Blog UJS Ceará

O blog de política da juventude cearense!

Evaldo Lima propõe Emenda da Juventude à Lei Orgânica de Fortaleza  

Líder do prefeito apresentou proposta de emenda à Lei Orgânica que estabelece as diretrizes das políticas direcionadas ao segmento da juventude
O vereador do PCdoB, Evaldo Lima, protocolou na manhã desta terça-feira (2), uma Proposta de Emenda à Lei Orgânica do Município para garantir políticas públicas para a juventude e ampliar a participação dos jovens nas decisões do poder público. “Segundo o Censo 2010, Fortaleza conta com 718.613 jovens, o que representa 29,3% da população total. A nossa iniciativa visa garantir a institucionalização de políticas públicas para juventude, tornando-as efetivamente de estado”, diz.

Segundo analisa o vereador, a juventude, população com faixa etária de 15 a 29 anos, precisa ter a participação ampliada. “A Proposta de Emenda à Lei Orgânica se soma às lutas de diversos militantes, ao acrescentarmos à LO o capítulo denominado ‘DA JUVENTUDE’, normatizando as diretrizes das políticas públicas para o segmento juvenil”, diz.   “Tivemos grandes avanços, como a criação da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para Juventude, Conselho Municipal de Juventude, Fundo Municipal de Juventude e Plano Municipal de Juventude. 

Podemos avançar ainda mais com a emenda à Lei Orgânica”, conclui.

Juventude e Educação alinhadas por Fortaleza

A juventude é uma das principais bandeiras do mandato do vereador na Câmara Municipal de Fortaleza, que também já teve aprovado por unanimidade, no dia 26 de março, o Projeto de Indicação Nº22/2013, que prevê destinação de 100% dos royalties do pré-sal para a educação no âmbito do município.

Fonte: Evaldo Lima

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O Operário e o Agregado escrito pelo poeta popular Patativa do Assaré  

O Operário e o Agregado



Sou matuto do Nordeste,
Criado dentro da mata.
Caboclo cabra da peste,
Poeta cabeça-chata.
Por ser poeta roceiro,
Eu sempre fui companheiro
Da dor, da mágoa e do pranto.
Por isso, por minha vez,
Vou falar para vocês 
O que é que eu sou e o que eu canto:

Sou poeta agricultor,
Do interior do Ceará.
A desdita, o pranto e a dor,
Canto aqui e canto acolá.
Sou amigo do operário
Que ganha um pobre salário,
E do mendigo indigente.
E canto com emoção
O meu querido sertão 
E a vida de sua gente.

Procurando resolver
Um espinhoso problema,
Eu procuro defender,
No meu modesto poema,
Que a santa verdade encerra,
Os camponeses sem terá
Que os céus desse Brasil cobre,
E as famílias da cidade
Que sofrem necessidade,
Morando no bairro pobre.

Vão no mesmo itinerário,
Sofrendo a mesma opressão.
Na cidade, o operário;
E o camponês, no sertão.
Embora, um do outro ausente,
O que um sente, o outro sente.
Se queimam na mesma brasa
E vivem na mesma guerra:
Os agregados, sem terra;
E os operários, sem casa.

Operário da cidade,
Se você sofre bastante,
A mesma necessidade
Sofre o seu irmão distante.
Sem direito de carteira,
Levando vida grosseira,
Seu fracasso continua.
É grande martírio aquele
A sua sorte é a dele
E a sorte dele é a sua!

Disso, eu já vivo ciente:
Se, na cidade, o operário
Trabalha constantemente
Por um pequeno salário,
Lá no campo, o agregado
Se encontra subordinado
Sob o jugo do patrão,
Padecendo vida amarga,
Tal qual o burro de carga,
Debaixo da sujeição.

Camponeses, meus irmãos,
E operários da cidade,
É preciso dar as mãos
E gritar por liberdade.
Em favor de cada um,
Formar um corpo comum,
Operário e camponês!
Pois, só com essa aliança,
A estrela da bonança
Brilhará para vocês!

Uns com os outros se entendendo,
Esclarecendo as razões.
E todos, juntos, fazendo
Suas reivindicações!
Por uma Democracia
De direito e garantia
Lutando, de mais a mais!
São estes os belos planos,
Pois, nos Direitos Humanos,

Nós todos somos iguais!


                         Patativa do Assaré




Fonte: Compadre Lemos Pontocom

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JUVENTUDE ÀS RUAS NO DIA 11 DE JULHO  

A Jornada de Lutas da Juventude Brasileira faz um chamamento a toda juventude do país: no dia 11 de julho, todos e todas às ruas!
Milhares de jovens pelo Brasil protagonizaram manifestações massivas nos últimos 20 dias. Ocuparam as ruas e praças na luta por direitos. E com esse sentimento afirmamos que é a luta nas ruas e com unidade entre os movimentos sociais que possibilitará a conquista de mais vitórias.
Desta vez, vários movimentos sociais, organizações e partidos estão convocando um dia nacional de paralisações e mobilizações. Em cada estado a atividade se dará de um jeito único. É muito importante que as organizações da Jornada de Lutas da Juventude se somem às mobilizações e procurem os movimentos sociais para participarem conjuntamente, aproveitando o momento para, quando possível, organizarem plenárias estaduais da Jornada de Lutas da Juventude.
São 11 pontos de reivindicações nacionais, construídos de comum acordo com as Centrais Sindicais e Movimentos Sociais. Além disso, há seis pontos de denúncia que também serão expressos nas ruas.
Iremos às ruas por:

1. Transporte público de qualidade!
2. Reforma política com realização de plebiscito popular!
3. Reforma urbana!
4. Redução da jornada de trabalho para 40 horas!
5. Democratização dos meios de comunicação!
6. 10% do PIB para a educação pública!
7. Saúde pública e universal!
8. Pelo fim das terceirizações: contra a PEC 4330!
9. Contra os leilões do petróleo!
10. Pela Reforma Agrária!
11. Pelo fim do fator previdenciário!


Nesse mesmo dia denunciaremos:
A repressão e a criminalização das lutas e dos movimentos sociais;
O genocídio da juventude negra e dos povos indígenas;
A impunidade dos torturadores da ditadura;
E afirmaremos nossa posição contra:
A aprovação das propostas do estatuto do nascituro;
Contra a redução da maioridade penal;
Contra o projeto de “Cura Gay”.
Juventude às ruas no dia 11 de julho, em Fortaleza às 9h na Praça do Ferreira
Jornada de Lutas da Juventude Brasileira
ABGLT, ANPG, APNS, ASSOCIAÇÃO CULTURAL B, BARÃO DE ITARARÉ, CONAN, CONEN, CONTAG, CONTEE, CONSULTA POPULAR, CTB, CUT, ECOSURFI, ENEGRECER, FEAB, FEDERAÇÃO PAULISTA DE SKATE, FORA DO EIXO, JPL, JPT, JUFRA, JUVENTUDE REVOLUÇÃO, JSB, LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, MMM, MST, NAÇÃO HIP HOP, PASTORAL DA JUVENTUDE, PJMP, PJR, PCR, REJU, REJUMA, UBES, UBM, UJS, UNE, OCLAE, UNEAFRO, UNEGRO, UPES, VIA CAMPESINA.
Fonte: UJS

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Centrais sindicais realizam ato unificado em Fortaleza dia 11/07 às 9h na Praça do Ferreira  


Centrais sindicais realizam ato unificado 

em Fortaleza


Aderindo ao Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações, as centrais sindicais no Ceará também realizarão, em Fortaleza, um ato unificado apresentando bandeiras e propostas dos trabalhadores para o avanço das mudanças políticas, econômicas e sociais no Brasil. A manifestação será na próxima quinta-feira (11/07), a partir das 9h, com concentração na Praça do Ferreira. Os manifestantes sairão em caminhada até a sede do Banco Central. São esperadas cinco mil pessoas no ato político.



Em nível nacional, o movimento articulado por oito centrais sindicais brasileiras tem o apoio de diversas frentes dos movimentos sociais e apresenta uma pauta em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Com o lema “Pelas Liberdades Democráticas e Pelos Direitos dos Trabalhadores!”, o ato unificado buscará defender direitos conquistados e lutar por mais avanços.

Atividade no Ceará

Além das bandeiras unificadas em todo o país, no Ceará também serão apresentadas pautas específicas. “Lutaremos pela redução da tarifa do transporte público, em defesa de uma maior mobilidade urbana e ainda contra a remoção de famílias no entorno do estádio Castelão. Além disso, as diversas frentes dos movimentos sociais também terão espaço para apresentar suas demandas individuais”, informa Luciano Simplício, presidente estadual da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no Ceará.

A manifestação, que terão concentração na Praça do Ferreira, sairá em caminhada pelas ruas do centro de Fortaleza, e seguirá até a sede do Banco Central na capital cearense. Lá será realizado outro ato político contra novo aumento da taxa de juros, que deverá ser anunciado após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). “Todos os anos milhões são destinados a pagar juros de dívidas do país. Defendemos a bandeira dos ‘Juros Zero’, para que esses recursos sejam investidos em saúde, educação e mobilidade urbana, por exemplo”. 

Unidade 

O líder sindical destaca a importância do momento histórico em que o país vive e a unidade dos movimentos sociais para garantir avanços para a classe trabalhadora. “Vivemos uma fase de consolidação do estado democrático, com o povo nas ruas clamando por mais avanços. As mudanças só acontecem com luta e mobilização. Nossa manifestação irá apresentar as pautas da classe trabalhadora, bandeiras nossas que já são defendidas há muitos anos. Agora lutaremos por avanços”, defendeu o sindicalista.

O presidente da CTB-CE também enaltece a unidade entre as centrais sindicais em torno de pontos em comum. “Esta é uma união histórica e nossa parceria não será restrita ao dia 11 de julho. Já estamos pensando em novas mobilizações para depois do Dia Nacional de Paralisações, sempre focando no sentido de garantir avanços para a classe trabalhadora”, enfatizou Simplício.



Bandeiras de luta


- Pelo fim do Fator Previdenciário;

- 10% do PIB para a Saúde;

- 10% do PIB para a Educação Pública Brasileira;

- Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários;

- Valorização das aposentadorias;

- Transporte público de qualidade e redução da tarifa dos ônibus em Fortaleza para R$ 2,00;

- Reforma agrária;

- Mudanças nos leilões do Petróleo;

- Rechaço ao Projeto de Lei 4330, sobre terceirização


Serviço

Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações

Data: quinta-feira (11/07)
Concentração a partir das 9h, na Praça do Ferreira - centro de Fortaleza

Centrais Sindicais

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-CE)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Força Sindical
União Geral dos Trabalhadores (UGT)
CSP-Conlutas - Central Sindical e Popular
Nova Central


Fonte: Vermelho Ceará e UJS/CE

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Nota de repúdio da UJS à declaração de Paulo Bernardo, à revista Veja  

Na última semana, em entrevista à Revista Veja, fez uma afronta a todos os cidadãos e movimentos sociais que defendem que seja feita uma regulamentação na mídia, para que as telecomunicações passem a ser democráticas, dando voz às minorias, respeitando as diversidades e pluralidades e, sobretudo, rompendo o monopólio dos meios de comunicação.
Na entrevista, ao falar sobre a regulamentação da mídia, Bernardo assim pontuou: “É a militância que extrapola, e eu posso dizer que está errada, que está falando besteira. Se ela não gosta da capa da revista, da manchete de jornal, quer que eu faça regulação. Isso não existe. Não vai ter regulação para isso“, foi categórico, o ministro.
Muito nos surpreende ele justificar seu posicionamento usando a página de “uma revista ou manchete  de jornal”, sabendo ele que, a Lei da Mídia Democrática não atende pelos impressos, e sim para a regulamentação das televisões e rádios do país. E nem ao menos estamos propondo uma nova Constituição, e sim pedindo para que sejam respeitados  e cumpridos os artigos 5, 220, 221, 222 e 223 da nossa Constituição – que, cabe destacar, proíbe oligopólios e monopólios no setor.
A UJS, desde sua fundação, tem como cerne, a defesa pela liberdade de expressão e a luta pela democracia. Pedir para que o negro, a mulher, o índio, o pobre, o gay, o jovem, e tantos outras minorias tenham sua representatividade respeitada na mídia não significa extrapolar, ou censurar. Pelo contrário, é mostrar que por trás dos estereótipos, criados por uma elite branca, conservadora e retrógrada, existem seres humanos iguais a todos os demais, não inferiores ou piores.
A extrapolação que esses grupos sofrem na nossa mídia é que devem ser barradas. Não  podemos admitir que o negro ainda seja representado sempre como o escravo, o serviçal, o bandido; a mulher sirva apenas como símbolo sexual, em propagandas de cerveja e submissa ao homem – nas telenovelas; assim como temos que repudiar toda aberração que usam para representar os gays.
Quanto aos movimentos sociais – que nós, da UJS, podemos afirmar por experiência própria – estão sendo cada vez mais marginalizados pela mídia. Quando ocupamos as ruas, não estamos fazendo passeata com o intuito de “atrapalhar o trânsito”, conforme os noticiários sempre comunicam.
Nossas manifestações são pautadas nas melhorias para a sociedade brasileira. Raras vezes os motivos pelos quais estamos reivindicando sã expostos ao povo, e nem ao menos nos é dado o direito do microfone, o direito à voz, a expor nossa inquietação. Isso pode ser facilmente comprovado nas recentes manifestações ocorridas pelo país, quando defendemos a revogação das tarifas e cobramos um transporte público de qualidade, e o que os telejornais comunicavam é que éramos um bando de vândalos, destruindo a cidade, causando um trânsito caótico.
Com isso, a mídia marginaliza cada vez mais as ações dos movimentos sociais, colocando-nos como baderneiros. O mesmo ocorre também com os movimentos estudantis ou qualquer força que vise cobrar por mais direitos, por igualdade, por democracia, e utilize a rua – espaço público e democrático – como palco de sua reivindicação. 
Os meios de comunicação devem prestar serviço ao povo, à população. Contudo, com o atual panorama que temos, vemos que isso não ocorre. Não é segredo que seis famílias detém o monopólio da nossa mídia. Esses barões são empresários milionários, que direcionam as empresas de comunicação aos seus interesses políticos, partidários e mercadológicos. Logo, é através destes interesses que vemos a elite branca sempre imperando sobre os negros, e pobres – o que podemos considerar como uma repaginação moderna da antiga escravidão.
Extrapolar é permitir que grupos que estão à margem da sociedade, fiquem cada vez mais vulneráveis à violência, à intolerância, ao preconceito. É fazer com que a cultura elitista das regiões Sudeste e Sul sejam ingeridas a todas às demais. É ocultar que o Norte, Nordeste e Centro-Oeste também são parte deste país, e suas culturas, tradições, assim como seus problemas, desafios também compõem esse Brasil rico em diversidade, em pluralidades.
Citamos aqui exemplos que estão atrelados com as camadas sociais. Mas caso ainda fique alguma dúvida, podemos também rapidamente falar como a mídia manipula as informações para beneficiar os políticos de direita, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Governador de São Paulo – Geraldo Alckmin, e em contrapartida, tenta denegrir a imagem dos líderes que revolucionaram a vida do povo brasileiro, dando-lhes mais oportunidade de inclusão social: o ex-presidente Lula e a atual chefe do Estado – Dilma Rousseff.
Esses são apenas alguns dos argumentos que pontuamos para mostrar que nossa luta pela democracia na mídia não é nenhuma “besteira”. É uma emergente necessidade para ampliarmos a democracia no país, rompendo a ditadura dos barões. Precisamos de uma mídia que seja reflexo da sociedade, e não uma que manipule, oculte e sobretudo, que impeça a liberdade de expressão do povo brasileiro.
A UJS repudia toda declaração e posicionamento do ministro Paulo Bernardo, e comunica que não nos intimidaremos com essa postura. Estamos com a Frente Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC) e com todos os movimentos que defendem a democracia na nossa mídia, juntos colheremos 1,4 milhões de assinaturas, para fazer com que o Projeto de Lei de Iniciativa Popular de Lei de Mídia Democrática seja votado no Congresso Nacional.
Seríamos “bestas” se assistíssemos inertes a toda essa “extrapolação” da mídia e dos seus barões. Se aceitássemos isso, não estaríamos honrando a todos os grandes guerreiros, que afrontaram a ditadura militar para nos fazer valer o direito à democracia. E é por ela e por nosso histórico de lutas que vamos continuar avante, em busca da liberdade de expressão. Nos vemos nas ruas!
UJS, presente!
São Paulo, 02 de Julho de 2013
União da Juventude Socialista
Fonte: UJS

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UJS dialoga com Dilma sobre avanços para a Juventude  

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Na última sexta (28), no Planalto do Palácio, o presidente da UJS, André Tokarski, participou de uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff e líderes de movimentos de juventude, na qual dialogaram sobre as melhorias para o país que os jovens estão cobrando nas ruas.
Dilma pediu apoio dos líderes para pôr em prática as propostas que visam fazer o país avançar, tanto na política, quanto nas áreas da educação, saúde e transporte – principal reivindicação que tem mobilizado as manifestações dos jovens, desde o mês passado.
Conversando sobre as propostas na política, Dilma expôs a criação do Plebiscito, a Reforma Política, e o combate à corrupção em pauta.
Tokarski frisou o posicionamento da UJS com as medidas democráticas apontadas por Dilma e, destacou que discutirá com outras juventudes a criação de propostas para incluir cada vez mais os jovens na política do país.
“A UJS irá apoiar a iniciativa da presidenta de realizar o plebiscito da reforma política e irá discutir com outras organizações políticas de juventude medidas que assegurem a ampliação da participação política dos jovens, através da reforma política.”, afirmou o presidente da UJS.
Quanto à educação, Dilma reafirmou o seu apoio à destinação dos royalties do petróleo e dos recursos do Fundo Social do Pré-sal para o setor – essa proposta foi encampada há quatro anos, pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas).
O projeto, apresentado pelas entidades estudantis e pelos movimentos sociais, pede que sejam investidos 100% dos royalties do petróleo e 50% do pré-sal na educação. Dilma já havia defendido essa proposta, e a enviou à Câmara dos Deputados, na semana passada. A votação culminou com a aprovação de 50% do pré-sal e 75% dos royalties para o ensino público. Quanto aos 25% restantes dos royalties, os deputados votaram que fossem investidos na saúde.
No transporte, Dilma apontou que o Governo Federal passará a investir mais de 50 bilhões em melhorias na mobilidade urbana, além de reduzir impostos, para que outros governadores e prefeitos possam reduzir o preço das tarifas.
Já na saúde, além de construção de novas Unidades Básicas de Saúde, e hospitais, Dilma pretende também ampliar o número de vagas nas universidades federais para medicina. Contudo, ela ressaltou a necessidade imediata de trazer médicos de outros países para suprir o déficit de profissionais nas periferias e regiões pobres, como Norte e Nordeste.
A presidente ponderou ainda que a organização dos partidos políticos e dos movimentos sociais são importantes agentes da democracia brasileira. E sabendo desse papel que eles desempenham, a presidenta comunicou a todos que está aberta ao diálogo com todos os movimentos e disposta a ouvir a voz que vem das ruas.
Essa sensibilidade em relacionamento foi comprovada por Tokarki, que relatou os pontos positivos na conversa com Dilma. “A presidenta Dilma demonstra abertura ao diálogo com a juventude e apresenta uma agenda positiva e progressista para o país, ao defender medidas como a realização de um plebiscito para a reforma política, o apoio à destinação dos royalties do petróleo e dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a educação e o compromisso de investir 50 bilhões de reais na melhoria do transporte coletivo das principais capitais do país.”, relatou Tokarski.
Governo criará rede social para interagir com jovens
Após a reunião com os líderes juvenis, a Secretaria Nacional da Juventude informou que daqui a duas semanas o Governo Federal vai lançar a rede social “Observatório Participativo”.
Este canal proporcionará que cada jovem – indiferente de estar ligado a algum movimento social ou não – possa cadastrar seu perfil na rede e contribuir com discussões ligadas a diferentes temas, como saúde, educação, transporte, violência.
“O observatório participativo fará com que a gente tenha um canal permanente de diálogo com os jovens pelas redes sociais para consultas públicas, mas também para aprofundar o conteúdo acerca do tema juventude e das políticas publicas”, apontou Severine Macedo, secretária da Secretaria Nacional de Juventude.
Fonte: UJS

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Nota do Conselho Estadual de Juventude sobre os excessos policial nas manifestações  

Conselho Estadual de Juventude
Não há como negar que a juventude sempre foi protagonista da História, sempre esteve à frente das mudanças por um Brasil cada vez mais soberano! Foi através da luta do povo que obtivemos grandes conquistas! Este gigante chamado Brasil é muito diverso e é com essa diversidade que os movimentos de juventudes se organizam e trabalham cotidianamente para defender o direito dos jovens, das mulheres e da classe trabalhadora, por isso sempre estando espertos e ligados nos movimentos que buscam conquistar mais direitos para o povo. 
As diversas manifestações que acontecem em todo o território brasileiro são legítimas e desde já nos colocamos contra a reação violenta dos policiais, sem diálogo e com prisões indevidas. O ato ocorrido ontem na cidade de Fortaleza, no Ceará, com a prisão de 55 jovens, em que muitos deles eram somente manifestantes, e não havia cometido nenhum ato de vandalismo à depredação do patrimônio público ou privado, foi um ato claro de truculência e falta de diálogo da polícia. Compreendemos que as diversas manifestações ocorridas aqui no Ceará e no Brasil são bandeiras legitimas e que nós também somamos junto às milhares de vozes que defendem uma Educação de qualidade e inclusiva, Saúde Nota 10 e a reforma política onde assim podemos de fato contribuir na luta contra a corrupção, estamos aqui também para dizer que estamos do lado de toda a juventude partidária ou não, organizadas em diversos movimentos e organizações.
Nós, do Conselho Estadual de Juventude do Estado do Ceará, queremos dizer que repudiamos o ocorrido e reafirmar que somos contra a intolerância, a violência e os atos de vandalismo! Reafirmamos o nosso compromisso de estar na linha de frente em defesa da Juventude!

Fortaleza, 21 de junho de 2013.

Fonte: Conjuce

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