Blog UJS Ceará

O blog de política da juventude cearense!

Sessões do Cine Feminista da UJS Ceará serão realizadas na Vila da Artes  


Visando a importância da formação feministas ampliada para as militantes e não militantes da UJS, criamos um calendário de sessões com filmes por temáticas, que segue abaixo.

O importante marco para a UJS, e para a luta Feminista é a utilização de um espaço da comunidade para uma atividade de formação para a luta de combate a todas as opressões. 

Já começa na quinta que vem com o filme nacional "As filhas do Vento" de 2005. 



Mulher negra e o feminismo:

13/02 - As filhas do Vento (85 min)
Numa pequena cidade em Minas Gerais as irmãs Maria “Cida” Aparecida (Taís Araújo) e Maria “Ju” da Ajuda (Thalma de Freitas) têm objetivos bem distintos. A primeira quer se tornar uma famosa atriz e para isto é imperativo que deixe o lugarejo, já a segunda só pensa em namorar. Vivem com Zé das Bicicletas (Mílton Gonçalves), o pai delas, que foi abandonado pela mulher e é muito rigoroso com o comportamento das filhas. Quando ele acusa injustamente Cida de estar se envolvendo com Marquinhos (Rocco Pitanga), o namorado de Ju, ela fica tão magoada que deixa a cidade e vai para o Rio de Janeiro na esperança de ser atriz, e consegue. A vida de cada irmã seguiu seu curso e elas ficam sem se falar por mais de 4 décadas. Com a morte de Zé das Bicicletas, Cida retorna para a sua cidade natal para o enterro do pai. O encontro dela com Ju será inevitável, mas elas têm muita mágoa uma da outra e talvez seja difícil resolver 40 anos em alguns dias.

Poliamor e Relações Livres:

27/02 - Kiss Me Again (103 min)
Um casal decide testar os limites de seu relacionamento com outra pessoa. Quando um relacionamento improvável segue, todos os três são obrigados a repensar a sua definição de amor.


Visibilidade trans*:
13/03 - A Girl Like Me: The Gwen Araujo Story (89min)
A história documenta a vida real de Gwen Araujo , nascida Edward Araujo Júnior, uma transexual adolescente que foi assassinada depois de ter sido descoberto por conhecidos que ela tinha genitália masculino. Cenas que retratam o julgamento de assassinato são mostrados alternadamente com a história da vida de Gwen. 
Ganhou o prêmio de Melhor Filme para Televisão nos 2007 GLAAD Media Awards .


Violência contra a mulher e exploração sexual:
27/03 - Anjos do Sol (91min)

Anjos do sol é um filme brasileiro que trata sobre a exploração sexual comercial de crianças e adolescentes. É o primeiro filme de Rudi "Foguinho" Lagemann.
Logo em sua primeira sessão pública, realizada durante o Miami International Film Festival, arrematou o prêmio do júri popular para Melhor Longa de Ficção Ibero-Americano.
No elenco estão, entre outros, Antonio Calloni, Vera Holtz, Chico Diaz, Roberta Santiago, Otávio Augusto, Mary Sheyla, Darlene Glória (no papel da cafetina Vera), Bianca Comparato e a estreante Fernanda Carvalho, a protagonista, que tinha apenas onze anos na época das filmagens.

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Combate à violência contra a mulher é obrigação!  





Por *Bárbara Cipriano (com a colaboração de Andreia Duavy e Brenna Carvalho).


Apesar de os últimos dados serem alarmantes, a violência contra a mulher não é uma prática recente. São Paulo, em 30 de março de 1981, Eliane Grammont foi assassinada a tiros por seu ex-marido, o músico Lindomar Castilho. Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg Fernandes Alves, então com 22 anos, invadiu o domicílio de sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, no bairro de Jardim Santo André, em Santo André (Grande São Paulo). Eloá foi mantida em cárcere privado por mais de 100 horas e depois foi baleada na cabeça e na virilha. Não resistiu e veio a falecer por morte cerebral. Esses são “só” dois casos dos inúmeros que ocorreram (e ainda ocorrem) no Brasil.

Quantas Eloás e Elianes foram vítimas de seus “companheiros” e quantas todos os dias são vítimas, quantas sofrem violência doméstica, sexual e piscológica, subjugadas por seus “companheiros” e pela sociedade capitalista que aprofunda cada vez mais as relações de desigualdades entres os sexos, pois violência pressupõe opressão, conflito de interesses entre opressores e oprimidos. Pressupõe relações sociais de dominância (capitalismo) e subalternidade. A violência contra a mulher pressupõe que homens e mulheres têm uma participação social desigual em função de sua condição sexual.

A naturalização da violência contra a mulher se insere no contexto “normal” da relação entre os sexos, institucionalizadas e aceitas pela sociedade. Os assassinatos, os casos de violência doméstica, os estupros e os diversos tipos de violações ao corpo e à mente representam os reflexos dessa sociedade ainda patriarcal demais e atrasada que silencia nossas “Eloás” e “Elienes”. Onde o machismo reinante e “antropológico” se insere de diversas maneiras, onde a cada 15 segundos muitas mulheres são vítimas de violência doméstica.

A Lei Maria da Penha é um dispositivo legal brasileiro que visa a aumentar o rigor das punições das agressões contra as mulheres quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar. Decretada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 7 de agosto de 2006, a lei entrou em vigor no dia 22 de setembro de 2006, e já no dia seguinte o primeiro agressor foi preso, no Rio de Janeiro, após tentar estrangular a ex-esposa.

A introdução da lei diz: “Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências”.

A lei, juntamente com as delegacias da mulher, ajudou e ajudam a combater e registrar os casos. A primeira delegacia da mulher atendeu, de imediato, um grande número de mulheres em situação de violência, mostrando que este problema existia, era grave e carecia de um atendimento policial especializado.

Logo após esta experiência, foram criadas novas delegacias da mulher em São Paulo e em outros estados. Muitas são as reivindicações sobre a criação de delegacias da mulher como parte integrante e principal de uma política pública específica à questão da violência contra mulheres. Mas ainda há muito o que avançar. A necessidade da melhoria pelo atendimento especializado englobando assistência psicológica e social e ampliação da Lei Maria da Penha que prevê a punição de crimes como estupros e assassinatos, pois apesar das políticas implementadas os últimos registros da SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) afirmaram que os números só aumentaram.

Nós da UJS Feminista consideramos que a luta pelos direitos das mulheres é obrigação cotidiana de todas as pessoas; combater o machismo em suas diversas formas é uma necessidade histórica e essencial para a construção de um Brasil emancipado onde não haja desigualdade entre os sexos, onde as políticas públicas sejam implementadas com rigor, onde as nossas mulheres possam ter o direito de decidir sobre seus corpos sem serem questionadas ou culpabilizadas pelos atos de violência. Lutamos pela igualdade de gêneros, pela ampliação de políticas de saúde para as mulheres, pelo empoderamento de mulheres nos espaços de poder e pela liberdade pois, acima de tudo, ser feminista é uma questão de liberdade. Entendemos que a luta emancipatória é fundamental pra construção de uma sociedade mais justa, uma sociedade socialista construída com as meninas e os meninos no poder, trabalhadores e trabalhadoras lado a lado, guiada pela justiça e preenchida com nossa alegria.


*Bárbara Cipriano é Diretora de jovens feministas da UJS Fortaleza e Conselheira Municipal de Juventude pela UBM

No Vermelho.

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Secundarista, um estilo de vida.  




E o que é esse negocio de militância secundarista?



A nossa galera da União da Juventude Socialista sabe bem como é!
Ser os últimos a dormir e os primeiros a acordar, e quando tiver café da manhã já sabe, né? Pão com mortadela! E comer rápido porque os portões das escolas abrem cedo e não podemos perder um só minuto, ou uma só chance de abordar a galera na entrada com nossos panfletos, em que temos um apreço inestimável, mas é claro, fomos nós mesmos que fizemos depois daquela conversa animada no coletivo, onde surgiram várias ideias revolucionárias.

Pela manhã separadas as equipes, lá vamos nós percorrer, ocupar e conquistar com nossa ousadia, irreverência e jogo de cintura pra conseguir convencer aquele diretor chato, antiquado e reaça que reclama dos alargadores, piercings e da calça folgada, e só pra tentar nos fazer desistir, ele capricha no chá de cadeira, mal sabe ele que enquanto ele pensa que está nos cansando, a gente já encontrou um conhecido lá dentro que vai entregando de mansinho na sala dele o panfleto chamando pra atividade, que pode ser um sarau, uma festa ou até mesmo o que a gente faz de melhor: uma passeata pra melhorar a garantir investimento em educação, pelo passe-livre ou para tirar o chato do diretor que não respeita seus alunos e age como se fosse o Dono do Mundo...

Depois de todo esse dia nas escolas, muitas panfletagens, ter trocado uma ideia massa com a galera, ter paquerado um monte com aquelxs gatinhxs, todo mundo se reúne no final do dia para saber como foi em cada escola, porque não fez assim, porque num fez assado e vamos logo bolar aquele que foi desencontrado.

Porque amanhã é o grande dia, amanhã é todo dia e tem muito mais escola que precisam dessa galera que afrontam diretor, pula muro, faz pichação, e quer mesmo é passe-livre no busão, e o Pré-Sal pra educação e qem #VemPraRua não abre mão!



Por Edvard Neto, Diretor Regional UBES-CE 

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UJS realiza I Encontro de Jovens Feministas em Fortaleza  



Na próxima segunda-feira (11/11) acontecerá o I Encontro de Jovens Feministas da União da Juventude Socialista (UJS) de Fortaleza, com apresentação do seminário “A história das mulheres no Brasil”.  O evento, que terá início às 19h, será na Sede do PCdoB Estadual – Avenida da Universidade, 3199, no bairro Benfica.

O encontro além de debater a história das mulheres no Brasil - que será facilitado por Bárbara Cipriano, Diretora de Jovens Feministas da UJS/Fortaleza e Conselheira Municipal de Juventude pela União Brasileira de Mulheres (UBM) - irá discutir temáticas como feminismo emancipacionista e à inclusão da mulher nos espaços da política.

O evento contará com a presença da Coordenadora da UBM Ceará, Francileuda Soares, da Presidenta da Fundação de Desenvolvimento Habitacional de Fortaleza (HABITAFOR) e Ex-vereadora de Fortaleza, Eliana Gomes, e da Diretora de Jovens Feministas da UJS/Ceará e Conselheira Nacional de Juventude pela UBM, Camila Silveira.

De acordo com Sarah Cavalcante, Presidenta da UJS, a atividade tem como objetivo formar mulheres e homens para o debate feminista, promovendo uma discussão histórica sobre as mulheres, como também estimular o entendimento do capitalismo versus opressão feminina.

“O fim da opressão das mulheres se dá na luta pela superação do capitalismo, somente com o socialismo podemos ter a emancipação das/dos indivíduos, mas para isso temos que estar afiados no debate e de prontidão para a lutarmos contra os machismos existentes”, afirmou Sarah.

O evento é uma das diversas atividades mobilizadoras para I Encontro Nacional de Jovens Feministas da UJS, que ocorrerá em Brasília dos dias 13 e 15 de dezembro. O encontro reunirá mulheres de todo o país, tendo como tema “Combater o machismo, emancipar as mulheres, construir o socialismo!”.

Lutar sempre!

:: Serviço

UJS realiza I Encontro de Jovens Feministas em Fortaleza
Data/Hora: 11 de novembro (segunda-feira), às 19 horas.
Local: Sede Estadual do PCdoB, Avenida de Universidade, 3199, Benfica.
Mais informações: Bárbara (8846-7237) e Sarah (8702-2259).
 

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Sessão Solene celebra 29 anos de lutas da UJS  

Câmara Municipal de Fortaleza homenageia militantes da UJS em celebração aos 29 anos das lutas do movimento


Há 29 anos, União da Juventude Socialista (UJS) iniciava uma luta constante pelos direitos da juventude, conquistando o Brasil em cada região. Em respeito a essa história, a Câmara Municipal de Fortaleza atende o requerimento do vereador Evaldo Lima para realização de Sessão Solene em homenagem aos 29 anos da UJS, aprovado por unanimidade no plenário da Casa. “Muitas das lideranças políticas atuais saíram do movimento estudantil. A UJS é uma dessas grandes escolas”, diz Evaldo.

Ao todo, seis militantes serão homenageados. “Todos esses homens e mulheres têm atuação destacada em cada segmento da juventude com o qual se comprometeram. Campelo, ex-presidente do DCE da Unifor. Andrea, que foi a primeira mulher eleita presidente estadual da UJS. Flávio Vinícius, engajado em diversas lutas sociais e de profundo conhecimento político, Ivina Carla, jornalista e liderança estudantil de extrema qualidade e, por fim, Larissa Albuquerque e Marcelo Silva, lideranças de muito valor”, avalia Evaldo.

Segundo explicou o vereador do PCdoB, a homenagem à União da Juventude Socialista “É um reconhecimento a todos os homens e mulheres que lutam por uma sociedade mais justa e que deve ser estendido a todos os que fazem da UJS esse grande movimento difuso que representa a juventude nacional em todas as suas particularidades”. A UJS abriga jovens estudantes, trabalhadores, artistas, esportistas, cientistas e intelectuais, compreendendo e respeitando a diversidade da juventude, com compromisso firme em defesa do socialismo cientifico.

Serviço:
Sessão Solene em homenagem aos 29 anos da UJS
Local: Plenário Fausto Arruda – Câmara Municipal de Fortaleza
Data: 27/9/2013
Hora: 14h30min


Fonte: Assessoria do Vereador Evaldo Lima

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Para mudar as coisas: UJS rumo aos 30 anos  


A União da Juventude Socialista festejou pelo país afora neste domingo (22) o seu aniversário de 29 anos (veja aqui). A partir de hoje tem início a contagem regressiva para os 30 anos sabendo da vontade da juventude brasileira em chacoalhar o país e mudar as coisas do mundo.
Por manhãs de sol e socialismo, a UJS defende o amor para mudar as coisas da vida, do país, do mundo. Para construir o amanhã com justiça, liberdade, terra, pão, solidariedade, generosidade, paz e vida boa para todos.
Rompendo os grilhões da velha mídia que tenta aprisionar a novidade e esconde a verdade. Rompe com a tentativa de submeter à juventude ao consumismo que só beneficia os capitalistas e joga a classe trabalhadora na rua da amargura das dívidas impagáveis e propugna o individualismo.
Para o dia nascer feliz e a felicidade predominar nos corações e mentes de uma juventude que luta para ser respeitada e ter condições de andar pelas ruas sem medo de ser feliz, em paz. 
Com a certeza na frente e a história na mão, a UJS sempre esteve presente nas principais questões da juventude brasileira. Nas ruas, nas praças, nas escolas secundárias, nas universidades, mas também nas fábricas e nas plantações fazendo os paralelepípedos de todas as velhas cidades se arrepiarem com a irreverência e a alegria de jovens que lutam para construir o futuro.
Assim caminha a UJS para levar a todos os cantos as notícias que não dão no rádio, nem na televisão. Porque a dor da gente não sai no jornal e nem as alegrias tão pouco. Ao expressar a força dessa juventude que o nome certo é o amor num eterno coração de estudante e mostrar que o Brasil não é só litoral, é muito mais. E aqui vive um povo que merece bem mais respeito. E a UJS não se cansa de proclamar o amor a este país e povo únicos no mundo.
Assim é a UJS na busca incessante do mundo novo e do homem novo que só podem ser atingidos com o socialismo com a cor do brasileiro, banhado de sol. Ontem a UJS fez 29 anos e já prepara as lutas para chegar aos 30 com a mesma pujança de quando nasceu das lutas da juventude, dos estudantes e da classe trabalhadora.


UJS 29 Anos: “Amar e mudar as coisas”

Não permitam que lhes roubem a juventude, deve haver mais tempo para o amor e menos preocupação com o consumo”. Pepe Mujica (Presidente do Uruguai).
Amar e mudar as coisas. Este é o sonho que se renova a cada geração e lança a juventude permanentemente para o futuro. É a este sonho que a UJS dedica toda convicção e rebeldia.
Em quase trinta anos de história, a União da Juventude Socialista viveu ao lado do povo brasileiro a emoção da conquista da Democracia, tomou as ruas do país com a cara pintada no Fora Collor, resistiu e lutou quando o neoliberalismo ousou colocar o Brasil de joelhos e compartilhou com o povo a alegria de eleger o primeiro presidente operário e a primeira mulher presidenta do Brasil.
Essa energia que rompe o dia e abre novas épocas voltou a tomar as ruas do país. O mês de junho de 2013 entra para a história do Brasil como o ano que uma geração inteira de jovens se encontrou com seu próprio tempo. Aos que diziam que a juventude e o povo brasileiro não se interessavam pelo seu próprio destino se viram perdidos e obrigados a repensar seus valores.
As jornadas de junho não foram um raio em céu azul. Uma década de inquestionáveis conquistas sociais e democráticas desnudaram os entraves mais profundos que há séculos reproduzem a desigualdade, o descaso e o autoritarismo em nosso país. O maior acesso ao emprego, à educação, à mobilidade social forjou uma sólida plataforma que permitiu ao país sonhar mais alto. Mais direitos, mais democracia, mais qualidade nos serviços públicos, menos repressão e menos consumismo. A sociedade não deve estar à mercê dos interesses do mercado.
Os ventos de junho também sopraram a poeira que repousava sobre nossa jovem Democracia. Que, exatamente por ser jovem precisa se renovar e acompanhar os anseios de uma nação que se vê capaz de construir seu próprio futuro.
A representação política não pode mais ser refém do financiamento das empresas privadas, pois assim nossa democracia é sabotada e o povo perde sua soberania. A liberdade de expressão não pode mais ser privilégio de algumas empresas de comunicação que se julgam acima das instituições democráticas duramente construídas. A mobilidade urbana não pode mais se submeter ao cálculo de rentabilidade dos oligopólios privados do transporte público. As cidades não podem mais mover-se pelo consumo irracional, que continuamente brutaliza as relações sociais. A juventude da periferia que está sendo exterminada quer mais amor e menos polícia.
Uma larga avenida de sonhos e batalhas foi aberta por nossa geração. Mas apenas começamos. Muitas serão as tentativas para bloqueá-la. Nunca as classes dominantes brasileiras se conformaram com a perda de privilégios. Durante o mês de junho lançaram mão de todas suas armas para influenciar e ditar um rumo conservador às manifestações.
A avenida foi aberta, não obstante, percorrê-la exigirá apreender mais a fundo nosso mundo. Mundo este em que tudo é transformado em mercadoria pelo o sistema capitalista. O Capitalismo é a antípoda da Liberdade. Deixado ao seu próprio movimento este sistema nos transforma em meros mendigos de salários. O individualismo exerce um poder coercitivo sobre cada um de nós. Ou buscamos “nosso lugar no Mercado” ou estaremos condenados a uma vida de privações. As cidades privatizadas são a expressão moderna e caótica do domínio do Capital sobre a vida urbana. É da própria natureza do Capitalismo que nascem as angústias, a solidão e a quebra dos laços de fraternidade.
A precariedade dos serviços públicos e a limitação dos direitos guardam estreita relação com as necessidades do Capital. Quanto menos saúde pública, transporte coletivo, educação de qualidade e menos instrumentos de participação política mais o povo será dependente do mercado para sobreviver e menor será sua capacidade de contestação. Quanto mais direitos conquistados, mais poder o povo terá. Portanto, só é possível levar a diante os sonhos da juventude se tivermos a superação do Capitalismo como objetivo maior.
A caminhada rumo a uma nova sociedade em que o Público tenha prevalência sobre o Privado está indelevelmente gravada na história dos povos com o poderoso nome de Socialismo, parafraseando Frei Beto, “o nome político do amor não é outro se não o Socialismo”, a divisa mais profundamente revolucionária, que abalará os tronos e alicerces dos poderes dos senhores da terra, só pode ser esta única e simples bandeira, o amor (Socialismo). Fortalecer o espaço público, ampliar direitos, impor limites ao domínio privado sobre as cidades, enfim, fazer do mercado um acessório da Sociedade e não o contrário.
A vultuosidade do caminho a se percorrer exige de nós muita disposição, mas somente ela não basta. Estes desafios não se encerraram na geração presente.  Sobre os ombros das bravas gerações que nos antecederam, contribuiremos para que os olhos das gerações futuras vejam ainda mais longe. É, portanto, imperativo uma intervenção duradoura, coletiva e organizada. Somente com fortes instrumentos seremos capazes de unir todas as vozes e canalizar todas as energias transformadoras para um objetivo comum. Sem organização, os acontecimentos, por mais espetaculares que sejam, correm o sério risco de se resumirem neles mesmos. O acontecimento deve ser transformado em trajetória, ganhar profundidade e ampliar a compreensão do povo sobre seu poder. Sem instrumentos coletivos de luta ficamos a mercê do conservadorismo, que se renova e se reapresenta com ares de moderno cada vez que o povo rejeita sua velha roupagem.
Mais amor, menos consumismo. Esta mensagem do grande presidente uruguaio, Pepe Mujica, para a juventude de nosso tempo é um chamado à rebeldia. A UJS caminha de braços dados com este sentimento. O futuro clama desesperadamente por mais amor, sonhos e coragem. Como diz a canção, “livre pra poder sorrir”, é o motivo pelo qual lutamos. Os desafios que se levantam diante de nós não são pequenos, contudo, nada é maior que nossa vontade de amar e mudar as coisas.
União da Juventude Socialista, a 29 anos amando e mudando as coisas.

Fonte: UJS BRASIL

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Auditório do Sindipetro será sede de debate de jornalismo independente.  



A luta pela democratização dos meios de comunicação, uma batalha enfrentada pela esquerda aliada aos movimentos sociais não é de hoje. A imprensa tradicional, aliada e pertencente ao grande capital, defende os interesses político-econômico empresarial, sendo proporcionalmente oposta a luta dos trabalhadores e do povo, que tem o direito de ter uma comunicação popular, democrática e participativa.

A luta operária nunca foi fácil, pois além de brigar pelos direitos trabalhistas, os trabalhadores têm que lutar ainda contra a grande imprensa burguesa, que deturpa sua imagem, omite seus passos e às vezes constrói opinião pública da sociedade contra eles. Sendo assim, pelo direito à informar suas demandas, os trabalhadores não têm outra saída senão apegar-se à resistência da mídia tradicional e construir a comunicação popular alternativa, que lhe dará vez e voz.

A imprensa tradicional, aliada ao grande capital, monopolizada por poucas famílias no Brasil, é poderosa. A imprensa alternativa não tem opção a não ser trabalhar em rede, se ajudando. As redes sociais enfraquecem mais os investimentos na TV e se aproxima da democracia das comunicações.

Com esse olhar, o Sindipetro Ceará/Piauí, apoia a luta pela democratização da comunicação e da mídia no Brasil, pela comunicação popular, alternativa e independente. Por isso, entende que é de grande valia o encontro proposto com os coletivos, veículos e movimentos de comunicação alternativa no Ceará.


Confirme sua presença no evento: Jornalismo independente em debate! 

Fonte: Sindipetro CePi

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