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Estudantes Cearenses declaram Greve Geral em apoio aos professores e em defesa da Educação  

Na manhã do último dia 12 de agosto, mais de 200 estudantes de Escolas Estaduais de Educação Profissional (EEEP) compareceram a Assembléia Geral dos Professores do Estado do Ceará . Durante a Assembléia a UBES convocou uma reunião com as demais entidades estudantis presentes e com as lideranças estudantis das Escolas e, após uma série de relatos por parte das lideranças sobre como está crítica a situação das EEEP´s e a perseguição que mestres e estudantes estão sofrendo durante a greve dos professores, decidiram deflagrar a Greve Estadual dos Estudantes das EEEP´s.

A decisão foi anunciada na Plenária pelo diretor da UBES, Vinicius França, e recebida com muito entusiasmo pelos professores e estudantes presentes, que aplaudiram a corajosa posição tomada pelo corpo do movimento estudantil. “Já que os professores das EEEP´s não podem parar por serem temporários e não terem estabilidade, os estudantes estão, neste momento, assumindo a dianteira do movimento e declarando Greve Geral dos Estudantes” disse Vinicius, ao anunciar a decisão.

A Greve dos Estudantes já começa com a adesão imediata de várias EEEP´s da Capital e do Interior e a expectativa é ampliar rapidamente o número de adesões, como disse o Presidente da ACES, Israel Balaio “Quanto mais adesões a greve tiver, mais o Governo vai se sentir pressionado a atender às demandas”.

As entidades e as lideranças estudantis das EEEP´s estão comprometidas com o movimento que tem como intenção defender a educação pública no estado do Ceará, como disse a gremista da EEEP José de Barcelos, Fernanda Almeida “O Ceará passa por uma Crise na Educação e é pra resolver isso que estamos em Greve. A situação nos revolta e é por isso que lutamos. Estudantes revoltados, direitos conquistados”.

O diretor da UBES Vinicius França, informou que a greve dos estudantes não tem previsão para acabar e além da pauta dos professores, terá bandeiras próprias.

Blog: UJS/Ceará

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Todo apoio ao movimento dos professores de Fortaleza e do Ceará  

A lei do piso salarial dos professores foi uma conquista de toda sociedade brasileira. Isso porque já faz parte do senso comum a idéia de que é preciso valorizar o profissional da educação para criar melhores condições de ensino. Nada mais justo, pois cabe ao professor uma grande responsabilidade e os meios para desenvolver sua função não atende nem de longe as necessidades que surgem no seu dia-dia.

Assim, o piso salarial aparece como um dos itens mais importantes da longa pauta de reivindicação da categoria, e sua aprovação foi motivo de grande comemoração. Mas a alegria durou muito pouco, pois logo sugiram os entraves para colocar em prática o que determina a lei. Fato que criou grande insatisfação não só entre os professores, mas em diversos setores da sociedade.

Resolvidas as últimas pendências judiciais pelo STF, não há outro caminho a não ser pagar o que a lei determina, sendo justa a reivindicação dos professores por sua aplicação imediata.
E para resolver qualquer impasse, é fundamental a garantia de uma mesa de negociação que tenha de fato o objetivo de atender o que obriga a legislação.

O uso da violência, a penalização e a tentativa de criminalizar o movimento não contribuem para solucionar o problema. Criando, na verdade, uma situação de conflito que gera ainda mais desconfiança por parte dos professores.

Uma coisa é certa, sem um acordo quem sai perdendo é a sociedade cearense, já que milhares de crianças ficam prejudicadas com a perda do ano letivo e o conseqüente atraso na sua formação escolar.

Ivo Braga
Estudante de jornalismo da UFC e vice-presidente regional da UNE/CE

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