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UECE recebe pedido de isenção da taxa do Vestibular de 2012.2  

A Comissão Executiva do Vestibular (CEV) da Universidade Estadual do Ceará (UECE) recebe até sexta-feira (10/02), as solicitações de isenção da taxa de inscrição ao Concurso Vestibular para ingresso nos Cursos de Graduação, no segundo período letivo de 2012. Os formulários de solicitação de isenção da taxa do Vestibular somente poderão ser preenchidos no site www.uece.br/cev e deverão ser entregues juntamente com toda documentação pertinente a cada categoria de isenção. O acesso pela internet poderá ser feito até as 19h do dia 10 de fevereiro de 2012.

A CEV estará recebendo os requerimentos preenchidos, juntamente com toda a documentação pertinente a cada categoria de isenção nesta sexta-feira (10/02), e segunda-feira (13/02/12), no horário corrido das 8h às 19h, na sua sede, que funciona na Avenida Paranjana, 1700, no Campus do Itaperi.

O pedido de isenção nas sedes das Unidades da UECE no Interior do Estado será feito no horário de funcionamento das mesmas. Para os professores, funcionários da UECE e seus dependentes e para os doadores de sangue, a solicitação de Isenção será também, neste mesmo período.


Poderão ser concedidas até duas isenções da taxa de inscrição, ao candidato que tenha cursado os três anos do ensino médio em escola pública (municipal, estadual ou federal), de funcionamento regular no Estado do Ceará, ou que tenha cursado o 1º e 2º anos do ensino médio, em escola pública (municipal, estadual ou federal), de funcionamento regular no Estado do Ceará, e que esteja cursando o 3º ano em escola pública (municipal, estadual ou federal) no período destinado ao pedido de isenção.


A primeira concessão de isenção equivale a 100% do valor da taxa de inscrição e na segunda solicitação o candidato só terá direito a 50%. Tendo em vista os custos do processo após a concessão da isenção, a decisão do beneficiário de não usufruí-la será considerada com uma concessão já deferida, por ocasião do próximo pedido de isenção solicitado pelo candidato.


Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 3101.9710 / 3101.9711

Fonte: Site da UECE

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Abertas as inscrições para o Enem 2010  

As inscrições ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2010 poderão ser feitas até o dia 9 de julho, exclusivamente via internet; estudante de escola pública está isento da taxa de R$ 35

As provas do Enem 2010 terão a mesma estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. O Exame terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões cada uma, mais a redação. A novidade este ano serão as questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol) na área de linguagens e códigos - o candidato deve fazer a opção no momento da inscrição.

”Há que se destacar a positiva iniciativa do MEC e das universidades brasileiras de utilizarem o Exame Nacional do Ensino Médio como forma de ingresso à universidade”, afirma o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Yann Evanovick. O exame, que desde o ano passado funciona como um vestibular unificado em todo o território nacional, segundo o MEC visa “democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio”.

O Novo Enem

Lançado em 2009, a proposta do novo Enem é trazer uma prova moderna e simplificada. O Ministério da Educação também planeja, com o novo modelo do Exame, reformular o padrão do ensino médio, com “um ensino mais prático, simples e próximo da realidade dos alunos”.

Com a reformulação da prova, há possibilidade de usar o Enem também para entrar em Universidades Federais. Mais de 500 universidades em todo o Brasil consideram as notas do Exame, sendo pelo menos 54 públicas. Como é realizado em nível nacional, ele centraliza o acesso às faculdades do Brasil e possibilita maior mobilidade para os alunos dentro do país, pois é adotado nos 25 estados.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) sempre defendeu que é necessário um sistema para avaliar o ensino de forma mais plena, destacando os múltiplos aspectos dos cursos oferecidos. “Avaliar os estudantes é apenas um deles e não o principal”, o presidente da entidade, Augusto Chagas. A UNE defende a implementação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) como um todo, mas reconhece “o importante avanço no sistema de acesso ao ensino superior que o novo Enem representa”.

CPF é exigência para inscrição


Ao fazer a inscrição, na página eletrônica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o estudante terá de informar o número do próprio CPF, independentemente da idade - não poderá usar o do pai ou da mãe. O sistema de recebimento das inscrições coibirá eventuais irregularidades ao buscar automaticamente informações sobre o número indicado na base de dados da Receita Federal.

Quem tiver mais de 16 anos pode fazer o cadastro de pessoa física (CPF) em agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal ou dos Correios. O responsável legal deve pedir o documento para os menores de 16 anos - não é possível tirar o CPF pela internet.

Estarão isentos da taxa de inscrição, de R$ 35, os estudantes da última série do ensino médio, os que tiverem concluído o ensino médio em anos anteriores e os de escolas particulares que comprovem a impossibilidade de pagamento e assinem declaração de carência.

Exame: 6 e 7 de novembro
Em 6 de novembro, sábado, serão aplicadas as questões de ciências da natureza e ciências humanas, das 13h às 17h. No domingo, 7, das 13h às 18h30, será a vez de matemática, linguagens e códigos e redação.


Fonte: http://www.une.org.br/

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A casa grande, a senzala e o ENEM  

Por Gilvan Paiva*

Os resultados do ENEM seguem repercutindo. Para uns, o que foi feito até aqui tem sido insuficiente, para modificar indicadores historicamente negativos, produzidos na abissal desigualdade da sociedade brasileira. Para outros, tudo continua como dantes: os filhos da casa grande continuando a colher as melhores avaliações educacionais, porque seus pais detêm escolaridade maior e poder aquisitivo para escolher as melhores escolas. Enquanto a herança da senzala ainda permanece ditando os números negativos alcançados pelos mais pobres, em escolas precárias e desabilitadas para o ensino.

É possível construir uma educação de qualidade neste cenário? Definitivamente sim. A educação irá se fortalecer se houver mais democracia. Se houver um estado mais comprometido com o desenvolvimento e a inclusão social. Se a sociedade cumprir seu papel protagonista e impulsionar as conquistas existentes.

Os avanços, principalmente no Governo Lula, têm forte relação com a idéia da educação como política de estado, nos quais o financiamento, a gestão e a valorização do professor são eixos estruturantes de um projeto de longo prazo, viabilizado por ações articuladas que visam dar qualidade ao ensino e aprendizagem a todos.

Certos discursos fáceis querem jogar a responsabilidade dos problemas sociais brasileiros na precária e combalida escola pública. Paciência! A desigualdade no Brasil nasceu primeiro que a escola. Mesmo com os avanços alcançados, a educação tem sido incapaz, nesse momento, de promover a alteração de uma lógica que sempre apostou na ignorância e no analfabetismo do nosso povo. Os indicadores que temos ainda são “derivados da mentalidade escravocrata” e de políticas discricionárias e excludentes, realizadas secularmente.

A educação – assim como o país - floresce bem melhor num ambiente democrático onde os diferentes atores possam partilhar seus problemas e desafios. E será bem cuidada se os gestores tiverem compromisso e colaboração com a qualidade do ensino e compreensão de que a aprendizagem não se limita aos muros da escola, mas deriva de um amplo processo de construção de toda sociedade, articulada com os esforços de um estado democrático, soberano e socialmente comprometido com a felicidade de seu povo. Estamos no caminho, embora as pedras estejam por lá, como diria Drummond. Mais haveremos de removê-las.

*Gilvan Paiva é sociólogo e Secretário de Educação da Prefeitura de Maranguape/CE

Fonte: Portal Vermelho

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UFC amplia 990 vagas para o próximo vestibular  

No próximo concurso serão ofertadas 990 vagas a mais para 21 novos cursos aprovados em 2008 em Fortaleza e interior do estado

O sonho de ingressar em uma instituição de Ensino Superior pública e de qualidade estará mais próximo da realidade a partir de 2010. A UFC ampliou o número de vagas do próximo Vestibular: serão 990 a mais, distribuídas entre os campi de Fortaleza e do interior do Estado.

Parte das novas vagas será destinada aos 21 novos cursos aprovados em 2008 ou que estão para ser apreciados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE).

Já o restante ficará dividido entre os 73 cursos de graduação já existentes na UFC. A ampliação atende a reivindicações antigas da sociedade cearense. Quanto mais vagas ofertadas, maiores as chances de acesso à Universidade.

Conforme destacou o Pró-Reitor de Graduação, Prof. Custódio Almeida, a novidade vem acompanhada do aumento no número de professores: em 2009, haverá contratação de mais 170 docentes, para todos os campi da UFC.

Ele lembrou ainda que, no ano passado, também houve concurso público para 400 professores, fazendo com que o quadro docente chegasse à marca dos 1044 doutores.

Para melhorar o atendimento à comunidade universitária, a Superintendência de Recursos Humanos deve anunciar também, no início de maio, o lançamento de editais para contratação de servidores técnico-administrativos.

Investimentos

O crescimento da quantidade de professores, alunos e técnicos é resultado de investimentos com recursos do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Ao aderir ao Programa, a UFC se comprometeu em atingir a meta de disponibilizar, em média, um professor para cada 18 alunos – o que atende em maiores proporções a sociedade cearenses sem, no entanto, comprometer a qualidade do ensino. Na época da aprovação do Reuni, em 2007, a relação professor / aluno na UFC era de um professor para 14,9 estudantes.

“A Universidade precisa dar uma resposta à população, à comunidade. As metas do Reuni foram definidas pelo Ministério da Educação, com base em um padrão de qualidade. É importante atentar também que isso é apenas uma média. A relação professor e aluno varia de curso para curso”, explicou o Prof. Custódio.

Ele destacou, ainda, que a contratação cada vez mais freqüente de novos professores e os investimentos em infra-estrutura devem melhorar ainda mais o atendimento à comunidade universitária.

Fonte: Portal UFC

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Senado aprova fim de taxa de inscrição para vestibular das federais  


Para entrar em vigor, além de passar pelo crivo dos deputados, precisa ser sancionada pelo presidente Lula

Projeto de lei aprovado nesta quinta-feira (23) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado afirma que alunos que tiverem cursado o ensino médio em escola pública não precisarão mais pagar taxa de inscrição para o vestibular de universidades federais.

Estudantes com renda familiar de até dois salários mínimos também seriam beneficiados. O texto não especifica, porém, como esse rendimento seria comprovado. A proposta, de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), tem caráter terminativo, ou seja, segue para a Câmara sem ter que passar pelo plenário do Senado.

Para entrar em vigor, além de passar pelo crivo dos deputados, precisa ser sancionada pelo presidente Lula. A cobrança de taxas de vestibular varia de acordo com cada universidade, mas a maioria delas já oferece algum tipo de isenção segundo critérios socioeconômicos.

Na Unifesp, foram cobrados R$ 100 no ano passado. Na UFABC, R$ 90 para os que optaram pela prova tradicional e o exame foi gratuito aos que se inscreveram somente com a nota do Enem. Ambas as universidades, como outras, têm critérios de isenção.

Para Frei David, representante da Educafro (Educação e Cidadania de Afro descendentes e Carentes), "essa é mais uma batalha vencida, motivo para comemoração solene junto ao presidente Lula", o Frei ainda relembra os mais de 300 mandados de segurança realizados pela Educafro contra universidades do Rio de Janeiro que impossibilitavam a participação de vestibulandos em processos seletivos pelo não pagamento da taxa, um dos principais motivos de exclusão a alunos carentes.

Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "esse projeto de lei se junta a unificação dos vestibulares para dar mais um passo na democratização do acesso, bandeira defendida a muito pela entidade. Essas medidas somam-se para reforçar o plano nacional de assistência estudantil que tende a possibilitar melhores condições de acesso a educação para alunos de baixa renda".

Fonte: Sítio UNE e UBES

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Novo vestibular: um grande debate  

Por Flávio Vinícius*

Ao anunciar a intenção de mudar o modelo de ingresso na universidade brasileira, o Ministério da Educação (MEC) acendeu a discussão sobre um tema recorrente no movimento estudantil - a democratização do acesso ao ensino superior. Contudo, em pouco tempo, o MEC já surgiu com uma proposta que estabelece uma avaliação padrão para todo Brasil, inspirada no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), mas com algumas alterações.

O novo método proposto, o curto prazo para sua implementação e a forma como foi gestado, sem a participação da sociedade, estimulou uma série de questionamentos. Esse debate é um grande desafio para o movimento estudantil, que há muito defende uma mudança no vestibular, sem, no entanto, formular um novo modelo de acesso à universidade. Qualquer proposta nesse momento precisa ser avaliada com muito cuidado, pois os interesses envolvidos são diversos.

O modelo unificado de avaliação é positivo, pois estabelece um padrão de qualidade ao ensino, contudo ele ignora as diversidades regionais, em um País eclético como o Brasil, afastando ainda mais o estudante do seu ambiente social. Sabemos como operam, por exemplo, as instituições privadas de ensino médio: seus currículos são todos voltados para o vestibular, pois ganha mais quem aprova mais.

Qualquer proposta tem que incluir os excedentes de outros vestibulares. Portanto, não dá para aplicar nesse momento um modelo que avalie o desenvolvimento do aluno por etapa durante todo o ensino médio, já que ele exclui aqueles que já concluíram e estão fora da escola. A menos que se criem dois métodos de avaliação para o ingresso no ensino superior. O que seria mais complicado.

O Ministério da Educação levantou um debate importante para os estudantes brasileiros. Nesse sentido, é precipitado elaborar um modelo dentro de um gabinete sem a participação dos principais interessados. E ainda sem permitir o aprofundamento da questão, pois essa proposta do MEC é um avanço, mas não muda a estrutura excludente do sistema de ensino superior no Brasil.

A UBES e a UNE demonstram grande maturidade quando pautam essa discussão de uma forma ampla e exigem essa postura do MEC. O recurso a mobilização já foi iniciado, com o ato da UBES em São Paulo pelo fim do vestibular. Agora é preciso debater com os estudantes de todos os cantos do Brasil para chegarmos a um modelo capaz de amenizar o sofrimento dos milhares de jovens que "sobram" no vestibular todos os anos.

*Flávio Vinícius é presidente da UJS Fortaleza e faz parte da DE da UJS Ceará.

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Pelo fim do vestibular, UBES e UNE tomam as ruas de São Paulo  

Cinco mil estudantes forma às ruas de São Paulo, nesta quarta feira, na passeata pelo fim do vestibular organizada por UBES, UNE, UPES e UEE/SP. Os manifestantes sairam do Masp em direção ao prédio da secretaria estadual de educação, onde protestaram contra o novo ocupante do posto mas já velho conhecido do movimento estudantil: o ex-ministro Paulo Renato (PSDB).

As entidades veem o fim do vestibular como uma vitória política, já que é uma bandeira levantada há muito pelos estudantes, mas consideram que a medida, por si só, não resolverá os problemas da educação. Além disso, os movimentos sociais que atuam na área reivindicam participação no debate sobre a alternativa ao vestibular a ser adotada.

A UBES, pelas palavras de seu presidente, Ismael Cardoso, discorda da fómula proposta feita pelo ministério da Educação de troca do atual vestibular pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Seria como trocar seis por meia dúzia. O melhor é aplicar o Enem de maneira seriada, ou seja, no final de cada ano do Ensino Médio", alega.

Já a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, vê a necessidade de "uma discussão ampla com a sociedade, principalmente com a comunidade acadêmica. [A medida] Não pode ser colocada como uma proposta unilateral isolada. O vestibular é apenas um dos pontos para a universalização do ensino".

Paulo Renato na mira

Na chegada à sede da secretaria estadual de educação, os estudantes afirmaram que Paulo Renato de Souza representa um período de triste memória para o ensino público e que rejeitam a visão privatista e mercadológica por ele implantada quando ministro da educação de FHC.

De início, o secretário mandou anunciar que receberia uma comissão de lideranças para discutir as reivindicações. No entanto, mostrando-se pouco afeito ao debate e muito apegado ao ar condicionado do gabinete, colocou assessores como interlocutores e, repetindo sua prática antidemocrática dos tempos de Brasília, recusou-se ao diálogo.

"Mais uma vez ele demonstrou quem é de verdade. O movimento estudantil tem na memória aqueles oito anos terríveis e antidemocráticos. Agora, o seu início na secretaria de São Paulo aponta para uma relação truculenta e desrespeitosa para com os estudantes", avalia Augusto Chagas, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. "O cenário com Paulo Renato não indica que vá reverter o descalabro na educação estadual que vimos nesses anos, em particular no governo José Serra", conclui.

Para Arthut Herculano, presidente da União Paulista de Estudantes Secundaristas, "a manifestação foi o início de uma grande campanha de denúncia da má qualidade da educação no estado e vai continuar até que as reivindicações para obter a escola que queremos sejam atendidas. Para a Upes a prioridade é unir a sociedade em defesa de um novo projeto educacional para o estado".

Por Fernando Borgonovi

Veja mais fotos da manifestação:

Fotos manifestação em Sampa

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Sobre as mudanças no Vestibular da UFC  

O reitor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jesualdo Farias, anunciou nesta segunda-feira, 13, em entrevista à FM Universitária, que as mudanças propostas pelo Ministério da Educação (MEC) aos vestibulares das universidades federais, que preveem aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como parte do processo seletivo ou como fase única da seleção, não serão adotadas para o Vestibular 2010.

Para o reitor, antes das modificações é preciso realizar uma longa rodada de discussões com os setores envolvidos, como alunos, professores, sindicatos de escolas que oferecem o ensino médio e membros da Administração Superior da universidade.
Só após essa etapa, o debate segue para o Conselho Universitário, que baterá o martelo sobre a proposta. “Antes de qualquer decisão precisamos ter uma visão mais clara do assunto”, explicou Jesualdo, que se diz favorável às modificações. “O que me preocupa é o cronograma. Dificilmente vamos ter condições de implementá-las no próximo Vestibular”, reforçou.

A mudança proposta pelo MEC tem o objetivo é implementar um sistema de avaliação que estimule a capacidade analítica dos estudantes, em detrimento dos atuais vestibulares que, muitas vezes, incentivam a memorização de conteúdos.

Na última quarta-feira, o MEC emitiu um termo de referência sobre o que chamou de “Novo Enem e Sistema de Seleção Unificada”, com esclarecimentos técnicos sobre as mudanças planejadas. O documento já chegou à UFC e está sendo discutido pela Administração Superior.

Fonte: O Povo

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UNE e UBES reivindicam participação no debate sobre o modelo de vestibular unificado  

Entidades ainda cobram políticas de assistência estudantil mais adequadas a realidade dos estudantes brasileiros

O assunto que têm esquentado as pautas sobre educação nas ultimas semanas refere-se à intenção do ministro da Educação, Fernando Haddad, em unificar os vestibulares das universidades federais ao ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). A proposta foi apresentada pelo ministro aos reitores das universidades que não chegaram há um consenso. De acordo com o ministro o ENEM seria reformulado, passando a adotar um novo formato onde visaria promover o aprendizado necessário para a formação e desenvolvimento do raciocínio.

A proposta do ministro é criar, a partir de acordo com os reitores das universidades, um processo de seleção unificado para todo o País a ser testado nos vestibulares para o ano letivo de 2010, que serão aplicados este ano. Segundo Lúcia Stumpf, presidente da UNE, "o exame unificado poderia forçar a criação de um sistema nacional de educação. Isso significa estabelecer um padrão de ensino para todo o país, garantindo que os estudantes do norte e do sul aprendam as mesmas coisas".

Lúcia vai além, cobrando do MEC uma política mais consistente, pois o novo modelo não responde as necessidades dos jovens de baixa renda. "É muito importante e necessária a assistência estudantil que garanta o jovem na universidade, com alimentação, moradia e transporte até a conclusão do curso, seja na universidade pública ou privada".

O presidente da UBES, Ismael Cardoso, faz uma critica ao processo de construção ao modelo unificado de vestibular do ministério que não ouviu os estudantes. "Este modelo unificado avança em algumas questões, mas é característico de uma proposta construída só por docentes". Ismael ainda questiona: "Como um estudante do Ceará, que alcança uma média para estudar em universidade do Paraná, vai se sustentar em um estado que não é a realidade dele, longe da família? É uma proposta que não democratiza a universidade pública".

Esses critérios definem pautas levantadas no projeto de reforma universitária da UNE que implica a democratização do acesso a universidade, da permanência e estrutura interna e atenda as demandas dos estudantes e para o desenvolvimento do País como a autonomia universitária, que inclui entre outros pontos, democracia, com eleição direta para reitor nas universidades com eleição paritária e pelo fim da lista tríplice; acesso, pela implementação imediata do PL 73/99 que garante Reserva de Vagas para estudantes de escola pública, e cotas e assistência estudantil que contemple alimentação, transporte e moradia estudantil.

A regulamentação do Ensino Privado, contra a mercantilização e desnacionalização da educação; a reestruturação acadêmica e curricular, rompendo com a antiga fórmula da unilateralidade na relação professor-aluno; ensino profissional e tecnológico, que vise a criação bolsas de pesquisa e extensão para ensino tecnológico e cefets; pesquisa, pela ampliação e aperfeiçoamento do sistema de pós-graduação e extensão que garanta carga horária mínima de atividades de extensão nas grades curriculares dos cursos de graduação.

Fonte: Sítio da UBES

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