)

20h – Jantar

21h – Atividade Cultural

Dia 02 de maio

8h – Café da Manhã

9h – Mesa de Debate

As mulheres transformando a universidade

12h30 – Almoço

14h00 – Grupos de trabalho simultâneos

· Assistência Estudantil

· Reforma Universitária

· Produção de Conhecimento Acadêmico

· Movimento Estudantil

· Políticas Públicas

As mulheres e o Mundo do trabalho.

16h30 – Legalização do Aborto

Rodas de conversa simultâneas sobre as diversas abordagens do tema.

18:30h – Jantar

19h30 – atividades autogestionadas.

21h - Atividade Cultural

Dia 03 de maio

8h – Café da Manhã

9h – 11h15

Mesa de Debate – Participação das mulheres na política

Palestrantes Convidadas:

Liana Queiroz - 1 diretora de mulheres UNE

Nilcéia Freire – Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres

Jô Moraes - Deputada Federal

Tatau Godinho – Ex-Coordenadora da Coordenadoria Especial da Mulher do Município de São Paulo

Sônia Leite - movimento negro

11h30 – Atividades auto-gestionadas

13:00h – Almoço

14:30h – Plenária de Encerramento

Para mais detalhes visite o Blog Mulheres na UNE

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UNE e Católicas pelo Direito de Decidir repudiam postura que criminaliza o aborto  

Entidades reafirmam a luta pelo direito democrático de diminuir os danos da violência

Uma notícia recente deixou toda a sociedade perplexa: uma menina de 9 anos, que era abusada sexualmente pelo padrasto desde os 6 anos, estava grávida de gêmeos. A gravidez foi descoberta depois que a criança se queixou de dores e foi levada pela mãe à Casa de Saúde São José, em Pesqueira (PE). No hospital, os médicos descobriram que a garota estava na 16ª semana de gestação.

Os médicos classificam a gestação da menina como de alto risco, pela idade e por ser de gêmeos. Diante do quadro, a mãe da criança autorizou o aborto. Após o procedimento, a igreja católica se manifestou considerando "crime e que a lei dos homens não está acima das leis de Deus". O arcebispo de Olinda e Recife excomungou nesta quarta-feira (4) a mãe, os médicos e outros envolvidos no aborto.

A entidade Católicas pelo Direito de Decidir manifestou-se, por meio de nota, sobre o caso. "Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida".

A UNE se solidariza e assina a opinião das Católicas. "Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros e violentos", conclui o documento. Leia-o abaixo.

Insanidade, crueldade ou princípios cristãos?

Católicas pelo Direito de Decidir manifeta-se sobre o caso da menina pernambucana de nove anos, grávida por estupro de seu próprio padastro

O que pode levar alguém a desejar obrigar uma criança, com risco de sua própria vida, a manter uma gravidez fruto de uma inominável violência? Rígidos princípios religiosos? Ou insanidade e crueldade? Estamos falando do caso ocorrido em Pernambuco da menina de nove anos que apresentou gravidez (de gêmeos!) como resultado de estupros seguidos que sofreu de seu padrasto, violência a que foi submetida desde os seis anos de idade.

A gestação foi interrompida no dia 04 de março último, às 10h da manhã, seguindo o protocolo do Ministério da Saúde que permite abortamento em casos de gravidez de risco ou quando a gestante foi vítima de estupro, ainda que o aborto continue sendo crime no país. O caso da garota pernambucana se enquadrava nos dois casos, já que a gravidez de fetos gêmeos também colocava sua vida em risco, pois a menina pesa apenas 36 kg e mede 1,36 m. Por seu muito pequena, ela não tem estrutura física para suportar a gravidez de um feto, muito menos de dois. É de se imaginar, ainda, os danos psicológicos a que seria submetida se fosse obrigada a levar essa gravidez a termo.

Para nossa surpresa - e indignação!-, entretanto, houve uma intensa movimentação de militantes religiosos contra a interrupção dessa gravidez tão perigosa, sob todos os aspectos, para essa pequena criança de nove anos. Até mesmo ameaça de excomunhão houve! Sob o argumento da defesa da vida, essas pessoas não se importaram em nenhum momento nem com a violência já sofrida por ela, nem com a real possibilidade que havia de a menina perder a própria vida. Se essa criança - que tem existência real e concreta, com uma história de vida, relações pessoais, afetos, sentimentos e pensamentos, enfim -, se essa menina não merece ter sua vida protegida, trata-se de defender a vida de quem? De uma vida em potencial ou um conceito, uma abstração? Quem tem o direito de condenar à morte uma pessoa em nome de se defender uma possibilidade de vida que ainda não se concretizou e não tem existência própria e autônoma?

Pensamos que se configura como pura crueldade essa intransigente defesa de princípios abstratos e de valores absolutos que, quando confrontados com a realidade cotidiana, esvaziam-se de sentido e, principalmente, da compaixão cristã. Seria possível imaginarmos o que Jesus Cristo diria a essa menina? Seria ele intolerante, inflexível e cruel a ponto de dizer a ela que sua vida não tem valor? Ou ele a acolheria gentilmente, procuraria ouvir sua dor e a acalentaria em seu sofrimento? Será que ele defenderia que ela sofresse mais uma violência ou usaria sua voz para gritar contra os abusos que ela sofreu?

Felizmente, a menina pernambucana pôde, graças ao respeito a um direito democraticamente conquistado, diminuir os danos das inúmeras violências que sofreu e a gravidez foi interrompida. Assusta-nos, porém, saber que, ao contrário dessa menina, outras tantas vidas têm sido ceifadas em nome de princípios intransigente, duros, violentos e nada amorosos. Assusta-nos o desprezo pela vida das mulheres. Assusta-nos que suas histórias sejam descartadas, que sua existência na Terra esteja valendo menos do que a crença autoritária de algumas poucas pessoas.

Para que a nossa democracia seja efetiva, as pessoas precisam ter o direito real de escolher. Por isso, defendemos que as políticas públicas de saúde reprodutiva e os direitos reprodutivos já conquistados sejam garantidos. Além disso, lutamos pela legalização do aborto, para que as mulheres que assim desejem, possam levar qualquer gravidez até o fim. Mas que as que não o desejam, não sejam obrigadas a arriscar suas vidas, ou mesmo morram, por se pautarem por valores éticos distintos.

Fonte: Portal UNE e UBES

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Caminhada no Centro de Fortaleza é destaque no 08 de Março  

Por Flaviene Vasconcelos*

As mulheres cearenses mostraram mais uma vez que estão à frente quando o assunto é reivindicar direitos. Ontem (7), pela manhã, tivemos uma belíssima manifestação em referência ao 08 de março, que começou com uma grande e animada caminhada saindo da Praça do Carmo, no centro de Fortaleza, e seguiu em direção a Praça do Ferreira, onde um ato promovido pela prefeitura municipal aguardava nossas combatentes.

Caminhando ao som de uma banda marcial, utilizando carro de som, apitos e muitas faixas contestadoras, as participantes estavam dispostas a chamar a atenção da sociedade, no caso, os transeuntes do comércio da capital cearense, para a vulnerável condição das mulheres no estado. Os números da violência denunciados são assustadores. Apesar da conquista que foi a Lei Maria da Penha, mulheres continuam vítimas de homicídios, agressões físicas e coação moral, as condições de trabalho deixam muito a desejar e a qualidade de vida também. Essas eram, em um contexto geral, as reclamações que soaram em uníssono pelos auto-falantes que percorreram o trajeto, no entanto, "um fim para o sistema capitalista" era a palavra de ordem que unificava as vozes de homens e mulheres ali presentes.

Para os comunistas está muito claro que a plena emancipação das mulheres está diretamente relacionada a transformação da sociedade como um todo, o que de maneira alguma descaracteriza a luta feminista, ao contrário, revigora e dá uma conotação definitiva, quando partimos do pressuposto que estão intrinsecamente ligadas. Uma não será possível sem a outra. Essa é uma questão central que precisa sair dos fóruns dos partidos de vanguarda e ser apropriada por todo o conjunto da sociedade. Iniciativas como a de ontem, também ajudam na divulgação dessas bandeiras e garantem um folêgo para os movimentos, no sentido de que são excelentes oportunidades para a mobilização popular, sobretudo, quando interagem de forma educativa com o público.

Lideranças de vários segmentos se pronunciaram através de suas entidades e deixaram a sua contribuição política para o ato. Entre muitas outras, se destacaram a CTB, UBM, UJS, UNE, UBES, ACES, Movê-los, CONAN, FBFF, UNEGRO, Cebrapaz, além de sindicalistas e parlamentares filiados ao PCdoB e PT. A presença ilustre de Maria da Penha também chamou a atenção dos participantes, já que a Lei 11.340/2006, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, uma das principais vitórias do movimento feminista, ganhou o seu nome depois que sua história de vida atravessou o Brasil e suas fronteiras. Vítima de duas covardes tentativas de homicídio, Maria da Penha ficou paraplégica, mas sobreviveu para brigar por justiça e se tornou um ícone na luta contra a violência doméstica.

O ato foi encerrado com atrações culturais que cantavam toda a poesia do regionalismo cearense, que tem como traço preponderante a peleja nordestina pela sobrevivência, evidenciando uma característica lutadora que prevalece até os dias atuais. Com certeza, esse será mais um dia marcante para ficar na memória dos militantes comunistas que acreditam ser possível futuras "manhãs de sol e socialismo", onde homens e mulheres possam caminhar lado a lado, gozando de plena igualde de direitos.

*Flaviene Vasconcelos é estudante de Ciências Sociais da UFC e militante da União Brasileira de Mulheres - UBM.

Veja mais fotos da Caminhada:

















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08 de março - dia de luta para homens e mulheres!  

Historicamente as mulheres sempre foram ativas na luta por melhores condições de vida. Com todas as adversidades vivenciadas no dia-a-dia, se colocaram à frente na defesa dos seus direitos. Infelizmente ainda sofrem os preconceitos e rotulações construídos dentro da sociedade que não as acolhe com o respeito que merecem.

Nas escolas recebem uma educação que já vem pronta, que ensinam sobre os heróis da sociedade e fortalece concepções machistas (e onde estão as nossas heroínas?), divulgam que são frágeis, mas pelo contrario, se mostram fortes e INDIGNADAS com esta realidade colocada, onde muitos trabalham para sustentar a riqueza de poucos, onde a situação das mulheres vítimas de violência, com o desrespeito e os assédios sofridos nos ambientes de trabalho, nas ruas ao caminhar, dentro dos transportes públicos, nos lares são questões que esta sociedade não demonstra querer resolver.

É em nome do histórico de combatividade do movimento de mulheres que neste 8 de março não podemos nos render ao senso comum e a imposição do mercado de transformar este dia, em mais uma data de compras de presentes e promoções, é de interesse das classes dominantes esconder o verdadeiro significado do dia Internacional da Mulher.

Este é um dia de luta em memória das operárias que foram incendiadas em uma fábrica de Nova Iorque-EUA, quando reivindicavam melhores condições de trabalho, colocando a importância dessas guerreiras que buscaram a liberdade e foram brutalmente assassinadas e também ressaltando a luta daquelas que nos dias de hoje lutam por novos caminhos, que lutam para que as mulheres possam estar nos espaços de decisão, que lutam por uma sociedade mais justa e digna.

Por isso que nós, homens e mulheres da União da Juventude Socialista, apoiamos a luta dessas guerreiras. Em defesa do histórico dia 08 de março, dizemos NÃO a comercialização!

União da Juventude Socialista - Ceará

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I Encontro Nacional de Jovens Feministas  

Participe! Construa! Já estão abertas as inscrições para o I Encontro Nacional de Jovens Feministas, que ocorrerá na cidade de Fortaleza, Ceará, entre os dias 13 e 16 de março.

A realização dessa atividade é fruto da mobilização da Articulação Brasileira de Jovens Feministas e foi idealizada durante as atividades protagonizadas pelas jovens na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres. A expectativa é que participem 100 mulheres jovens de várias regiões brasileiras.

O encontro possui os seguintes apoios: Fundação Friedrich Ebert, Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Nacional de Juventude, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do estado do Ceará.

Objetivos do encontro:
Consolidar a criação da Articulação Brasileira de Jovens Feministas;
Fortalecer a agenda política para as mulheres jovens.

Programação
Dentro da programação do encontro teremos: oficinas, exposições, grupos de trabalho e a Conferência Livre de mulheres jovens (anterior à Conferência Nacional de Juventude) - um momento importante para discussão de políticas públicas de juventudes e das mulheres.

Como participar
Basta ser uma mulher jovem e estar com vontade de construir a Articulação Brasileira de Jovens Feministas e dialogar sobre as questões das mulheres jovens. Para tanto, deve-se preencher a ficha de inscrição em anexo e pagar a taxa de inscrição de R$ 15,00 via depósito bancário na conta corrente 105849-05, agência 0675-0, Banco do Brasil, em nome de Instituto de Juventude Contemporânea (IJC) – CNPJ 03.380 429/0001-40 Os prazos para envio de ficha e pagamento são até 29 de fevereiro.

Baixe aqui sua Ficha de Inscrição clicando aqui.

IMPORTANTE
As fichas de inscrição devem ser enviadas para: jovensfeministas.brasil@gmail.com e o comprovante de pagamento da taxa para o FAX: (85) 3247 - 7089 ou para o e-mail jovensfeministas.brasil@gmail.com

Teremos limite de inscrição para cada região brasileira, para podermos garantir a diversidade. Portanto, quando for preenchido número de inscritas para uma região a participante será avisada.

Alimentação e hospedagem
Os gastos com alimentação e hospedagem, durante os dias do encontro, serão cobertos pela organização do Encontro. Nas proximidades do Encontro, a Comissão de logística entrará em contato com as inscritas para informar o local exato do encontro.

Inscrição de Atividades
O I Encontro Nacional de Jovens Feministas também terá um espaço para você inscrever atividades. Basta confirmar a sua inscrição ( com pagamento da taxa) de participantes e no ato do preenchimento da sua ficha de inscrição de participante você assinalar que quer inscrever uma atividade. Encaminharemos logo em seguida a ficha de inscrição de atividade.

Para mais informações sobre o encontro: Articulação Brasileira de Jovens Feministas, e-mail: jovensfeministas.brasil@gmail.com

Secretaria do Encontro
Instituto da Juventude Contemporânea - Telefone: (85) 3247-7089, Fax: (85) 3247-7089, Endereço: Rua Manuel Padilha, n° 126, Bairro de Fátima, cep: 60040-550. Pessoa contato no IJC: Camila Silveira: (85) 3247-7089, 9934-9686/88666035.

Saiba mais sobre a Construção do I Encontro de Jovens Feministas
Desde o ano de 2004, as jovens feministas: negras, lésbicas, indígenas, quilombolas, rurais e da periferia, provenientes de diferentes regiões do Brasil estão organizadas e articuladas.

No ano de 2005, nós, Jovens, tivemos participação fundamental no processo do 10º encontro Feminista Latino Americano e do Caribe, na construção de atividades para e com jovens feministas, além de estarmos na organização do encontro.

Naquele momento as jovens se organizaram, começaram a construir uma articulação brasileira de jovens feministas e a pensar sobre a possibilidade de realização de um encontro de jovens feministas. Por esse motivo, nos anos sucedentes ao encontro Feminista, ocorreu uma mobilização nacional com atividades, oficinas, discussões virtuais para a composição da proposta desses objetivos. A principal atividade realizada foi o Fórum de Jovens Feministas, realizado em abril de 2006 no Fórum Social Brasileiro.

No Fórum Social Brasileiro continuamos nossas estratégias de mobilização com a presença de mais de cem jovens feministas. A idéia era seguir fortalecendo a articulação brasileira e participar dos espaços importantes de discussão de políticas publicas para as mulheres e a juventude. Na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que ocorreu em agosto de 2007, as mulheres jovens, articuladas e munidas de um pré-documento de demandas, conquistaram uma vaga no Conselho Nacional das Mulheres.

Realização: Articulação Brasileira de Jovens Feministas.

Apoios: Fundação Friedrich Ebert, Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Secretaria Nacional de Juventude, Prefeitura Municipal de Fortaleza e Governo do estado do Ceará.

Fale conosco: jovensfeministas.brasil@gmail.com

Escrito por Camila Silveira- Secretaria de Mov. Sociais da UJS-Ce.

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-VII CONGRESSO DA UBM  

7 ° Congresso Nacional da União Brasileira de Mulheres “Por um mundo de Igualdade
Minha Heroína

Minha heroína não tem nome, nem rosto, nem idade...
Levanta todos os dias antes de nascer o sol e só volta pra casa ao anoitecer...
E que pra não deixar de ter idade, que escolham a que desejarem.
E que pra ter um rosto, que seja sereno e belo.
E que pra não deixar de ter nome, escolho Maria, porque ela tem "a estranha mania de ter fé na vida..."
E que todos saibam: Maria, seu nome é Mulher!
Por Ana Càssia

De 22 a 25 de novembro, a União Brasileira de Mulheres reunirá milhares de feministas de todo o país num grande encontro em Luziânia – GO, onde será realizado o VII Congresso Nacional da UBM, com o tema “Ousadia rumo a Emancipação.

Importante momento da vida da entidade, o fórum máximo deliberações da entidade debaterá os próximos passos da nova gestão. São muitos os desafios, entre eles podemos citar a centralidade da discussão sobre o trabalho da mulher e outros temas não menos importantes como o combate a violência contra a mulher, a luta pela aplicação da Lei Maria da Penha e a legalização do Aborto, temas que serão debatidos durante o Congresso produzindo o elenco das bandeiras e prioridades que dirigirão a luta da UBM.

Para, a União da Juventude Socialista o VII Congresso da UBM,também será um grande momento, pois em parceria com a entidade realizaremos a primeira grande Conferência Livre Nacional, preparatória para a I Conferencia Nacional de Juventude, com o objetivo de apresentar desafios e soluções sobre os seguintes aspectos: Família – novos arranjos e autonomia da jovem mulher; educação inclusiva e não sexista; Sexualidade e qualidade de vida – Política de Atenção Integral à saúde da Mulher.A presente atividade vem fazer frente à urgente necessidade de consolidar a relação política da UJS com a entidade, transformando – a no seu principal instrumento de mobilização nas lutas em defesa da plataforma feminista de emancipação da juventude brasileira.

Além disso, o VII Congresso da UBM precisa ser a mola impulsionadora para o fortalecimento e a organização do Coletivo de Jovens Mulheres da UJS nos estados. É um indispensável passo para intensificar a luta pela conquista de mais direitos para as mulheres e a superação da opressão capitalista. Esse é o chamado para mailto: tod@s feministas emancipacionistas ... nos encontramos em Luziania!

Boa viagem.
Mais informações: http://www.ubmulheres.org.br/

Segue abaixo a programação do VII Congresso Nacional da UBM e da Conferência Livre.

Programação

Data: 22 a 25 de novembro de 2007
Local Congresso: CNTI – Luziânia/GO

22 de novembro

14h – 17h - Credenciamento
17h – Abertura com Ato Político e Cultural
19h – Conferência de Abertura – “Conjuntura Política: Impactos do Neoliberalismo na Vida das Mulheres” Palestrante: Jandira Feghali Coordenação – Eline Jonas / Santa Alves
Local da Abertura: A definir

23 de novembro

09h / 10h - Instalação do Congresso e Aprovação do Regimento Interno
10h/ 11h30m horas Mesa: A Participação Política da Mulher e o Poder
11h30min/12h30min horas - Debate
12h30min/14h30min horas – Almoço
14h30 - 16h30 – Mesa: Mulher e o Mundo do Trabalho: A Visão Emancipacionista.
16h30 – Lanche
17h - 18h30 – Debate/ Encerramento do dia

Av. Brigadeiro Luis Antonio,733 - Loja 13, Bela Vista - CEP 01317-001, Fone/Fax: (11) 3105-8216 – E-mail: ubm@uol.com.br - Página na Internet: www.ubmulheres.org.br

24 de novembro

09h - 10h30 Mesa: A União Brasileira de Mulheres: Concepção, estruturação e fortalecimento.
10h30 - 12h30 – Debate em grupos
12h30 - 14h – Almoço
14h - 18h – Mesas Temáticas Simultâneas (05):

Saúde das Mulheres, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
Imagem Social da Mulher e a Democratização da Mídia–
Violência de Gênero – Coordenação
Educação e Gênero
Justiça Ambiental e Social com Abordagem de Gênero
Obs.: Horário do intervalo – 16h horas

25 de novembro – Plenária Final

09h - 11h – Mesa de Eleição do Plano de Lutas para Nova Gestão e Resoluções.
11h - 12h – Eleição da Nova Diretoria – Triênio – 2007/2009.
12h – Encaminhamentos e Encerramento do Congresso.
12h30 – Almoço

Conferência Livre Nacional da União Brasileira de Mulheres
Juventude, Feminismo e Direitos

Proposta de Programação:

23 de novembro– Sexta-Feira

19 horas – Abertura: Mesa de Contextualização: Participação e Democracia – Os desafios das Políticas Publicas de Juventude.
Convidada(o)s:
Lucia Stumpf – Presidente da UNE
Danilo Moreira – Secretário Adjunto / Secretaria Nacional de Juventude

20 horas – Grupos de trabalho
Família – Novos arranjos e autonomia da jovem
Educação – Inclusiva e Não-Sexista
Sexualidade e Qualidade de Vida – Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher

Apresentação do Relatório de Desafios e Soluções – Plenária Final do Congresso Nacional da UBM


Fonte: Sítio Nacional da UJS

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-UBM realiza congresso vitorioso em Fortaleza  

130 mulheres, representando cerca de sete cidades do estado, estiveram reunidas no último sábado (27) em torno do II Congresso da União Brasileira de Mulheres – UBM, realizado no Centro de Humanidades da UECE em Fortaleza. Na pauta, feminismo e emancipacionismo, divididos em três subtemas, mulheres na política, o mundo do trabalho e o impacto do neoliberalismo na vida das mulheres.

O evento, que faz parte dos preparativos para o congresso nacional da entidade, que acontecerá em Luiziânia, Goiás, no mês de novembro, homenageou duas antigas militantes do movimento feminista, Argentina Meneses e Daciane Barreto, que na década de 80 e 90 integraram a diretoria do Centro Popular da Mulher (CPM), entidade de destaque na luta contra a opressão e a violência contra a mulher.

Argentina Meneses compareceu com suas filhas, netos e seu inseparável e amado companheiro José Augusto. O auditório encheu-se de emoção com a homenagem que teve início com um cordel, preparado e lido por Rita Lisboa, também antiga militante do movimento. Em seu trecho final o cordel afirma: “E hoje nesse Congresso, a UBM fiel, em defesa da mulher, cumpre bem o seu papel , como a luta não termina, homenageia Argentina, nos versos desse Cordel”. Em seguida a homenageada recebeu um quadro com uma foto da década de 80 que trazia, além de Argentina, outras integrantes do antigo CPM. Para finalizar, sua neta Isabelle lhe entregou flores. Daciane Barreto, que também foi homenageada, não pôde comparecer, mas teve sua trajetória de luta destacada por Terezinha Braga, sua companheira na diretoria do Centro Popular da Mulher.

A mesa de abertura do Congresso contou com a presença da vereadora comunista Eliana Gomes, a defensora-pública geral do estado, Francilene Gomes de Brito, Ieda Nobre de Castro, secretária da pasta de assistência social da prefeitura de Maracanaú, Liana de Cássia, vice-prefeita de Milha, Andréa Oliveira, representando o senador Inácio Arruda, Ana Lúcia Viana, representando a Secretaria Regional I de Fortaleza , Camila Mesquita, da direção estadual da UJS e do Coletivo Loreta Valadares, Abel Rodrigues Avelar, pelo Comitê Estadual do PCdoB e do deputado estadual Lula Morais.

À tarde as delegadas, divididas em três grupos de estudo, debateram os temas propostos como pauta, e aprovaram na plenária final uma moção de repúdio ao juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues que utilizando argumentos machistas considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha. Edílson chegou mesmo a afirmar numa reportagem da Folha de São Paulo que tal lei “tornaria os homens tolos” e que " a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (...) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!".

Para Marta Brandão, integrante da UBM e uma das organizadoras do congresso “ A Lei Maria da Penha é um marco na luta das mulheres contra a violência. São opiniões como essa, expressa por um juiz, que permitem que ainda hoje, no Brasil, milhares de mulheres sejam vítimas de agressões, muitas vezes culminando com mortes ou com lesões irreversíveis, como a sofrida pela companheira Maria da Penha, que a deixou paraplégica”. Integrou a programação uma apresentação dos índios Pitaguarys de Maracanaú, composto por 13 crianças e quatro adultos, entre eles a coordenadora Elizângela, que fez questão de na ocasião assinar a ficha de filiação à entidade.

Para Teresinha Braga, diretora da entidade, “o evento é vitorioso, não só por reunir esse número significativo de mulheres em torno de questões essenciais para a conquista da emancipação feminina, mas também por conseguir reunir homens, que aqui estiveram durante todo o dia participando” e completou afirmando que “para a UBM a emancipação feminina precisa ser construída com a participação de homens e mulheres, só assim ela será vitoriosa”.
O Congresso elegeu 40 representantes ao congresso nacional da entidade e a nova coordenação estadual.

Fonte: Andrea Oliveira

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